Rubicon: 1×13 – You Can Never Win (AMC)

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[SPOILERS] “You Can Never Win”. Pelo título do episódio já se dava a entender que a primeira temporada de “Rubicon”, talvez até mesmo a única que a série terá produzida, não teria o final feliz da praxe. E ainda bem. O mundo em que o herói derrota o vilão e leva a princesa para casa é um mundo de fantasia, e realismo é algo que uma série como “Rubicon” deve prezar. Mas se neste aspecto (o de não ter o final feliz) as coisas correram de feição, o problema é que na sua generalidade o episódio foi algo desequilibrado, deixando um certo amargo de boca relativamente a alguns pontos. Por isso, decidi fazer uma lista de prós e contras.

Pró: O ataque terrorista a Galveston Bay não foi feito com a intenção de cortar o abastecimento de petróleo aos EUA, mas sim como uma desculpa para invadir o Irão, onde, à semelhança do que aconteceu no Iraque, haveria muitas oportunidades lucrativas para empresas como a Atlas MacDowell.

Pró: Para quem gosta de teorias da conspiração, esta apresentada no ponto anterior é muito semelhante a uma que circula relacionada com os atentados do 11 de Setembro.

Contra: Cinco/seis homens a dominar os destinos de um país tão grande como os EUA não é um bocadinho de mais?

Pró: O Tom Rhumor (Harris Yulin) e o David Hadas (Peter Gerety) estavam a trabalhar juntos e, prevendo que algo poderia correr mal, decidiram gravar uma mensagem para a Katherine (Miranda Richardson) e para o Will (James Badge Dale).

Contra: A Katherine tira o DVD do leitor antes de ouvirmos a mensagem completa e o Will, mais à frente no episódio, atarantado pela morte dela, nem se apercebe que ela traz consigo esse mesmo DVD.

Contra: A Andy (Annie Parisse) afinal tem um papel na conspiração. Não só é bem mais irrealista ter a personagem a tomar um papel em toda a história da conspiração como nunca nos é dada qualquer informação sobre que papel é mesmo esse, excepto o facto de estar de alguma forma mandatada pelo Tom Rhumor para proteger a Katherine.

Contra: A Katherine Rhumor morre sem deixar grande legado. Quando, no episódio passado, tanta gente a avisou que ela não deveria sair de casa pois era perigoso, estava-se mesmo a ver que a personagem não teria um futuro muito risonho. E não teve. A personagem passou a temporada sem grande rumo e nunca teve um verdadeiro impacto na série.

Pró: O Grant (Christopher Evan Welch) ganhou a sua desejada promoção e o Will foi despromovido. Ninguém lhe manda estar sempre a ausentar-se do escritório.

Pró: A Tanya (Lauren Hodges) é autora de um livro (!) e finalmente apercebeu-se que não tem estômago para isto.

Pró: Grant: “I’m glad you’re all here… I’ve been promoted to team leader”. Tanya: “I quit!”. Apesar dela ter dito logo de seguida que ambas as coisas não estavam relacionadas, este diálogo não deixou de ter imensa piada.

Contra: Sem se perceber bem porquê, o Kale Ingram (Arliss Howard) passa completamente ao lado do episódio.

Pró: O Miles (Dallas Roberts) entra na conspiração.

Contra: O Miles no interior da conspiração é praticamente irrelevante uma vez que bastou uma ida à cave e uma busca numa base de dados para resolver os mistérios (é irónico que uma série que se centra tanto na pesquisa feita através de papel, deixe cair o seu desfecho para uma simples procura no computador).

Pró: O final. A ambiguidade da cena final serve perfeitamente para os dois cenários possíveis que a série tem neste momento, o cancelamento ou a renovação. O Spangler (Michael Cristofer) recebeu o mortífero trevo de quatro pétalas e não tem muito por onde escapar ao seu destino, seja no ecrã ou na nossa imaginação (se bem que se a série for renovada provavelmente arranjam maneira de o manter vivo).

Contra: Não deixa de ser estranho que este grupo de homens que depende tanto dos relatórios da API para pôr em prática os seus planos diabólicos esteja disposto a simplesmente desfazer-se da pessoa que lidera a agência, cortando assim a seu acesso à mesma.

Contra: O confronto final Will/Spangler não é dotado de grande sentimento ou energia.

Pró: Termos os maus da fita a sair por cima só dotam a série de mais realismo. Só é pena que o mesmo não tenha acontecido noutras situações.

