[SPOILERS] “How can I trust you when you don’t even trust yourself?!” Confiança – uma das grandes questões desta série, a confiança – ou a falta dela – é o que tem guiado os tripulantes da Destiny até agora. Mas será que quando finalmente tudo se põe em pratos limpos, a história consegue avançar?
A ver vamos… verdade seja dita, ninguém – nem nós, nem o Coronel Young (Louis Ferreira) – fica muito convencido com as palavras de Rush (Robert Carlyle). Apanhado em mentira, forçado a revelar tudo o que descobriu até agora sobre a Destiny, sobre a sua missão e sobre a forma de a controlar, Rush pode até comprometer-se a trabalhar em conjunto a partir de agora, a jogar limpo… mas Rush é Rush, e não engana ninguém. As suas palavras deixam-nos desde já adivinhar que nada irá ser assim tão fácil, e que ainda vamos ver bastantes lutas pelo controlo de todo este poder.
Rush: We’re talking about a level of order present at the very beginning of space/time that goes beyond anything we ever conceived. I believe that the more we learn, the more pieces Destiny uncovers, then the greater our power to control everything around us.
Young: So it is about power.
Rush: Yes, Colonel. The power to change things, control our fate. Right the wrongs.
Young: To play God?
Rush: No… to gain greater understanding.
Um dos maiores mistérios até agora foi finalmente revelado. Descobrimos qual a missão da Destiny, qual o seu propósito, e qual o papel que os seus tripulantes poderão ter nesta história. Mas terá ficado tudo assim tão claro? Não me parece… Em primeiro lugar, a explicação de Rush não foi assim muito concreta: uma mensagem transmitida durante o Big Bang, não se sabe muito bem por quem – Deus? uma raça mais avançada desconhecida – e que poderá pôr em causa tudo aquilo que conhecemos, tudo aquilo em que acreditamos… Será que a série quer mesmo ir por esse caminho? Não será inventar demais, avançar para caminhos metafísicos demais, voltando a ir bater à porta de BSG? E quanto a Rush? Não será areia demais para a sua camioneta? Young pode estar no comando da expedição, mas é Rush quem, até agora, deteve sempre o poder, não só devido ao seu domínio da tecnologia Ancient, mas também devido ao tempo que teve, sozinho, para explorar o coração da nave. Mas daí a estar já a pensar em termos de controlar tudo o que o rodeia, parece-me demais, começa a cheirar a omnipotência. E todos nós sabemos o que acontece às personagens omnipotentes, não é?
Bom, a ver vamos o que irá acontecer com esta história que ainda agora começou mas que já deixa grandes dúvidas. Regressemos então a um plano menos elevado, mais propriamente à Destiny onde, quem não está preocupado com os dramas causados por Rush, tem de lidar com inimigos bem mais próximos. Para não dizerem que há descriminação, e que são exclusivamente para os humanos, é a Ginn (Julie McNiven) que calha, esta semana, a sorte de ir dar um passeio à Terra com a ajuda das pedras. Bom para ela, menos divertido para Simeon (Robert Knepper), que não acha piada nenhuma à ligação cada vez mais estreita de Ginn aos seus captores humanos, especialmente com Eli (David Blue). Simeon tem receio do que Ginn possa vir a revelar sobre as forças da Lucian Alliance, e com razão – afinal, foi isso que ela foi fazer à Terra -. O problema… bom, o problema é que esta história tem vindo a ser ignorada, e que estas pequenas cenas, mais do que nos fazerem lembrar que há ali uma ameaça escondida e muito importante para o universo em que a série se insere, apenas mostram que uma trama que deveria ser importante está constantemente a ser relegada para último plano em detrimento de histórias mais banais e repetitivas. Esperemos que este confronto entre Simeon e Ginn tenha algum desenvolvimento futuro, pois é algo importante e que deveria ser abordado mais frequentemente.
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Finalmente parece que SGU está no caminho certo!
Até agora parecia que não ía chegar a lado nenhum, o que seria uma pena… as personagens são boas, os actores também, têm todos uma boa química. Já era a altura certa de desenvolverem bem a narrativa.
E no meu caso específico que já vi o episódio seguinte (“Malice”) posso dizer que a conclusão da cena final é… deveras interessante.
Repito: SGU está finalmente em forma… vamos lá a ver por quanto tempo!
Ainda não vi o próximo, por isso não posso comentar mas… mesmo tendo gostado de saber, finalmente, qual a missão da Destiny, parece-me tudo um pouco rebuscado demais. Não sei… a ver vamos o que vai sair daqui.
Rebuscado? Talvez… mas neste momento, o que interessa é seguir em frente com a história! Por exemplo, a relacção Young/Rush, não vou dizer que esteja resolvida e que andem a colher malmequeres por aí mas também espero que não volte ao mesmo de sempre, ou seja: que as personagens evoluam e aprendam a viver em conjunto e a ultrapassar adversidades em conjunto! Parece-me (e espero) ser o caminho a seguir!
Nesse sentido sim, sem dúvida, até porque já cheteava a situação até agora: alguma coisa acontece, o Rush não está na sala, toda a gente pergunta onde está o Rush, ele regressa e ninguém o obrigada a confessar o que esteve a fazer. E isto, aliás, da parte de uma pessoa que já demonstrou ser pouco confiável, como Rush.
A parte que mais confusão me fez foi a missão da Destiny em si… o poder de controlar todo o universo, a omnipotência que daí vem… a série sempre teve uma premissa fantasiosa, é claro, mas neste caso parece-me que estão a exagerar um pouco. Personagens omnipotentes nunca têm vida longa, e eu cá gosto do Rush, não o quero perder. ;D
Também já vi o seguinte! e concordo com andré o desfecho da cena final é interessante…
mas no que respeita ao final Malice….vou esperar para comentar depois….
“uma mensagem transmitida durante o Big Bang”
Não é bem assim. O ruído de fundo do Big Bang é um resíduo restante da radiação gerada nos primeiros instantes de existência do universo, imediatamente após o Big Bang. Esse ruído seria, até onde se entende, totalmente caótico. O que a série postula, IMHO, é que os Ancients teriam encontrado indícios de alguma ordem nesse ruído (logo não seria caótico) e a missão da Destiny seria coletar mais informações para que eles pudessem entender do que se trata esta ordem e quais os possíveis significados de sua existência.
Um colega comentou acima que a intenção seria obter “o poder de controlar todo o universo”, mas não acho que seja bem isso. Os Asgard, assim como os Ancient, já tinham há muito tempo o capacidade de transformar energia em matéria (quer melhor demonstração de poder que isso?) e nem por isso tinham controle sobre todo o universo (nem perto disso). IMHO trata-se realmente de entender melhor o universo e, consequentemente, a si mesmo.
Bom, eu baseei-me no diálogo entre o Rush e o Young, quando dizem:
“Rush: Yes, Colonel. The power to change things, control our fate. Right the wrongs.”
Foi aqui que fiquei com algumas dúvidas… De qualquer forma, ainda é cedo para especular… palpita-me que só iremos entrar a sério neste assunto na segunda metade da temporada…