[SPOILERS] Officer Down. Duas palavras que despoletam sempre um sentido de urgência, em qualquer investigação policial. Um espírito corporativo que procura nunca deixar impune quem se atreve a molestar um dos membros das forças da lei. Já todos vimos, em dezenas de filmes e séries, o empenho posto na procura do facínora que comete um acto considerado abjecto. Os guardiões da paz, moral e bons costumes tentam sempre preservar a máxima de que “ninguém fica impune”, numa situação dessas. E, em estreia exclusiva, temos a equipa de Kate (Stana Katic) a investigar a pobre sorte de um polícia, encontrado assassinado com um único tiro a trespassar o peito. Mas, como a série já nos mostrou bastas vezes, nem tudo o que parece é. Kate descobre de imediato sinais incongruentes na cena do crime. Um crachá policial obsoleto. Uma arma falsa. Umas calças de velcro. Conclusão óbvia: a vítima não é um polícia. Utilizando um eufemismo, era um animador de festas femininas. Um stripper. Rapidamente, através da descoberta do carro, é encontrado o local onde ele actuou. Um apartamento com óbvios sinais de uma noite de diversão caótica e um grupo de mulheres ressacadas, depois da folia. As fotografias, que registaram os momentos de delírio carnal, apontam o primeiro suspeito. Aliás, preposição no feminino. A suspeita é Camille Roberts (Austin Highsmith), que não só conhecia a vítima como tinha sido namorada dele. E com ordem de restrição imposta…por ele. A descoberta, no corpo, de um cabelo louro, pertencente a um homem, adensa o mistério e abre uma nova frente de investigação. Os trabalhos que Derek (Corey Saunders) (a vítima) efectuava para subsistir. Stripper em despedidas de solteira e dançarino numa boate, para além de pontuais e irregulares trabalhos como actor. E é aí, numa visita de trabalho de Kate e Rick (Nathan Fillion) [que rapidamente fica rodeado por um bando de mulheres famintas] descobrem outro suspeito. Hans (Clint Glenn), um misto de stripper e culturista movido a esteróides, com uma longa melena loira. É ele que lhe fala de uma fã incondicional de Derek, que o presenteava com ofertas regulares de flores: Rebecca Dalton (Mary Page Keller), um membro da alta sociedade, que se envolveu sentimentalmente com Derek. O interlúdio amoroso teve o seu fim quando um pedido de dinheiro – 25.000 USD – por parte de Derek não foi atendido pela filantropa. Num encadear de situações, a curiosidade feminina de Rebecca leva-a a contratar um detective para seguir Derek. De mão beijada, a equipa policial fica a saber que o candidato a actor se tinha envolvido com Billy Grimm (Blake Gibbons), líder de uma seita de motoqueiros e detentor de um vasto cadastro. Com os álibis todos a funcionarem, a investigação mergulha num confuso caso de empresas-fantasmas, offshores em paraísos fiscais e testas-de-ferro. E o que tinha Derek com tudo isso? Era o parceiro do advogado de Rebecca numa fraude imobiliária, que termina da pior maneira: com um pedaço de chumbo a ceifar-lhe a vida.
O Melhor: À entrada no apartamento onde a vítima tinha actuado, e à menção de “NYPD” por parte de Kate, os histriónicos gritos de um bando de mulheres semi-alcoolizadas não se fizeram esperar. “More strippers”, disseram quase em uníssono, ao verem Rick. “Sorry ladies”, ripostou Rick, “I’m not a stripper, but i can understand why you would think so”. Ah ah ah!
A saída nocturna de Kate e Rick, quase parecendo um casal de verdade, que termina no clube de strip masculino com Rick armado em paladino defensor das virtudes de Kate, resgatando-a do meio de um grupo de strippers com recurso a…um extintor. Perfeito, numa união de clichés com a coreografia interpretada pelos strippers, que estavam vestidos de bombeiros.
O Pior: Nada que não tenha sido já apontado anteriormente. A série continua a ser um entretenimento escorreito.
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Muito bom. Gostei bastante, principalmente quando foram ao clube de strip e todas andavam de roda do Castle.
:yeahhh1:
A variação de ambientes, colocando a dupla em situações algo insólitas, tem sido um dos trunfos da série.