[SPOILERS] “When we were children, we used to think that when we grew up we would no longer be vulnerable. But to grow up is to accept vulnerability, to be alive is to be vulnerable.” Madeleine L’Engle.
“Criminal Minds” voltou esta semana de cara fresca com um caso interessante e uma ajuda extra. Depois de toda a controvérsia criada em torno da série, com a saída de uma das mais queridas personagens, a adição de mais uma loira de cara engraçada era um movimento arriscado e, como tal, tinha de ser muito bem planeado. Com este “What Happens At Home” a introdução não poderia ter sido mais bem pensada, fazendo-nos quase automaticamente simpatizar com aquela que é uma “vítima” mas também uma agente.
O caso começa numa idílica zona residencial muito ao estilo de “The Gates”. A pergunta que se impõe é então como é que numa comunidade tão fechada, com apertada segurança, seria possível alguém escapar impune a estes violentos crimes. A resposta foi óbvia: era um trabalho interno. Como o caso era tudo menos típico a equipa decide também fugir ao padrão e pedir ajuda a quem conhece o estilo do assassino em primeira mão. E aí entra Ashley Seaver (Rachel Nichols).
A sua apresentação como uma super-cadete foi, claramente, um pouco exagerada mas o desempenho da actriz ao longo do episódio foi bastante competente não estivesse ela já mais que habituada a fazer de detective. A investigação em si embora não tenha sido muito complexa teve momentos bastante interessantes, para além de outros com alguma piada, acabando por se desenrolar de forma rápida e sem grandes reviravoltas. O momento final, inesperado mas ao mesmo tempo algo banal revelou uma personagem racional quando assim o tem de ser, um perfil mais que apropriado para esta equipa.
Em conclusão, foi uma boa ideia que acabou por não ser muito bem desenvolvida mas que compensou ao podermos seguir uma personagem nova ainda pouco habituada a estes ambientes. O twist final foi bem realizado e mesmo já se calculando que a personagem iria estar em risco, a tensão foi bem conseguida. A juntar a isso houve diálogos engraçados de Reid (Matthew Gray Gubler) e também de Garcia (Kirsten Vangsness) que longe da acção conseguiu voltar ao seu habitual estado de espírito.
O Melhor: A perspectiva da família do assassino. Interessante.
O Pior: A música pouco adequada ao momento de tensão final, assim como a história do cachorro um pouco exagerada. Isso ou escorpião a subir a parede…
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