[SPOILERS] Esta semana, “30 Rock” teve a ausência de um dos seus personagens mais malucos e que ao mesmo tempo é um dos que nos aborrece mais vezes. Sem Tracy (Tracy Morgan) nos nossos ecrãs seria normal a série reduzir um pouco a extravagância e apostar num episódio mais contido. A verdade é que com tantos personagens caricatos a série não se ressentiu e mostrou grande capacidade para nos dar um história muito bem construída.
Menos hilariante que alguns dos seus anteriores, este episódio tem a sua força na história contada e como ela se desenvolve para um final excelente. Num confronto épico onde Liz (Tina Fey) vai resolvendo a grande conspiração e se apercebe que tudo foi feito devido à grande amizade entre aqueles companheiros de trabalho. “30 Rock” é uma série que já mostrou ter aptidão para histórias com coração e volta a dar-nos mais vinte minutos que têm no arco principal Liz e a preocupação dos seus amigos com o bem estar dela.
Devido aos últimos acontecimentos, Liz encontra-se novamente sozinha e resolve desistir de procurar o homem ideal tornando-se numa solteirona dos pés à cabeça, incluindo o gato como companhia. Ao ver a sua melhor amiga neste estado Jenna (Jane Krakowski) decide intervir e tenta que ela vá sair e conhecer novos homens. Eu gostei bastante desta parte e ver a Liz a humilhar-se a si própria dá-me sempre vontade de rir. A forma como termina também foi muito boa e deu um toque especial a toda a palhaçada anterior.
Jack (Alec Baldwin) também anda atarefado a tentar negociar com a mulher que toma conta da sua filha. Todas as vezes que tenta baixar o preço que paga acaba por fazer o oposto e não consegue ganhar nenhuma vantagem. Isto preocupa-o pois tem uma negociação agendada e o seu ego está em baixo com esta derrotas consecutivas. Jack volta a estar em grande e é sempre um prazer ver este homem envolvido em negócios, mesmo que este não corram bem. Acabou por ter menos piada e menos impacto do que poderia ter, mas ainda deu para gozar mais um bocadinho com a “NBC”.
Na história mais secundária temos Pete (Scott Adsit) e Frank (Judah Friedlander) que formam uma banda com uma música que apesar de terrível não é de espantar que fique na cabeça. Foram poucos os momentos e sem grande importância, deu para entreter e esboçar uns sorrisos. A música ainda fez uma aparição na história da Liz no momento do beijo, um pormenor interessante e que depois até é explicado.
Menos cómico, mas com uma história bem conduzida este episódio não deslumbra mas também não desaponta. Fica ali situado no meio com alguns bons momentos de comédia e de storytelling, mas nunca alcança o seu potencial máximo. Mesmo com alguns problemas eu gostei do episódio e acho que a série ainda continua com uma boa série de episódio de qualidade, este incluído.
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Bom episódio. Parece que alguém encontrou um balão de soro no meio de episódios a rasar o medíocre, parecia que a série tinha entrado no modo piloto automático mas alguém acordou a tempo para melhorar isto.
Acho que é visível a todos que optaram pela transformação temporal das personagens. As mudanças que foram feitas tocaram nas raízes, portanto, ou temos um processo de evolução das histórias do jack e do bebé, do tracy já com o EGOT, dando exemplos, ou fica todo estagnado e começa a cheirar a fim de série.
A série tem conseguido renascer pouco a pouco e os episódios têm sido divertidos e com evolução nas histórias. Se terminasse na próxima temporada também não seria mau, já se nota evoluções em todas e encaminhá-las para um fim definido seria bom.
ATé gostei do episódio, por acaso. E gostei especialmente da parte do Jack.