[SPOILERS] A vida dos três compinchas continua atribulada e eu não sei o que mais hei-de escrever nesta introdução.
George (Ted Danson) continua numa maré de azar. Depois do cancro é a vez da sua vida profissional ser afectada. Não estranha por isso que o discurso dele perante os alunos de Jonathan (Jason Schwartzman) tenha estado carregado de amargura e desalento. Um discurso que foi um balde de água fria para futuros escritores e mais um excelente momento desta personagem.
George: «So just like I have cancer of the prostate, the publishing industry also has cancer. Magazines are dying. Books are dying. Newspapers are dying. Print is dead. Questions? Anybody?»
Mas tivemos mais momentos. Graças a mais uma missão sui generis de Jonathan (ele parece que se especializou em casos de traições amorosas) eis que George e o seu amigo detective vêem-se envolvidos numa história bem interessante. O que se passou naquele café-restaurante teve a sua piada e conseguiu tornar mais uma investigação de Jonathan em algo que funcionasse em prol do episódio.
Com Ray (Zach Galifianakis) continua quase tudo na mesma. Mais uma das suas relações falha, a sua vida artística parece não querer vingar e só mesmo a visita de Kevin Bacon lhe poderia alegrar o dia. Mas ficou-se mesmo pela intenção do actor (num registo interessante) nesta sua rápida visita. Pobre Ray!
Num episódio que teve o seu interesse, o meu problema com ele foram algumas histórias que parecem esquecidas. O novo amor de George ou o facto de colocarem Jonathan numa sabática da escrita, são alguns exemplos disso. A série coloca pouco ênfase nestes pormenores e usa quase sempre o mesmo esquema de desenvolvimento. Dá para rir mas fico a sentir falta de alguma profundidade nas personagens e nas suas histórias. É que estamos já quase no fim da temporada e pouco se passou.
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