[SPOILERS] Lembram-se, durante a primeira temporada, ter partilhado com vocês um site alemão onde descobri um hilariante “Stargate Universe plot generator“, que provava o quanto os episódios desta terceira aventura da franchise “Stargate” se baseavam em fórmulas repetidas até à exaustão, trocando a ordem dos elementos mas sem nunca alterar o produto final? Embora na segunda metade da primeira temporada esta comutatividade se tenha esbatido um pouco, parece ter regressado agora, ao segundo episódio da nova temporada. Pois é, “Aftermath” traz-nos de novo ao velho “vira o disco e toca o mesmo”, com mais uma expedição frustrada a um planeta, mais uma equipa perdida, sem forma de regressar à Destiny, e mais um grande dilema sobre como recuperar a equipa resolvido atempadamente nos 42 minutos do episódio. Fosse só isto, e teríamos mais um daqueles episódios dispensáveis. mas, felizmente, graças a três eventos importantes, conseguimos ter um sólido episódio desta série tão pouco consensual.
RUSH E A SALA DE COMANDO DA DESTINY
Misterioso como sempre, sem nunca revelar verdadeiramente o que está a fazer, Rush (Robert Carlyle) tem, mais uma vez, a melhor interpretação do episódio, relembrando inclusivamente um dos melhores episódios da temporada anterior, com o reaparecimento da sua falecida mulher. Deixando de lado todas e quaisquer comparações a uma outra visão (mais escultural e de vestido vermelho) de universos paralelos, a forma como Rush encontra na mulher alguém com quem trocar impressões, alguém com quem debater todos os segredos que tem descoberto e que permanecem escondidos do resto da tripulação, é bastante interessante e ajuda-nos a perceber melhor uma personagem que, de início, se revelara difícil de compreender. A mulher pode estar apenas na sua imaginação, tal como o cientista que se sentou na cadeira Ancient, mas ajuda-o a admitir os seus erros, especialmente quando a sua tentativa de controlar a Destiny a partir da recém descoberta sala de comando (e que visual interessante que ela tem!!) tem consequências trágicas, ao ditar a queda do vaivém enviado numa missão de exploração. Rush nunca foi a personagem mais sã deste grupo tão ecléctico, e a sua condição médica/psíquica pode até mesmo estar a piorar, pondo em causa todos os restantes humanos a bordo, mas uma coisa é certa – é certamente a personagem mais interessante que temos a bordo.
O DESTINO DA LUCIAN ALLIANCE
Depois do desfecho do assalto à Destiny e da rendição incondicional dos terroristas, é preciso saber o que fazer com tantas novas bocas para alimentar numa altura em que os recursos rareiam. Não sendo nada de novo (*cof* Star Trek: Voyager *cof*), e mesmo com algumas decisões controversas a serem tomadas do pé para a mão, como foi o facto de abandonar grande parte dos membros da Lucian Alliance num planeta qualquer, efectivamente condenando-os à morte, a possível futura integração dos restantes soldados na tripulação da Destiny é uma boa aposta da série e, que, esperamos, venha a dinamizar um pouco um elenco que se encontra, na sua maior parte, pouco explorado até agora. Convém é, naturalmente, terem muito cuidado com Young (Louis Ferreira) que, mais uma vez, não só dá provas da sua incompetência ao entrar na sala onde estava a acontecer um motim completamente desarmado e sem apoio para evitar a fuga dos prisioneiros, mas também da sua completa instabilidade mental, ao espancar quase até à morte um prisioneiro. Infelizmente para nós, ainda não foi desta que Telford (Lou Diamond Phillips) ou Wray (Ming-Na) tomaram o comando. Mas a esperança é a última a morrer. E hei, à falta de melhor, a ruivinha da Lucian Alliance até poderia ser uma boa líder. Certamente não conseguiria fazer pior do que Young…
A DESPEDIDA DE RILEY
