Stargate Universe: 2×10 – Resurgence, Part 1 (SyFy)

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[SPOILERS] “When your whole world collapses down to less than a hundred people in a confined space, it all becomes important to you.” Para uma série que teve um início tão instável, resolvendo cortar com as amarras seguras e lançar-se à deriva pelo espaço, encontrando muitas tempestades pelo caminho, é bom ver que se consegue chegar a meio da viagem e ter a sensação de que esta valeu a pena. O problema é quando a viagem é interrompida, inesperadamente, antes da chegar a bom porto.

Devido ao atraso descomunal desta crítica (não, não há desculpas, aceito a minha faixa de “Atrasada mor de 2010″), já todos sabemos que a segunda metade da temporada irá ser a última desta série e, muito provavelmente, do universo “Stargate”. Sejamos francos, alguém acredita ainda que irá haver um terceiro filmes de SG-1? Ou um de SGA? Eu não… e se estas duas, que foram sucessos seguros durante treze anos, não são suficientemente atractivas, o que dizer de uma série que sempre dividiu os espectadores, que afastou grande parte da sua fanbase e que apenas com a descida nas estatísticas de visualizações começou a melhorar de qualidade. Não… por muito que nos custe admitir, a segunda metade da temporada de “Stargate Universe” ditará o final deste universo que tantas horas de diversão nos trouxe e que deixará saudades. Esperemos que nos traga bons episódios, como aqueles a que assistimos no final de 2010, e que, mesmo sem terminar devidamente a história (uma vez que a notícia do cancelamento chegou depois de terminadas as filmagens com o que será, provavelmente, mais um cliffhanger), consiga proporcionar bons momentos a todos os que seguiram com atenção a história da Destiny.

Mas chega de fazer futurologia, regressemos mas é então ao episódio em si que consegue, finalmente, apresentar grandes momentos de batalha espacial, algo de que já sentíamos falta numa série que se diz prima de “Stargate”. E que momentos – toda a parte de batalha, mesmo sem os efeitos especiais de mestre que tínhamos em BSG, foram muito bons, trazendo alguma emoção a um ponto da história em que necessitávamos muito dele. Não só a chegada ao campo de destroços de batalha foi bom, como as cenas do início do confronto e, especialmente, o regresso de Telford (Lou Diamond Phillips) a bordo da outra “seed ship” e a subsequente fuga das duas naves foram do melhor que a série já nos apresentou, de tal forma que até deixamos passar a cena em que Scott (Brian J Smith), Greer (Jamil Walker Smith) e o cientista vão num passeio pelo espaço munidos de… armas de fogo (!). O que sairá desta história, isso por agora não sabemos – temos de aguentar até à segunda metade da temporada para descobrir o que irá suceder quando a guerra começar verdadeiramente e a Destiny se tiver de virar sozinha contra uns inimigos que parecem ser poderosos. Conseguirá a Destiny sobreviver? E Chloe (Elyse Levesque), de que lado estará? Diria que as respostas a ambas as perguntas serão “Sim” e “Do lado da Destiny”, mas a ver vamos.

Se os momentos de acção do episódio foram bons, os momentos de introspecção das personagens não lhes ficaram atrás, com a ressalva de estarem um bocado deslocados na história. A destacar, sem dúvida, as duas cenas com Eli (David Blue), primeiro numa conversa franca com Wray (Ming-Na) e depois num confronto de palavras e de mentalidades com Rush (Robert Carlyle), onde dois lados da mesma moeda (ou, se quiserem, duas versões da mesma personalidade, em fases diferente da vida) expõem todas as suas mágoas. Não querendo retirar mérito às duas cenas, parece-me apenas que deveriam ter sido exploradas antes, no rescaldo dos eventos “The Greater Good / Malice” e não agora, depois do compasso de espera que foi o episódio anterior.

Expectativas em alta, para os momentos finais desta série, é o que deste “Resurgence” resulta. Até lá, todas as noites, não esquecer de amaldiçoar o canal da sífilis que extinguiu, com o cancelamento de “Stargate Universe” as space operas da televisão americana.

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"Stop boring me and think... It's the new sexy!"

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