Castle: 3×09 – Close Encounters of the Murderous Kind (ABC)

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[SPOILERS] Se eu falar de agências governamentais sombrias, teorias da conspiração, histórias de raptos alienígenas, avistamento de OVNIS e implantes metálicos, qualquer um rapidamente pensará que estou a referir um  episódio da mítica X-Files. O imaginário é o mesmo. A dupla que investiga o caso é constituída por uma mulher e um homem. Mas as semelhanças acabam aí. Ou talvez não, dado que em “Castle” tudo é possível…

Comecemos pelo início. Com Rick (Nathan Fillion) mergulhado num momento “conheça os parentes”, devido ao jantar de apresentação dos pais do namorado de Alexis (Molly C.Quinn), é iniciada a investigação da morte de Marie Subbarao, encontrada sem vida dentro do seu veículo e com uma descompressão explosiva. Um palavrão que genericamente atribui a causa da morte à exposição ao vácuo espacial. Como pode alguém ter os indícios de ter sido morta no espaço, se o seu corpo é encontrado no próprio carro, numa isolada estação ferroviária? Marie era uma reputada astrofísica, trabalhando como analista de dados provenientes de um rádio telescópio. Vivendo algo ansiosa, segundo opinião dos colegas, dizia ter experimentado uma “mudança enorme” na sua vida. Com Kate (Stana Katic) a questionar se essa referida alteração comportamental teria algo com a morte, Rick encarna o papel de um miúdo solto no meio do brinquedo predilecto. Uma história que pode envolver ET’s, abduções alienígenas e contactos com seres de outro planeta são um forte manancial para a sua delirante imaginação. Confesso que é divertido vê-lo a trautear a música dos Ficheiros Secretos. Pena que o local do assassinato seja algo tão prosaico. Uma câmara de altitude, no centro de ciência onde a vítima trabalhava.

Mas vamos ao que interessa. Suspeitos. Quem são eles?

Suspeito 1 - Ted Carter (Neil Hopkins). Ex-namorado. Ex-colega de trabalho. Presente, no mesmo local, no horário provável da morte. Mas com um álibi plausível, pese ter-se encontrado com Marie pouco antes da descoberta do corpo.

O caso começa a ficar ainda mais interessante, quando é descoberto um corpo estranho (um fragmento metálico), no corpo de Marie. E é igualmente feita a descoberta que Marie se encontrou com Benny Stryker (Lance Henriksen), o autor de um livro sobre raptos alienígenas, que a vítima possuía, no seu carro. É tempo do:

Suspeito 2 – Antigos colegas de trabalho, com as constantes teorias sobre OVNIS a azedarem a relação profissional. Marie afasta do projecto Benny, procurando preservar a credibilidade do estudo. Uma decisão que os transforma em antagonistas. Mas, segundo Benny, uma Marie perturbada tinha-o contactado, alegando ter descoberto um padrão repetitivo em ondas de rádio. E, com esse padrão, uma série de eventos de cariz quase inexplicável: perdas de memória, associadas a flashbacks que a conduziam a memórias algo esbatidas. Para Benny, o culpado do assassinato era bem conhecido. O governo, determinado a manter em segredo a existência de extra terrestres. Como afirma Rick, com uma pontada de ironia, “like that Will Smith movie, but a lot less funny”. Ah, e Benny tinha mesmo um álibi. Assinava, na hora estimada da morte, uma série de autógrafos do seu novo best-seller. Regresso à estaca zero. E um novo passeio, até a um observatório espacial, seguindo os passos de Marie, que por lá tinha andado, na azáfama semanal que culminou na sua trágica morte. A sua visita teve apenas um propósito. O de utilizar o moderno equipamento óptico, perscrutando o espaço em busca de algo. Se tudo isto apenas adensa o mistério em redor do caso, a remoção de todo o material existente no gabinete da defunta, por pretensos agentes governamentais, engrossa os argumentos de Rick, que gosta de utilizar o chavão “the truth is out there”. Confesso que a meio do episódio, até começo a simpatizar com as rebuscadas conjecturas do escritor, tamanha é a confusão que impera. Numa espécie de homenagem aos fenómenos sobrenaturais, temos ainda o rapto e interrogatório do duo, por parte de uns “homens de negro”, depois do carro onde seguiam ter sido atingido por um pulso electromagnético. Estes “MIB” procuram por algo que Kate e Rick descobrem ser as imagens fotografadas no observatório espacial. Finalmente, o véu começa a ser levantado. Com as peças do puzzle a serem juntas, tudo parece ter uma explicação lógica. Os sinais de rádio detectados por Marie eram comunicações secretas, entre as forças armadas americanas. Os dados, sigilosos e de valor incalculável, são do interesse de rivais americanos. As perdas de memória e as recordações difusas são os efeitos colaterais de um interrogatório, levado a cabo pelo chefe de Marie, Chuck Vaughn (Karl T.Wright). Ele, apostador compulsivo e devedor de quantias assinaláveis, cede aos intentos dos serviços secretos chineses, traindo o seu país.

