[SPOILERS] Há tempos lia que os produtores de “Rubicon” tencionavam encerrar a conspiração principal durante a primeira temporada e, caso lhes fosse dada a oportunidade de fazer uma segunda, centrariam atenções na exploração da API e dos personagens que compõem a agência. E ao décimo primeiro episódio da série, essa intenção de dar-nos as ansiadas respostas em torno do mistério do trevo, do suicídio do Tom Rhumor, do homicídio do David Hadas e dos negócios sombrios da Atlas MacDowell, passa a facto e proporciona o melhor episódio da série até ao momento.
“A Good Day’s Work” é um título que encaixa perfeitamente naquilo que este episódio representa: o sucesso no desenvolvimento das várias storylines que têm estado em aberto desde praticamente o início da série, ou seja, um bom dia de trabalho para quem escreve esta série.
Com tanto de bom que este episódio teve, por onde começar?
Comecemos pelo protagonista, pelo Will (James Badge Dale), e os seus avanços na descoberta por detrás de toda esta conspiração que envolve trevos, suicídios, homicídios e um grupo de homens poderosos. Com mais alguma investigação, Will descobre que o seu patrão, Truxton Spangler (Michael Cristofer), e um grupo de homens poderosos seus amigos de infância tornaram-se industriais de sucesso utilizando as investigações da API de forma a manipular acontecimentos, quem sabe até criá-los, para que consigam enriquecer pelas consequências resultantes de tais eventos (através das flutuações de mercado e afins). Ele suspeita que o antigo presidente da administração da Atlas MacDowell se tenha suicidado devido a lhe pesar na consciência a decisão destes homens em ter parte num suposto desastre na Rússia, em 1989, que vitimou cerca de 600 pessoas, e acredita que o Tom Rhumor lhe tenha seguido o exemplo devido a algo do género que esteja prestes a acontecer (e que viria comunicado nas palavras cruzadas).
Entretanto, na API, a equipa continua a investigar o Kateb e começa a colocar fortemente a hipótese de este ser na realidade um cidadão norte-americano, estudante no Iémen, e tudo se complica quando é sinalizada a entrada dele nos EUA.
E ambas as storylines, que tão distintas pareciam há umas semanas, parecem agora caminhar a passos largos para uma unificação, tornando tudo ainda mais interessante. Será o Kateb um produto da Atlas MacDowell e a arma que executará o tal atentado que vinha referenciado nas palavras cruzadas? Estou praticamente convencido que sim.
Mas se todos estes avanços na história, bem como a forte possibilidade de interligação entre as duas histórias, foram o bolo, a cereja no topo ainda não foi mencionada. Falo, claro, da tentativa de assassinar o Will, mas especificamente a cena entre ele e o Spangler no gabinete do primeiro. O Spangler vem despedir-se do Will. A situação é desconfortável porque ambos sabem muito mais das acções e motivações do outro do que aquilo que se permitem a falar entre si. Nota-se claramente, pois a maneira como fala da situação parece-me claramente sincera, que o Spangler é de certa forma algo atormentado pela decisão em ter mandado matar o David Hadas. E fica-se com a noção de que o Will se vai apercebendo de que algo está para a acontecer. A intimidade entre ambos é excelente. Há ali tanto subtexto, tantas trocas de olhares e tanta tensão que é impossível não admirar a cena. E tem um bónus que apenas chegará no próximo episódio: termos a oportunidade de ver a reacção do Spangler quando o Will aparecer ao trabalho no dia seguinte.
Porém, e por aquilo que acabei de referir, desiludiu-me um pouco a forma pouco alerta como o Will se mostrou posteriormente, ao chegar em casa. Ele tinha passado claramente a ideia que a visita do Spangler lhe deixara suspeito, mas depois procedeu como se tudo estivesse normal, apesar de saber que os homens do Spangler já tinham estado no interior do seu apartamento várias vezes. Se ele tivesse entrado em casa de forma mais alerta, a questão de como é que um agente treinado pela CIA se deixa dominar por um gajo franzino assim tão facilmente talvez não tivesse tanta força como tem da maneira como tudo se sucedeu (o Will a andar por casa descansado da vida e depois consegue subjugar fisicamente e matar o Bloom). Mas foi um pormenor e a rapidez do Kale (Arliss Howard) em lidar com a situação serviu de compensação (e acho que definitivamente podemos colocá-lo no lado dos “bons”).
Se juntarmos a tudo isto as inseguranças da Tanya (Lauren Hodges), tanto a pressão em executar as suas funções como o seu receio de ser substituída, a possibilidade do Grant (Christopher Evan Welch) se tornar um problema de lealdade agora que o Spangler lhe revela que vê nele capacidades de liderança (e estava claramente a preparar o caminho para a substituição do Will), o receio da Katherine (Miranda Richardson) em sair de casa e a sua paranóia para com tudo o que a rodeia, bem como o regresso da Maggie (Jessica Collins), perdoada pelo Will tal como o Kale sugerira que ele o faria, e temos aqui bastantes ingredientes para uma excelente hora de televisão. E assim foi.
Por último, queria deixar apenas uma pequena nota para a banda sonora, que continua impecável.
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Este episodio foi espetacular, e certamente calou as pessoas que diziam que não acontecia nada nesta serie. Já só faltam 2 episodios e mal posso esperar para saber o que acontece a seguir.
9.5? Uau. Mais cedo ou mais tarde, tenho que pegar nesta série.
LOL. Peguei ontem e já cheguei a este episódio. Estou completamente viciado. Uma série deste género cuja primeira cena de acção só ocorre ao décimo episódio, conseguindo prender até esse momento, trata-se sem dúvida de um bom produto televisivo! Ainda que perceba a frustração de quem viu a série semana a semana, tenho imensa pena que a tenham cancelado.
Bem… vou ver os últimos dois! Anwersssss….
Excelente a forma como tudo caminha para um fim onde tudo está ligado e onde as implicações são bem grandes.
A cena da limpeza foi perfeita. :serra: :axe2:
De longe o melhor, mal posso esperar pelo próximo.
Episódio excelente :yuuupiii:
Sem duvida para mim o melhor episódio até à data. Rubicon tem vindo a subir de ritmo episódio após episódio, as ligações estão quase feitas e no fim espera-nos algo muito positivo.
Uma série que tenho vindo a gostar a cada semana. Excelente, …, tal como a review.
Cumps.
Um dos motivos porque eu comecei a assistir a série ficou claro nesse episódio… gosto de séries em que depois de um tempo vai tudo se juntando. E é o que começou a ser feito, de uma ótima maneira.
E sobre a cena da luta, sei lá, dizem que quando estamos em situações de perigo a adrenalina aumenta, vamos só fingir que foi isso rs
:4meio:
Excelente. Mesmo com o senão do Will ter dominado o Bloom, quando não deveria ter conseguido, todo o resto do episódio foi excelente de 1 ponta à outra. P Kale então… wow.
Esta série é daquelas que ao rever irá, certamente, revelar grandes níveis de subtexto que nos passaram despercebidos à primeira.