“Red Shirts” é um termo popularizado na fandom “Star Trek” para designar aquelas personagens secundárias ou simples figurantes cuja única função num episódio era morrer. O termo surgiu do facto de esta ser a cor dos uniformes das equipas de segurança e dos engenheiros que, eventualmente, pereciam no início da missão. Embora tenha começado por ser um termo usado em “Star Trek” e, mais tarde, se tenha expandido para outras séries e mesmo para outros géneros televisivos, a premissa continuou sempre a mesma: a morte de personagens inúteis. E o universo “Stargate” não podia ficar-lhe indiferente… a cor pode não ser a mesma, mas inúmeros foram os actores que viram o seu fim desta forma. O que não se esperava é que fizessem o mesmo a uma personagem que conhecíamos já relativamente bem nesta série. Sim, a partir do momento em que fica preso debaixo do entulho e dos pedaços do vaivém, o destino de Riley (Haig Sutherland) é claro. Mas caramba, com tantas personagens inúteis nesta série, tiveram logo de matar a minha personagem secundária favorita? Não podiam ter escolhido outra?! Riley… I miss you!! sniff sniff. A sua morte pode até ter sido um pouco idiota, especialmente depois de tudo por que passaram, mas é preciso dar a mão à palmatória: a conversa com TJ (Alaina Huffman) e, no final, a morte às mãos de Young, foi uma cena marcante e, provavelmente, uma das melhores que esta série nos apresentou até agora.
Continuemos assim, e poderemos finalmente ter o prazer de dizer que “Stargate Universe” é um sucessor à altura do nome “Stargate”. Só esperemos agora é que não revertam para maus caminhos e que, por exemplo, descubram um filão de vaivéns algures na Destiny (à la “Star Trek: Voyager”). Sim, porque este que caiu no planeta e matou o Riley era, supostamente, o último que lhes restava…
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Eu ainda acho que as alucinações do Rush tem muita cara de aparição dos Ancients, eles já se mostraram outras vezes em forma de aparições e sempre questionando e nunca dando respostas diretas, assim como a esposa do Rush fez, o que me leva a crer que é mesmo um dos Antigos personificando alguém que o Rush iria escutar. Essa idéia fica ainda mais forte quando agente vê a diferença entre as aparições da esposa e o Doutor que desapareceu misteriosamente na temporada passada, é quase que uma recriação da dinâmica entre a Oma e o Daniel, com a Oma nunca interferindo e o Daniel fazendo de tudo para tentar ajudar um pouco mais diretamente que seja….
Meu caro, acho sempre suas impressões dos episódios altamente interessantes, mas apos ler as duas ultimas análises, fico me pensando, se olhar para traz e colocar Wray no lugar do Young, aquela nave já teria ido parar em algum buraco negro, todos estariam mortos porque a decisão foi tomada foi burocrática e sem levar em conta as necessidades de todos. A série mesmo ja mostrou q
Fácil lidar com a situação do lado de cá e julgar todos os personagens, mas no lugar deles não sabemos mesmo quais decisões seriam certas ou erradas, o mundo deles é perfeito, e não funcionaria sem um deux ex machina vindo dos escritores. E devemos lembrar que a situação deles na Destny é semelhante a de um submarino, veja qualquer filme de submarino e troque a água por espaço e terá a mesma complexidade pscologica e de recurso.
Claro que Stargate Universe repete temas, todas as séries o fazem, BSG talvez não tenha pecado tanto neste quesito mas também o fez… todas passam pelos mesmos temas : Fuga, perseguição, alguns episódios onde os inimigos parecem que vão vencer, alguns episódios dentro de um foro, a cada duas ou tres temporadas um fleshback de tudo etc… ja conhecemos as formulas. Pode falar de Star Trek ( que copiou descaradamente ) os Borgs de Perry Rhodan ( série de livros alemã)) que ja os tinha descrito ( mesmo as naves quadradas … fragmentarias) uns 15 ou 20 anos antes. alem de outras coisas.
Stargate Universe esta no meio termo, não é tão infantil quanto SG1(Fruto do seu tempo) e nem tão Caricata embora não despresada quanto Atlantis. Ela esta no meio e sinceramente eu daria mais do que 7 para os episódios.
