[SPOILERS] Na cidade que nunca dorme, selva de betão que magnetiza e fascina, existem locais de culto, ex-líbris que, por si só, alcandoram a urbe onde estão inseridos a um patamar mítico. O Central Park é um desses lugares. Um contraste gritante de natureza versus cimento, numa colisão entre dois mundos que se harmoniza, de forma única. Longe do bulício típico de uma cidade, parece um local quase religioso. Um sítio para descansar e relaxar, contraponto perfeito à agitação. Mas é, neste episódio, conspurcado pela descoberta de um corpo. Um assassinato aparentemente rotineiro, mas que se transforma num quebra-cabeças. Daniel Goldstein, baleado e deixado semi-nu, parece ser alguém insignificante. Um génio matemático, com pouca apetência social, fazendo do trabalho um modo de vida. A sensação de que o caso terá um rápido desfecho adensa-se com a descoberta de um suspeito peculiar. Com as impressões digitais na carteira da vítima e uma arma do mesmo calibre da que cometeu o crime, D’Andre (Randal Reeder)tem tudo para ser “engavetado”. Não fosse um pequeno e irritante pormenor: a bala que decepou a vida de Daniel tem…200 anos. E tudo se torna confuso [menos para Rick, que engendra a teoria mais hilariante do dia: o assassino é um viajante no tempo].
A investigação leva-os à firma, em Wall Steet, onde Daniel trabalhava. O facto de ele ser o cérebro por detrás de um fundo financeiro que se revelou ruinoso aumenta exponencialmente o lote de suspeitos. Mas se a esse grupo adicionarmos o gosto por armas antigas, o quinhão fica reduzido. A apenas um nome. Podofski (Muse Watson), com 4 milhões perdidos nos mercados financeiros, culpa o guru Daniel, a quem ameaça veladamente com um correctivo à antiga: um pelotão de fuzilamento. Isso e o facto de conduzir um DeLorean, o carro celebrizado pelas viagens no tempo no filme Regresso ao Futuro, tornam-no candidato ideal para Rick acertar na sua teoria.
A posterior descoberta das roupas do defunto vem lançar uma nova luz sobre o caso. O formalismo vitoriano da vestimenta, a descoberta de resíduos de pólvora, indiciando que Daniel era igualmente portador de uma arma levam à conclusão que andaria envolvido num duelo – fatal – à moda antiga. Ao soar das badaladas da meia-noite, a 40 passos do outro interveniente, um disparo simultâneo. Falta apenas encontrar o outro participante no acto. Constitui, igualmente, o convite para a entrada noutra dimensão. A descoberta de uma sociedade secreta, que recria o ambiente da Londres vitoriana, do século XIX. Devotos de uma subcultura que abraça a simplicidade e romantismo do passado com cenários e adereços de ficção científica, criando um caos visual que cativa. É lá que encontram um rosto conhecido. O do chefe de Daniel – Adam (Andrew Leeds) – na agência financeira, que acede ao pedido de simulação de um duelo como melhor forma de impressionar a mulher em que ambos estavam interessados, Julia (Jen Lilley). No entanto, o caso sofre nova e derradeira reviravolta, quando a balística iliba Adam. As atenções viram-se definitivamente para Troy (Ian Nelson), filho de um dos investidores prejudicados pelo elevado risco no produto financeiro inventado por Daniel.
O Melhor: Já se transformou num dos meus momentos predilectos. A coexistência familiar, no lar de Rick (Nathan Fillion), com a filha adolescente Alexis (Molly C.Quinn), e a mãe Martha (Susan Sullivan). Momentos que variam entre o cómico, o dramático ou o nonsense mas que apresentam sempre um denominador comum: a ternura genuína que se liberta nessas manifestações. Como, desta vez, a preocupação autêntica de Rick quanto aos interesses românticos de Alexis. Ou o pequeno-almoço, confeccionado laboriosamente, de forma a criar um novo prato que substitui a omeleta: a chocoleta. Ou ainda a entrada intempestiva, de arma na mão, no momento mais inoportuno possível: aquele em que Alexis beija o seu namorado.
O Pior: A facilidade com que os criminosos, quando postos perante a acusação da dupla de detectives, confessam os seus pecados. De uma forma quase cordial, sem negações ou pedidos de recurso a um advogado. Forma demasiado simplista para encerrar os episódios.
[starreview]
[starrater]
[table "104" not found /]




Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Não achei este episódio nada de especial, o caso aborreceu-me bastante.
A melhor parte de episódio inteiro:
Castle: Como você sabe que está apaixonada?
Beckett: Todas as músicas fazem sentido
O caso não foi nada demais, bem no nível da série, mas valeu pela comédia, a teoria de “viajante do tempo” foi umas das melhores que o Castle já criou.
Foi hilariante ver Castle a debater-se com a ideia de um viajante do tempo. E concordo contigo, as cenas entre Alexis, Martha e Castle é mesmo espectacular. E muito querido e saudável.