[SPOILERS] “Take care of these people. And Everett… take of yourself.” Numa nave onde não há bons e maus, heróis ou vilões, apenas pessoas que tentam sobreviver numa situação desesperada, há que tomar decisões difíceis. E se na semana passada essa questão já tinha sido abordada, esta semana tornou-se ainda mais prevalente.
Continuando a sua espiral ascendente, “Awakening” foi mais um sólido episódio de “Stargate Universe“, apresentando-nos não só uma história interessante, com a descoberta de uma nave em tudo idêntica à Destiny, mas também novas raças e terminando com mais uma despedida que irá, certamente, ser determinante para a evolução das restantes personagens e, claro está, da restante temporada.
O misterioso objecto que, no final de “Aftermath”, deixou os tripulantes da Destiny em alvoroço é, nada mais nada menos, do que uma nave Ancient, também ela em piloto automático. A decisão de explorar esta nova nave, quando ainda mal se mapeou a Destiny, pode parecer estranha de início, mas rapidamente se torna claro que esta poderá ser a chave que permite o regresso a casa para todos. Uma nova nave Ancient significa mais energia – energia essa que, talvez, seja suficiente para enviar de volta à Terra todos os que se encontram perdidos no espaço. Inicia-se assim uma interessante exploração, que traz não só interessantes planos de filmagem, como nas cenas em que Scott (Brian J. Smith) e Greer (Jamil Walker Smith) percorrem os corredores labirínticos, mas também surpresas interessantes, como a descoberta da sala de comando e a sala de montagem dos Stargates. Estabelecido o propósito da nave – plantar os Stargates por toda a galáxia – dá-se então início aos preparativos para a transferência de energia de uma nave para a outra e para o envio do pessoal para o Stargate terráqueo quando… o inevitável acontece. Como esperado, ainda não é desta que os sobreviventes irão regressar a casa, e o que era suposto ser um reabastecimento, transforma-se rapidamente numa perda de energia que poderá ditar o fim da Destiny e de todos os que nele sobrevivem. Inicia-se assim uma corrida contra o tempo que, infelizmente, termina da pior forma. Com Eli (David Blue) desesperado, e Rush (Robert Carlyle) sempre desaparecido, Telford (Lou Diamond Phillips) é o sacrificado da semana: ao tentar parar a transferência de energia, acaba por ficar abandonado na nave Ancient, terminando o episódio rodeado pelos extraterrestres que nela se escondiam. Uma bela cena, com um visual muito interessa, que nos deixa algo tristes pela partida desta personagem tão importante para a história – e para ajudar Young (Louis Ferreira) a manter a cabeça fria -, mas que, por outro lado, poderá trazer novas surpresas no futuro.
Sem Telford, a vida na Destiny poderá a voltar a ficar mais complicada, especialmente tendo em conta os segredos que Rush insiste em esconder, como a sala de comando de onde consegue controlar tudo ou as suas alucinações que, talvez, poderão ser mais importantes do que pensávamos de início, e a persistente dificuldade em lidar com os civis da tripulação, especialmente Wray (Ming-Na) que, infelizmente, continua sem fazer grande coisa. Mas, por outro lado, a perda de Telford poderá ajudar Young a sair da depressão em que se encontra e fazer aquilo que desde início tem mostrado dificuldade em fazer – liderar, de forma clara e decisiva. O apelo de Telford foi claro, e nós esperamos apenas que não tenha sido em vão.
Mas porque houve mais neste episódio do que os eventos dentro da segunda nave Ancient, na própria Destiny há assuntos com que lidar – nomeadamente, o que fazer com os membros da Lucian Alliance que ficaram a bordo. Se a história do abandono da maior parte dos elementos da Lucian Alliance não foi uma favorita por estas bandas, e a inevitável forma como os que ficaram irão, mais tarde ou mais cedo, ser aceites pelos humanos a bordo, que nos leva mais uma vez para outras séries que tocaram no mesmo tema, é bom ver que os membros que ficaram a bordo não foram esquecidos e que estão mesmo a ter direito a um desenvolvimento individual. Por agora, apenas Varro (Mike Dopud) teve direito a mais tempo de antena, numa conversa algo melosa com TJ (Alaina Huffman), mas T-Bag Simeon (Robert Knepper) e a ruivinha Ginn (Julie McNiven) prometem vir a agitar os ânimos nos próximos tempos, e nós agradecemos. Já o outro assunto que ficou, mais uma vez, por desenvolver foi, infelizmente, a história da cura milagrosa de Chloe (Elyse Levesque) que, em vez de suscitar interesse por parte dos outros tripulantes, especialmente depois do tempo que Chloe passou em cativeiro, parece estar a ser constantemente ignorada. Esperemos que não demorem muito a regressar a este assunto, pois é um dos pontos muito fracos da estreia desta temporada e que terá de ser devidamente abordado.
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Vejo, quem estas a gostar mais desta temporada?
Tb eu acho-a muito melhor. Agora é so não voltar ao engonhaço e teremos uma serie ao nivel das antigas (no teu gosto), porque para mim supera as antigas SG1 e SGA