[SPOILERS] «Most street cops are passionate cops. Put enough of them together and occasionally those passions explode»
O título do episódio é uma bela metáfora (dita por um antigo detective da polícia de Los Angeles ao escritor deste episódio) e que traduz bem a tarefa de qualquer polícia em lidar com os gangues. Por mais que prendam os cabecilhas ou que os seus membros simplesmente morram em variados ajustes de contas, há sempre alguém pronto a ocupar o lugar de quem já lá não está. A água volta sempre ao recipiente por mais que se tente esvaziá-lo um pouco.
O tema forte do episódio foi a luta de gangues, as suas consequências e algum do racismo daí resultante. Houve ajuste de contas, houve um puto que morreu e, como tal, havia alguma consternação na comunidade. Uma situação delicada com que a polícia teve que lidar. E com várias duplas envolvidas e com a história a ser bem aproveitada, esta envolveu-me totalmente naquele ambiente. Tanto a investigação inicial como mais tarde – quando a polícia decide ser mais dura e implacável – todas aquelas perseguições e visitas a variadas casas, trouxeram a movimentação que era necessária para um assunto destes.
Dewey (C. Thomas Howell) é uma personagem asquerosa e por vezes bastante irritante. Estamos de acordo. E também estamos de acordo quando nos lembramos de algumas das suas anteriores histórias e da sua influência para a trama geral da série. Mas na minha opinião ele faz falta a “Southland”, uma vez que dá mais realismo à mesma. Ele é capaz de agitar as águas e de criar problemas no seio do grupo. E um tipo como este já sabemos que há sempre em qualquer tipo de emprego. A altercação com a Lydia (Regina King) – aquela chapada certamente fez a delícia de muita gente – é bem demonstrativa da sua utilidade pois perante toda aquela situação (e perante uma equipa de polícias que integra várias etnias), seria complicado ninguém dizer aquilo que muitos pensam. Foi um bom momento e extremamente real.
Ainda outras coisas boas do episódio. As “novas” duplas – John (Michael Cudlitz) e Dewey, Chickie (Arija Bareikis) e Ben (Ben McKenzie) – foram bem interessantes de seguir, Lydia e a sua parceira continuam em grande estilo, Salinger (Michael McGrady) fez o que lhe compete e não se perdeu em histórias desinteressantes, o engraçado de algumas situações (o homem preso na cama, o outro que foi cortado por uma boneca insuflável, o conjunto mexicano a sair do carro) e os problemas pessoais de Sammy (Shawn Hatosy) que continuam a ocupar o espaço minimamente indispensável. Mesmo o novo interesse amoroso de Ben, ocupou um espaço que não eclipsou as restantes histórias e este parece ser mais um ponto em que a série acertou o passo.
A julgar pelos seus dois primeiros episódios, estou a gostar muito do rumo de “Southland” e de como têm arrumado as suas histórias e personagens. Com casos bem interessantes e uma maior afinidade com o núcleo central da série, esta ganha a consistência que muitas vezes lhe faltou. Aos meus olhos, torna-se tudo mais convincente e apelativo. E mais realista.
[starreview]
[starrater]
[table "123" not found /]




Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Por acaso, este episódio não me disse muito a não ser nos dez minutos finais. Não estava com grande paciência para o Dewey e não achei piada nenhuma a cenas como a da boneca insuflável. Nem toda a história dos gangues me causou grande impacto, até mesmo com a morte do puto (se bem que gostei da reacção, e daí a ter gostado dos 10 minutos finais). Gostei da cena dos mexicanos a saírem do carro, que pareciam nunca mais acabar (mas afinal eram só onze num carro que levava sete, por isso nem era assim tão mau), da chapada e do John a lixar a Chikie quando lhe deixou o Dewey e fugiu com o Ben.
Não estava com grande paciência para o Dewey
SIm, o gajo é irritante. Mas só ele (bom. Talvez o Sammy também) para mandar uma boca daquelas. E andando a série muitas vezes por águas calminhas, gosto que ele apareça e faça das suas.
mas afinal eram só onze num carro que levava sete, por isso nem era assim tão mau
eheh. Tou a ver que isso é banal para ti.
concordo que o Dewey agita um pouco as águas, mas é irritante ao ponto de eu não o suportar.
os mexicanos pareciam não acabar e deu para rir a sua saída da carrinha.
a histórias dos mexicanos não me estava a interessar muito, mas a morte do miudo foi muito bem explorada.
as novas duplas foram interessantes, mas prefiro as antigas já que a química e dinâmica são melhores.
espero que avancem com a historia do John
mas é irritante ao ponto de eu não o suportar.
Simn, isso é. Mas qual é o emprego que não tem o colega irritante?