O Melhor: As constantes referências a “The X-Files”. “I’m not asking you to dye your hair red and call me Mulder, but just think about it” é uma tirada brilhante e uma das minhas favoritas. Para além disso, adorei rever Lance Henriksen, numa curta mas carismática aparição, e um ponto para a curiosidade de ver Lyle Lovett a interpretar um dos MIB.

O Pior: Depende do que se pretenda desta série. Um entretenimento despretensioso, inócuo, com uma mistura quase perfeita de humor e acção, cimentada em personagens principais sólidas e que criam empatia com o público? Se a resposta for um rotundo SIM, então nada existe a apontar. No entanto, se o espectador é fã de séries policiais e/ou procedurals , um purista da nobre arte da investigação, há lugar a um conjunto – talvez extenso – de queixas. “Castle” tem, pelo menos, um mérito. Procura inovar, de quando em vez, nos argumentos dos episódios, procurando  evitar que o termo enfadonho se cole à série. E isso tem sido conseguido.

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Ari Gold, talking with Vinnie Chase: I swear by God you comeback stonger than ever Like Lance Armstrong. Only with two balls.

7 Respostas para “Castle: 3×09 – Close Encounters of the Murderous Kind (ABC)” Subscribe

  1. Kiltak 21/11/2010 às 00:17 #

    O comentário do Castel sobre o Mulder foi engraqaçado mas a Beckett com este: “Please, lets just stick it in, and get it over with” e a expressão do Castle :loool:

  2. sfu 21/11/2010 às 00:26 #

    por falar em lance henriksen. sera que alguem me podia ajudar com um dilema. alguem ja viu a serie millenium?

    se ja,gostaste?

    • Paulo Pereira 21/11/2010 às 09:18 #

      Vi a Millennium (já lá vai muito tempo) e gostei. Foi criada por Chris Carter – o mesmo por detrás dos X-Files – e retratava os casos dum profiler do FBI, que perseguia serial-killers. Quanto ao resto, sinceramente, já não te consigo ajudar muito mais. Não me recordo de muitos pormenores…

      • sfu 21/11/2010 às 11:59 #

        MT OBRIGADO!!!!!!

        tudo o que de para matar saudades de x-files…

        next up: The Lone Gunmen. :yeahhh1:

        (que também nunca ouvi falar…)

        :bounce:

    • ZB 21/11/2010 às 13:12 #

      É uma boa série, mas não vás à espera dum X-Files. E atenção que a mesma termina em aberto, se bem que o quarto episódio da sétima temporada de X-Files (intitulado “Millennium”) serve para muitos como conclusão à série.

  3. Cláudia 21/11/2010 às 12:10 #

    Diverti-me imenso com este episódio. Foi tão divertido com as tiradas de Castle e a Beckett a ser cínica.
    A minha favorita também é: “Please stick in it and get it over with” e as referências ao filme do Will Smith e os MIB.
    Foi mesmo uma hora bem passada!

  4. Isabelle 22/11/2010 às 15:22 #

    Eu am oo castle mais acho que deve passar mais e ter novos episodios .

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