[SPOILERS] Apesar desta crítica chegar tardiamente, eu vi o episódio logo no dia seguinte à sua exibição e lembro-me de, na altura, ter passado pelo Vulture e ter lido a crítica que eles lhe fizeram, carregada de ironia como sempre, a que intitulavam “Stuff Happened!”, numa alusão a que, para quem escreveu, finalmente algo de interesse acontecia na série. Claramente, a pessoa que acompanha “Rubicon” tem alguns problemas com o ritmo da mesma e gosta de focar isso bastante, e a opinião dele é tão válida como qualquer outra (não é por aí que decidi iniciar o meu texto fazendo referência ao dele), mas enquanto ele vê este “No Honesty In Men” como um episódio a destacar, eu vejo-o como mais um entre vários que têm vindo a consolidar a série de semana para semana.
É realmente verdade que muito aconteceu, apesar de eu não achar que seja motivo para tamanha “festa” de quem continua a “embirrar” com o ritmo da série, especialmente no que toca à evolução de relacionamentos entre personagens (noutra crítica que li, descobri que o título é uma citação do “Romeu e Julieta”, logo apropriado para tão grande foco nas relações amorosas dos personagens durante todo o episódio).
Em destaque, tivemos o Will (James Badge Dale) a aproximar-se romanticamente de uma outra mulher (supõe-se que a primeira desde a morte da sua esposa) e após o descalabro duma possível mas que nunca se concretizou relação com a Maggie (Jessica Collins) – personagem que, desde já, não vejo que papel poderá vir a ter na série daqui em diante, a não ser que o Will lhe perdoe e a deixe regressar ao seu antigo posto.
Numa pequena reunião entre elementos do elenco de “The Pacific” (se bem que a Annie Parisse nunca contracenou com o James Badge Dale na minissérie da HBO), finalmente, e após vários episódios de singelas trocas de olhares através das janelas dos respectivos apartamentos, Will decide entrar em contacto directo com a sua vizinha, Andy (Annie Parisse). A sua intenção é pôr à prova os homens que o estão a seguir, quebrando uma das escutas que encontrou em casa e esperando que alguém a vá substituir, e não propriamente começar algo romântico com a vizinha, mas após a partilha de vários momentos íntimos eles acabam mesmo por se envolver. O que jogou bastante a favor desta relação foi claramente a interacção entre ambos os personagens e, particularmente, a decisão do Will em não guardar segredos sobre quem é, o que faz e porque razão lhe bateu à porta. Porém, e como neste momento não consigo perceber se existe no horizonte desta relação algo mais profundo, como ela ser também uma espia da Atlas MacDowell (o que acho que desvirtuaria um pouco a história por ser talvez o caminho mais banal que poderiam escolher) ou tornar-se algum dano colateral, caso as pessoas que seguem o Will levem tudo isto para outro nível, estou algo indeciso quanto à inclusão desta nova personagem na história. É verdade que a interacção entre ambos resulta bastante bem, mas o meu apreço pela personagem dependerá muito com o rumo que a storyline seguir.
Entretanto, na API, e com a Tanya (Lauren Hodges) ausente para cumprir um programa de reabilitação, o Miles (Dallas Roberts) tem nova oportunidade de se aproximar da Julia (Natalie Gold), uma vez que esta é designada temporariamente para a equipa, e o Grant (Christopher Evan Welch) enfrenta problemas familiares quando a esposa é subitamente despedida e o ordenado dele é insuficiente para pagar todas as despesas. Mais desenvolvimento de personagens, tal como tem vindo a acontecer há vários episódios, e que dá a toda esta história uma outra dimensão. Já antes o referi e continuo a acreditar piamente nisso: se a série se baseasse apenas no trabalho feito na API e nas vidas das pessoas que lá exercem funções, deixando de lado a parte da conspiração, eu continuaria a vê-la com o mesmo entusiasmo que a vejo hoje. É claro que todo o mistério criado em torno das mortes do Tom Rhumor e do David Hadas dotam-na de um outro requinte, mas “Rubicon” tem mostrado que sabe tratar bem as suas personagens e que consegue ser mais do que um thriller assente numa teoria da conspiração.
E por falar em mistério e conspiração, para terminar, de referir ainda que a Katherine Rhumor (Miranda Richardson) descobre finalmente a conexão entre a morte do marido e o Spangler (Michael Cristofer) e a API, o que certamente significa que isto vai aquecer…
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Que grande série… Esta é uma daquelas que gostava de ver toda seguida daqui a uns tempos… Mas assim que sai um episódio não aguento… Para mim o ritmo lento pode ser encarado como uma virtude e não um defeito da série…
:4:
Tenho acompanhado a série sempre com grande ansiedade.
).
A série vai crescendo tal como a narrativa e os próprios personagens.
Um ritmo lento, necessário e muito bem construído fazem de Rubicon a melhor estreia do verão e umas das mais bem definidas da actualidade (talvez possa estar a exagerar mas prontos, …, sou fan
Para mim, já muito tinha acontecido nesta série, daí não ter achado este episódio nada de extraordinário. Mas continua com um bom nível.