[SPOILERS] “Out here, on the edge of the universe, who you are and what you believe is everything. So it’s up to you to determine whether this is a blessing or a curse.” E é com estas palavras tão metafísicas que damos as boas-vindas à segunda temporada de “Stargate Universe“.
Depois de uma primeira temporada que prometeu mundos e fundos mas que, infelizmente, nos ofereceu apenas desilusão atrás de desilusão, a expectativa de ver o que iria oferecer o desfecho do assalto à Destiny não era muita. Personagens estereotipadas e, na maior parte dos casos, desprovidas de qualquer inteligência, histórias que se repetem ad infinitum, sexo gratuito usado como forma de “chocar” e um completo virar costas às regras deste universo estabelecidas pelas “irmãs mais velhas” pareciam receita para o abandonar definitivo desta história. Felizmente, com a segunda metade da temporada, o caso começou a mudar de figura e as potencialidades da série finalmente começaram a revelar-se – com excepção da burrice das personagens que, infelizmente, e encabeçada por Young (Louis Ferreira), mantiveram-se.
Cliffhanger atrás de cliffhanger, foi assim que nos despedimos, na primavera, da Destiny e da sua tripulação. Seria então o outono favorável a estes perdidos no espaço? Mais ou menos.
Se, por um lado, “Intervention” nos deixou com vontade de puxar mais uns cabelos, pela forma tão ridícula como Scott (Brian J. Smith) e Greer (Jamil Walker Smith) se salvam do que parecia ser, em Maio, morte certa, pela forma como os membros da Lucian Alliance, especialmente Dannic demonstram ser tão ou mais burros que Young, resolvendo vingar a morte da sua comandante ao abandonar os tripulantes da Destiny num planeta inospitável e esquecendo-se de ficar com alguns reféns para servir de ameaça a Rush e aos outros que permaneciam ainda soltos na nave, ou até mesmo pelo facto de Chloe (Elyse Levesque), de um momento para o outro, passar de moribunda a vivinha da silva, com o tiro na perna a curar-se misteriosamente, por outro lado conseguiu também trazer um pouco de acção e de abrir potenciais vias de desenvolvimento da história. Falemos então concretamente destas:
- Com a morte de Kiva, e as lutas pelo poder dentro da Lucian Alliance a fazerem vítimas, o facto dos inimigos irem, agora, passar a fazer parte da tripulação da nave é uma história interessante e que poderá ainda trazer bons momentos à série. Sim, não é nada original – “Star Trek Voyager” baseou-se exactamente neste conceito – mas sempre é melhor do que a exploração do planeta da semana ou do alien da semana. E com as novas adições ao elenco de Varro, (Mike Dopud) da ruiva e do T-Bag de “Prison Break“, esperamos ver ainda boas interacções com estes novos tripulantes
- Telford (Lou Diamond Philips) pode estar ferido, mas agora que está presente na nave, poderá vir a ser um elemento de autoridade no comando da nave. Sim, Young deve ter primazia, mas depois da incompetência que tem mostrado ao longo dos episódios, uma voz forte a apoiá-lo poderá ser importante. Esperemos é que toda a questão da mulher de Young tenha ficado para trás, pois quem é Young para estar a reclamar da mulher quando engravidou uma subordinada?!
- Rush (Robert Carlyle), mais uma vez, mostrou que está disposto a tudo para manter a nave e os seus segredos seguros, para grande desespero de Eli (David Blue) Mas se as suas atitudes nem sempre caem bem com quem convive (e com quem o está a ver deste lado), pelo menos deixa-nos com a certeza de que não irá parar até descobrir todos os segredos que a Destiny insiste em esconder. Espera-se ansiosamente por uma maior exploração da nave e pela revelação de mais peças essenciais sobre este que é, afinal, o mistério principal da série.
- Chloe será, provavelmente, a personagem mais odiada de sempre do universo Stargate, e com razão. Sim, a forma como a sua perna se curou, misteriosamente, deixou-nos com vontade de abandonar, de vez, esta série. Mas depois de alguma discussão e de uma pratada de sushi, foi possível fazer as pazes com a cena e mesmo ver que haverá aqui material para explorar. E se a misteriosa cura não foi apenas uma “plot device” dos argumentistas, mas sim um indício que o tempo em que passou com os extraterrestres na primeira temporada poderá ter deixado as suas marcas? Conseguirá esta personagem ganhar alguma direcção e deixar de ser a “pessoa que mais gostaríamos de mandar pela escotilha fora”?
- Por último, TJ (Alaina Huffman). Tal como previsto no final da temporada precedente, TJ sobrevive, o bebé não. Nada mais óbvio para esta história, evitando-se assim ter de aturar o drama de um bebé a bordo e garantido “angst” suficiente para umas… seis ou sete temporadas. Se ainda é difícil engolir que tenham mesmo apostado neste caminho, deixando a realidade interferir com a ficção, e se toda a história de TJ no misterioso planeta onde alguns tripulantes ficaram para trás fosse obviamente um sonho desde início, uma singela menção faz-nos ficar de pé atrás: terá tudo isto sido mesmo um sonho ou a filha de TJ e Young será a primeira bebé a “ascender” a um plano de consciência mais elevado? Serão os extraterrestres referidos por Caine os precursores dos Ancient? A ver vamos… esperemos é que a depressão de TJ não se espalhe para o resto das personagens, pois para isso já nos basta a (muito) superior BSG.
Uma estreia razoável para “Stargate Universe”, com altos e baixos mas com – esperamos nós – a promessa de algo melhor para a semana. Até lá, esperemos é que se livrem das montagens musicais no final dos episódios, pois todas as semanas o mesmo já enjoa. Deixem as personagens falar, discutir, evoluir, crescer. Preferimos isso ao “momento pop/indie/alternativo da semana”.
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“…resolvendo vingar a morte da sua comandante ao abandonar os tripulantes da Destiny num planeta inospitável e esquecendo-se de ficar com alguns reféns para servir de ameaça a Rush”
Não estavam lá os supostos medicos? Pra servirem de reféns
De resto concordo ctg
:wtf: Episódio muito fraquinho……se continuar neste caminho não tem futuro….até eu que sou pouco exigente estou muito desiludido.
ate achei esta uma boa estreia, com tensão e acção q.b..
a adição dos membros da aliança trará (espero eu) boas histórias e desenvolvimento de personagens, gostei deste caminho percorrido pelos argumentistas
é disto que gosto no Rush, estar disposto a tudo para salvar e saber os segredos da Destiny, mas ele tambem ficou com duvidas cmo vimos no final do episódio.
ó syrin não sejas tão mázinha com a Chloe, ela nem esteve mal, e parece-me que a cura dela tem algo por trás, era muito parvo ela ter-se curado assim e nunca surgir uma explicação.
quanto à TJ, parece-me que foi apenas um sonho, acho dificil que uma bebe que ainda nem nasceu tivesse ascendido
Dannic tinha moeda de troca, a TJ estava na ala medica tal como a Camile.
no final fiquei claramente com a sensação de que o Brody escondeu algo, nova invasão alien??
ó syrin não sejas tão mázinha com a Chloe, ela nem esteve mal, e parece-me que a cura dela tem algo por trás, era muito parvo ela ter-se curado assim e nunca surgir uma explicação.
Eu dou um desconto à Chloe quando ela passar a ter alguma significância para a história que não seja a “pobre menina rica filhinha do papá” ou a “namoradinha do soldado”. ;D