[SPOILERS] “You Can Never Win”. Pelo título do episódio já se dava a entender que a primeira temporada de “Rubicon”, talvez até mesmo a única que a série terá produzida, não teria o final feliz da praxe. E ainda bem. O mundo em que o herói derrota o vilão e leva a princesa para casa é um mundo de fantasia, e realismo é algo que uma série como “Rubicon” deve prezar. Mas se neste aspecto (o de não ter o final feliz) as coisas correram de feição, o problema é que na sua generalidade o episódio foi algo desequilibrado, deixando um certo amargo de boca relativamente a alguns pontos. Por isso, decidi fazer uma lista de prós e contras.
Pró: O ataque terrorista a Galveston Bay não foi feito com a intenção de cortar o abastecimento de petróleo aos EUA, mas sim como uma desculpa para invadir o Irão, onde, à semelhança do que aconteceu no Iraque, haveria muitas oportunidades lucrativas para empresas como a Atlas MacDowell.
Pró: Para quem gosta de teorias da conspiração, esta apresentada no ponto anterior é muito semelhante a uma que circula relacionada com os atentados do 11 de Setembro.
Contra: Cinco/seis homens a dominar os destinos de um país tão grande como os EUA não é um bocadinho de mais?
Pró: O Tom Rhumor (Harris Yulin) e o David Hadas (Peter Gerety) estavam a trabalhar juntos e, prevendo que algo poderia correr mal, decidiram gravar uma mensagem para a Katherine (Miranda Richardson) e para o Will (James Badge Dale).
Contra: A Katherine tira o DVD do leitor antes de ouvirmos a mensagem completa e o Will, mais à frente no episódio, atarantado pela morte dela, nem se apercebe que ela traz consigo esse mesmo DVD.
Contra: A Andy (Annie Parisse) afinal tem um papel na conspiração. Não só é bem mais irrealista ter a personagem a tomar um papel em toda a história da conspiração como nunca nos é dada qualquer informação sobre que papel é mesmo esse, excepto o facto de estar de alguma forma mandatada pelo Tom Rhumor para proteger a Katherine.
Contra: A Katherine Rhumor morre sem deixar grande legado. Quando, no episódio passado, tanta gente a avisou que ela não deveria sair de casa pois era perigoso, estava-se mesmo a ver que a personagem não teria um futuro muito risonho. E não teve. A personagem passou a temporada sem grande rumo e nunca teve um verdadeiro impacto na série.
Pró: O Grant (Christopher Evan Welch) ganhou a sua desejada promoção e o Will foi despromovido. Ninguém lhe manda estar sempre a ausentar-se do escritório.
Pró: A Tanya (Lauren Hodges) é autora de um livro (!) e finalmente apercebeu-se que não tem estômago para isto.
Pró: Grant: “I’m glad you’re all here… I’ve been promoted to team leader”. Tanya: “I quit!”. Apesar dela ter dito logo de seguida que ambas as coisas não estavam relacionadas, este diálogo não deixou de ter imensa piada.
Contra: Sem se perceber bem porquê, o Kale Ingram (Arliss Howard) passa completamente ao lado do episódio.
Pró: O Miles (Dallas Roberts) entra na conspiração.
Contra: O Miles no interior da conspiração é praticamente irrelevante uma vez que bastou uma ida à cave e uma busca numa base de dados para resolver os mistérios (é irónico que uma série que se centra tanto na pesquisa feita através de papel, deixe cair o seu desfecho para uma simples procura no computador).
Pró: O final. A ambiguidade da cena final serve perfeitamente para os dois cenários possíveis que a série tem neste momento, o cancelamento ou a renovação. O Spangler (Michael Cristofer) recebeu o mortífero trevo de quatro pétalas e não tem muito por onde escapar ao seu destino, seja no ecrã ou na nossa imaginação (se bem que se a série for renovada provavelmente arranjam maneira de o manter vivo).
Contra: Não deixa de ser estranho que este grupo de homens que depende tanto dos relatórios da API para pôr em prática os seus planos diabólicos esteja disposto a simplesmente desfazer-se da pessoa que lidera a agência, cortando assim a seu acesso à mesma.
Contra: O confronto final Will/Spangler não é dotado de grande sentimento ou energia.
Pró: Termos os maus da fita a sair por cima só dotam a série de mais realismo. Só é pena que o mesmo não tenha acontecido noutras situações.
Com o futuro de “Rubicon” indefinido, será difícil avaliar se muito do que se passou neste episódio final possa ser resultado de uma intenção para que a série continue ou não. A verdade é que, tal como esperado, há coisas que ficam em aberto, mas também há muito que consegue passar o sentimento de conclusão. Se este tiver mesmo sido o último episódio da série, acho que serve perfeitamente esse propósito. Se não for, veremos o que nos reservam para o ano.
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Qualquer que seja o destino da série foi com prazer que assisti a estes 13 episódios. Ficamos com uma história que dá-nos uma conclusão e como era de esperar abre portas para uma nova oportunidade.
Bem construída e com um plano definido somos transportados para o centro de uma conspiração que tem ramificações por todo o lado. A série consegue criar uma história credível q.b. e que nos deixa a pensar.
Algo que eu gostei imenso ao longo dos episódios foi a forma como conseguiram criar um clima próprio e todas as nuances entre os espaços fechados e o Mundo exterior. Com o avançar dos episódios o perigo começou a alastrar do exterior para o interior e não havia muitos locais onde se pudesse estar a salvo.
E claro, como tens vindo a dizer ao longo das criticas, isto não é tanto uma história sobre uma conspiração mas sim uma história sobre pessoas e as consequências que o seu trabalho tem nelas. Toda aquela suspeição e paranóia afecta as personagens de forma diferente e é isto que vemos nesta série. Como lidam com isto tudo é o ponto central da série e é algo bem interessante de se ver.
Como qualquer outra série tem os seus problemas, mas acaba por não ser o suficiente para estragar o prazer de a ver.
Se a série acabar na primeira temporada tem um final decente?
Não quis estar a ler o que escreveste para o caso de ver a série.
Há coisas que ficam em aberto. Há outras que são encerradas. E há umas ambíguas que não faz muito mal ficarem à imaginação de cada um. Na minha opinião, sim, é um final decente.
Merecia final melhor, ainda que for apenas da temporada.
Digo isso depois de ter assistido a um excelente, adrenalinico eppy 12.
Super concordo que o confronto no terraço não teve o impacto, a tensão, intensidade que poderia/merecia.
Anyway, não tenho tanta fé de que a série será renovada, pq verdade seja dita talvez ela seja elaborada demais, lenta (falta de palavra melhor), para ser degustada pela maioria.
Não sei como ela foi de audiência… é esperar.
Teve 1.04 milhões de telespectadores. O episódio 12 tinha tido 1.26 milhões. O 11 tinha tido 0.997 milhões. A série andava muito em baixo mas no 12 teve uma subida bastante interessante, porém no final acabou por cair de novo.
Excelente série. Espero que consiga renovar para mais uma temporada.
Acredito que maior parte dos contras serão revelados na segunda temporada. Estou esperançoso e confiante!
Foram 13 episódios belíssimos numa das séries mais realistas e bem construídas que já vi. 5 estrelas!