Quanto ao Rush, ele é louco, obcecado pelo fato de Destiny poder viajar no tempo ( este é um dos segredos da nave foi revelado no terceiro episodio ou o segundo da segunda temporada) com ela ele pode voltar no tempo e resolver as coisas com a esposa dele. Mas claro é o melhor personagem e ator da série, assim como Lex Luthor era o melhor ator personagem de smallvile.
E não se preocupe com Riley. Ele vai voltar.
Dexei aqui minha opinião baseada no que vi até agora e no conhecimento aquirido após tantas séries de FC. Pode ser que esteja certo, mas mesmo sabendo que são caricatos e previsíveis, eu quero ver o espisódios. Pois como Arthur Clarcke escreveu, FC não é apenas descrever futuros fantasiosos, mas montar um pano de fundo onde as interações humanas podem ser verificadas e avaliadas.
Meu caro, acho sempre suas impressões dos episódios altamente interessantes,
Obrigada pelo cumprimento, mas devia ser “minha cara”. ;D
se olhar para traz e colocar Wray no lugar do Young, aquela nave já teria ido parar em algum buraco negro, todos estariam mortos porque a decisão foi tomada foi burocrática e sem levar em conta as necessidades de todos. A série mesmo ja mostrou q
Fácil lidar com a situação do lado de cá e julgar todos os personagens, mas no lugar deles não sabemos mesmo quais decisões seriam certas ou erradas, o mundo deles é perfeito, e não funcionaria sem um deux ex machina vindo dos escritores.
Se tivermos em conta que o Young, até agora, apenas demonstrou ser um líder incapaz, não me parece que a Wray no comando fosse muito pior. Sim, ela falhou redondamente nas negociações com a Lucian Alliance no final da primeira temporada, mas o Young fez ainda pior – colocou tudo e todos em perigo de morte. E já não foi a primeira vez.
Como eu já disse várias vezes, não me importo de apoiar personagens “não heróicas”, pessoas falíveis. O que me custa é ter de suportar personagens burras e incompetentes, como o Young. Custa-me a crer que a alguém como ele – que demonstra não só pouca ou nenhuma capacidade para liderar sobre pressão e que, ainda por cima, violou uma das regras fundamentais do código militar americano, ao dormir com uma subordinada – tivesse mesmo sido atribuído o cargo de líder de uma base extraterrestre.
Stargate Universe esta no meio termo, não é tão infantil quanto SG1(Fruto do seu tempo) e nem tão Caricata embora não despresada quanto Atlantis. Ela esta no meio e sinceramente eu daria mais do que 7 para os episódios.
São opiniões – para mim, esta série teve alguns altos, mas muitos baixos, fruto da pouca experiência que os seus criadores têm em criar uma história mais séria, personagens mais “reais”. Quiseram fazer uma espécie de BSG do universo Stargate, mas para isso é preciso mais do que “personagens falíveis” e sexo gratuito episódio sim episódio não. SG1 era exímia naquilo a que se propunha: acção e aventura, comédia, ficção científica e umas pitadas de drama aqui e ali. SGU, infelizmente, ainda não conseguiu mostrar o seu valor naquilo a que se propôs, muito embora esta segunda temporada esteja a ser claramente melhorzita.
E não se preocupe com Riley. Ele vai voltar.
Agradeço que para a próxima não coloquem aqui spoilers, sejam eles de que tamanho forem, pois prefiro ser surpreendida.
Pode ser que esteja certo, mas mesmo sabendo que são caricatos e previsíveis, eu quero ver o espisódios.
Lá está, o meu problema nunca foi os episódios serem caricatos ou previsíveis: em SG1 também o eram, e eu já vi e revi os episódios inumeras vezes sem me cansar. Agora se, como me prometeram de início, esta série é suposto ser diferente, sair desses moldes… é disso que fico à espera. Infelizmente, o que se viu na primeira temporada é que, por muito mal que digam do passado, de SG1 e de SGA, SGU é tanto ou mais repetitiva que as suas antecessoras.