Castle: 3×14 – Lucky Stiff (ABC)

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[SPOILERS] Dinheiro. O vil metal. Guita. Pilim. Bago. Variações que apenas servem para designar e caracterizar um dos tesouros mais cobiçados pelo homem. A sensação de poder, que dele emana, capaz de transtornar o mais puro ser humano, radicalizando a sua percepção de materialismo. Pela sua posse, cometem-se crimes hediondos, assaltos inverosímeis e burlas criativas. Será verdade que o dinheiro não nos modifica, antes nos mostra realmente como somos?

E é sobre ele que ouvimos a música de abertura, glorificando o “money” que transforma a existência do sortudo que consegue enriquecer. Um trilho de notas, com as célebres esfinges dos presidentes americanos, adorna uma alcatifa cara. E, num apartamento faustoso, jaz sem vida Jay Hixton (Skoti Collins), um vencedor da lotaria que, durante um ano, tinha vivido o sonho de muitos. 117 milhões ganhos, num rasgo fortuito, bafejado pela aragem da fortuna, adulterando a sua existência anónima e modesta. O caso é investigado, inicialmente, como se de um típico assalto se tratasse. Jay guardava uma quantia considerável de dinheiro em casa, num cofre, não fazendo segredo das quantias que movimentava, com regularidade. Ingénuo, hipnotizado por tamanha fortuna, tinha visto como a mesma lhe tinha destruído um casamento sólido. O dinheiro, quando em quantidade obscena, pode ser tóxico, envenenando relações resistentes e fazendo despertar a cobiça e a inveja alheias. A entrada de Nicole, (Rachel Melvin) sua filha, no mundo da toxicodependência, funcionou como um alarme. Nas palavras da ex-exposa, Jay tinha alterado o rumo da sua vida fútil, onde os gastos supérfluos eram diários, passando a funcionar como um bom samaritano, ajudando almas carentes. Vivia uma espécie de compulsão, quase como se ter ganho a lotaria se tivesse tornado uma maldição. Jay dava dinheiro sem qualquer constrangimento. Na procura de suspeitos, alguns nomes se destacam:

  • Reginald Hesley (Alastair Duncan), um mordomo tradicional inglês, devotamente contratado por Jay. Motivos para cometer o crime? Como bem recorda Rick (Nathan Fillion), em conversa com Kate (Stana Katic), ele é mordomo. E, por inerência, um culpado em potência, como atestam as boas regras de um policial;
  • Todd Shipley (J.Salome Martinez), zelador no prédio de Jay. As suas impressões digitais aparecem esplendorosamente destacadas no saco de dinheiro roubado, devido ao dispositivo anti-roubo que o mesmo possuía.
  • Shawn York (Joe Reegan), um meliante vulgar, com o habitual cadastro de crimes banais, encontrado a conduzir o carro de Hixton;
  • Logan Meech (Ned Bellamy), outro espécime pouco recomendável, conhecido pelo histórico de violência e golpes pouco inteligentes. Alegadamente, era o gestor de uma instituição de caridade, fachada que lhe permitia extorquir quantias chorudas a Jay. Pese o potencial como suspeito, Logan serviu apenas como intermediário, na aquisição de uma arma para protecção do seu mecenas.

E a pergunta que se impõe, nesta fase? De que tinha medo Jay? Aparentemente, do seu passado, com dois assaltantes condenados – Greg (Josh Wingate) e Ty Page (Brian Jones) – devido ao seu testemunho, a saírem em liberdade. Mas a dupla de irmãos, agora dedicada à música rap, parece angelical, quando comparada com Oz (Wilmer Calderon), um tenebroso traficante de droga. Nicole teve uma nova recaída no seu vício particular, ficando sobre o feitiço de Oz. Kate e Rick têm que voltar ao mundo do faz de conta, agindo sob disfarce, como forma de servirem de isco para atrair o traficante. A sucessão de cenas é o ponto alto do episódio, envolvendo um Ferrari, uma Kate na versão “acelera” e uma sequência de pura sedução, ao ritmo da batida pop numa discoteca.

Nas habituais reviravoltas dos últimos minutos, descobre-se a verdade. Jay Hixton apoderou-se do bilhete de lotaria do vizinho moribundo, pese as implicações morais do acto. Depois desta descoberta, tudo o resto se torna fácil. Shawn, filho adoptivo do vizinho, é o assassino.

O Melhor: “Ou ele gosta muito de Avatar…ou é o nosso assassino”. O aparecimento de Todd, coberto de tinta azul, efeito colateral do detonador de tinta escondido no saco de dinheiro roubado, motivou a graçola de Rick. E fez sorrir o espectador. Tal como o duelo verbal, no formato rap, com Rick a dar ordem de prisão aos irmãos Page em discurso ritmado.

O Pior: Não se destacou dos demais episódios. Algo banal e com diálogos nem sempre bem inspirados, esteve uns ligeiros furos abaixo da média.

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Uma Resposta para “Castle: 3×14 – Lucky Stiff (ABC)” Subscribe

  1. Cláudia 13/02/2011 às 11:50 #

    Fiquei um pouco desiludida por ver a dupla de volta ao normal. Falaram da mãe da Beckett mas não sei, esperava vê-la um pouco mais magoada, mais “raivosa”. Mas gostei à mesma do episódio.

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