Human Target: 2×01 – Ilsa Pucci (FOX)

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[SPOILERS] Saiam da frente, “desamparem a loja” e fechem-se em casa. Christopher Chance (Mark Valley) está de volta com as suas boas sequências de acção e com tudo aquilo que tornou a primeira temporada de “Human Target” uma viagem televisiva bem aprazível. Voltou com tudo? Não.

Este não foi um episódio que me agradou da maneira que esperava. Depois daquele final de temporada, esperava que a narrativa deste fosse explorada noutro sentido e com outra velocidade. Por isso, vejamos primeiro aquilo que menos gostei.

Este foi um episódio que avançou em passo muito apressado (principalmente nos minutos iniciais). Em poucos minutos tivemos: Winston (Chi McBride) preso, Chance liberta-o e foge para o Nepal (aiii estes heróis que têm sempre que ir refugiar-se para algum convento ou mosteiro), Chance é descoberto, junta a equipa, volta ao activo e tudo parece igual como antes. Porque não aproveitar melhor a história de Winston preso? Afinal de contas esta tinha sido uma história fortíssima aqui há meses. Porque não um interregno entre esta missão e o voltar tudo ao normal? É que com esta velocidade estonteante de acontecimentos, perdeu-se toda aquela tensão do último capítulo. No meu caso, perdeu-se a ligação existente.

Outro ponto negativo (e uma mudança evidente da série) foi a música. Com a produção a decidir não continuar com Bear McCreary aos comandos da partitura musical de “Human Target”, a sua condução passou para as mãos de Tim Jones. E, na minha opinião, em má hora o fizeram. Para além do óbvio (o tema original era muito mais forte) ficou-me no ouvido a péssima música que acompanhou a sequência do rapto da Ilsa (Indira Varma) – deslocada do que se passava e sem força -, uma outra irritante que acompanhou um interrogatório e aquela “popalhada” que no final apareceu e que me fez transportar para tantas outras séries que usam este tipo de sequências. A música de Bear McCreary dava uma identidade própria à série e sabia capitalizar magistralmente todas as sequências de acção. Era mais um factor diferenciador da série. Com este tipo de partitura (sintetizadores à força toda, melodias pastosas) a série ficou igual a tantas outras e não combina com aquilo que surge perante os nossos olhos (afinal de contas, “Human Target” não é “Chuck”). Para já esta mudança não me agrada nada.

Pontos negativos à parte, há coisas que não mudaram (e ainda bem). Chance, Winston e Guerrero (Jackie Earle Haley) continuam a ter aquela cumplicidade típica (o seu relacionamento já fazia falta na minha semana televisiva), as sequências de acção continuam em bom plano e a missãozinha da semana (embora esta tenho sido um pouco fraca) também fez parte do habitual pacote. Por aqui o entretenimento esteve garantido e permitiu coroar o episódio com um “bom”.

As beldades femininas parece que vieram para ficar regularmente. Falo claro da Ilsa e da Ames (Janet Montgomery). Ambas convencem plenamente nos seus papéis e sendo bem aproveitadas, podem acrescentar mais valor à série (sempre achei que uma personagem feminina regular poderia trazer vantagens). A minha única dúvida prende-se com o facto de Chance ter agora um patrão e com isso as suas missões se poderem tornar em algo menos diversificado do que antes. Em teoria preferia vê-lo sempre como um freelance mas só os próximos episódios dirão se esta mudança será benéfica ou não.

Em suma, este foi um episódio regular. Mas depois do progresso da série ao longo da sua temporada de estreia, esperava outra abordagem neste primeiro capítulo. Mudanças são bem-vindas quando funcionam em prol da série. E tirando as personagens femininas, não gostei de algumas das novidades que vi e ouvi. Espero que seja um simples reajuste.

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Liebe ist, was sich ergibt, wenn man Sex hat.

6 Respostas para “Human Target: 2×01 – Ilsa Pucci (FOX)” Subscribe

  1. Andre Pereira 19/11/2010 às 18:50 #

    Concordo plenamente com o que foi dito acerca da música! Abismalmente terrível.

    O ritmo desenfreado da acção até me agradou! É diferente do que estamos habituados em em algums casos onde a acção decorre durante 5/10 episódios.

    No entanto, acho a nota justa, talvez puxasse para os 7,5!

    • Maciel 19/11/2010 às 19:37 #

      Eu não me importo com o ritmo desenfreado. O meu problema foi a maneira como tudo se desenrolou entre as várias histórias (rapto de Winston, fuga de Chance, nova missão). Teria preferido mais algum tempo a assentar estas histórias. Para mim teria tido mais sentido perante aquilo que tinha sido o final da temporada passada. Mas pronto, viu-se na mesma e gostei da acção :)

  2. syrin 20/11/2010 às 00:04 #

    Odeio, odeio, odeio, odeio, odeio, ODEIO!!! a nova banda sonora da série. Ok, eu sei que sou uma fangirl do Bear McCreary e por isso já ia com alguma má vontade, mas nunca pensei que ficasse tão mau! Música pop, música descartável, música em todas as cenas… até fui confirmar a ver se o iTunes não se tinha ligado por engano em cenas onde deveria ter havido silêncio! :s E o pior – substituíram a música dos créditos iniciais. A música que ganhou um EMMY!!! :damn: :damn: :damn:

    Não gostei, para já, da ladra. Muito igual a outras séries descartáveis que por aí andam. A Ilsa é melhorzita mas realmente, foi tudo muito apressado… depois daquele final, esperava bem melhor desta série.

    Guerrero em grande – a cena em que se vira para a ladra, lhe diz que a tortura é democrática e lhe pergunta o que ela prefere foi linda! Duuuuude!

    • ZB 21/11/2010 às 05:18 #

      Ehhh, calma. Foi nomeada, não ganhou. A que ganhou foi a dos créditos da Nurse Jackie.

  3. Cláudia 21/11/2010 às 12:03 #

    Um episódio muito bom, na minha opinião. E não me importei com o ritmo desenfreado. Sinceramente, acho que passar muito tempo com o rapto de Winston não ia funcionar. E as personagens femininas foram espectaculares, uma lufada de ar fresco para a série.
    Venham mais!

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