Com o futuro de “Rubicon” indefinido, será difícil avaliar se muito do que se passou neste episódio final possa ser resultado de uma intenção para que a série continue ou não. A verdade é que, tal como esperado, há coisas que ficam em aberto, mas também há muito que consegue passar o sentimento de conclusão. Se este tiver mesmo sido o último episódio da série, acho que serve perfeitamente esse propósito. Se não for, veremos o que nos reservam para o ano.

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Lista de EpisódiosNota (0.0/10.0)
Rubicon: 1x01 – Gone in the Teeth (AMC)--
Rubicon: 1×02 – The First Day of School (AMC)7.5
Rubicon: 1×03 – Keep the Ends Out (AMC)7.5
Rubicon: 1×04 – The Outsider (AMC)7.8
Rubicon: 1×05 – Connect the Dots (AMC)8.5
Rubicon: 1×06 – Look to the Ant (AMC)8.2
Rubicon: 1×07 – The Truth Will Out (AMC)8.8
Rubicon: 1×08 – Caught in the Suck (AMC)9.0
Rubicon: 1×09 – No Honesty in Men (AMC)8.3
Rubicon: 1×10 – In Whom We Trust (AMC)8.8
Rubicon: 1×11 – A Good Day’s Work (AMC)9.5
Rubicon: 1×12 – Wayward Sons (AMC)9.6
Rubicon: 1×13 – You Can Never Win (AMC)7.5

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7 Respostas para “Rubicon: 1×13 – You Can Never Win (AMC)” Subscribe

  1. João Fernandes 19/10/2010 às 14:27 #

    Qualquer que seja o destino da série foi com prazer que assisti a estes 13 episódios. Ficamos com uma história que dá-nos uma conclusão e como era de esperar abre portas para uma nova oportunidade.

    Bem construída e com um plano definido somos transportados para o centro de uma conspiração que tem ramificações por todo o lado. A série consegue criar uma história credível q.b. e que nos deixa a pensar.

    Algo que eu gostei imenso ao longo dos episódios foi a forma como conseguiram criar um clima próprio e todas as nuances entre os espaços fechados e o Mundo exterior. Com o avançar dos episódios o perigo começou a alastrar do exterior para o interior e não havia muitos locais onde se pudesse estar a salvo.

    E claro, como tens vindo a dizer ao longo das criticas, isto não é tanto uma história sobre uma conspiração mas sim uma história sobre pessoas e as consequências que o seu trabalho tem nelas. Toda aquela suspeição e paranóia afecta as personagens de forma diferente e é isto que vemos nesta série. Como lidam com isto tudo é o ponto central da série e é algo bem interessante de se ver.

    Como qualquer outra série tem os seus problemas, mas acaba por não ser o suficiente para estragar o prazer de a ver.

  2. i 19/10/2010 às 14:43 #

    Se a série acabar na primeira temporada tem um final decente?

    Não quis estar a ler o que escreveste para o caso de ver a série.

    • ZB 20/10/2010 às 00:31 #

      Há coisas que ficam em aberto. Há outras que são encerradas. E há umas ambíguas que não faz muito mal ficarem à imaginação de cada um. Na minha opinião, sim, é um final decente.

  3. Johannah 19/10/2010 às 23:48 #

    Merecia final melhor, ainda que for apenas da temporada.
    Digo isso depois de ter assistido a um excelente, adrenalinico eppy 12.
    Super concordo que o confronto no terraço não teve o impacto, a tensão, intensidade que poderia/merecia.
    Anyway, não tenho tanta fé de que a série será renovada, pq verdade seja dita talvez ela seja elaborada demais, lenta (falta de palavra melhor), para ser degustada pela maioria.
    Não sei como ela foi de audiência… é esperar.

    • ZB 20/10/2010 às 00:18 #

      Teve 1.04 milhões de telespectadores. O episódio 12 tinha tido 1.26 milhões. O 11 tinha tido 0.997 milhões. A série andava muito em baixo mas no 12 teve uma subida bastante interessante, porém no final acabou por cair de novo.

  4. Picasso 20/10/2010 às 15:20 #

    Excelente série. Espero que consiga renovar para mais uma temporada.

  5. mfed 21/10/2010 às 00:30 #

    Acredito que maior parte dos contras serão revelados na segunda temporada. Estou esperançoso e confiante!
    Foram 13 episódios belíssimos numa das séries mais realistas e bem construídas que já vi. 5 estrelas!

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