Game of Thrones: 1×02 – The Kingsroad (HBO)

FacebookTwitterGoogle+


[SPOILERS] Depois de uma estreia auspiciosa mas, também, algo confusa para quem de novo entra neste universo, o segundo episódio de “Game of Thrones” procura seguir a viagem destas personagens, posicionando-as em caminhos diferentes com rumo a destinos que poderão vir, no futuro, a encontrar-se.

Vaes Dothrak

“A trader from Garth told me that dragons come from the moon. He told me the moon was an egg, Khaleesi, that once there were two moons in the sky. But one wandered too close to the sun and it cracked from the heat. Out of it poured a thousand thousand dragons and they drank the sun’s fire.”

A história de Daenerys (Emilia Clarke), com que abrimos este novo capítulo, permanece afastada de tudo e de todos, tal como se encontrava de início, tal como irá, provavelmente, permanecer durante mais alguns tempos. Mais do que uma demanda em direcção aos Sete Reinos, que Viserys (Harry Lloyd) tanto deseja, é no sentido contrário que se caminha, em direcção ao território dos Dothraki, numa viagem que deixa Dany esgotada, tanto física como psicologicamente, mas que tão necessária é para o crescimento da personagem. Como vemos nas lições que recebe de Doreah, sobre como agradar o marido Khal Drogo (Jason Momoa) na cama, Daenerys tem ainda muito que crescer até se tornar uma verdadeira Kahleesi, a rainha dos Dothraki, até se tornar digna herdeira do nome Targaryen, sangue do Dragão, e isso não é algo que se consiga de um momento para o outro. Por agora, a vida da jovem Daenerys não parece estar fácil, e de tal forma que nem mesmo as palavras de alento de Ser Jorah Mormont (Iain Glen), fugitivo de Westeros, conseguem animá-la. Mas, se a aplicação dos ensinamentos de Doreah deixa algo a adivinhar é que Daenerys não se irá deixar abater e não deixará apagar o fogo que tem dentro de si. O despertar desta mulher estará a caminho, e quem olhar bem para dentro dos seus olhos, em vez de para outros “atributos” que se insistem em salientar, conseguirá certamente adivinhar o que por aí vem.

Winterfell

Enquanto na tenda de Dany é um lento despertar para o mundo que se está a dar, em Winterfell é a morte que insiste em impregnar tudo e todos. Ao contrário do que se pensava depois do surpreendente final do episódio anterior, Bran (Isaac Hempstead-Wright) não morreu após ter sido empurrado da torre, mas está em coma, sem dar qualquer sinal de que poderá vir a despertar, sem dar à sua família e a todos os que o rodeiam um momento para descansar. Bran, dizia eu no episódio anterior, foi uma das personagens através das quais fomos descobrindo as histórias, aquela que nos foi guiando ao longo do episódio, aquela de cujo destino tudo esperávamos menos que terminasse desta forma. Talvez por isso, a cena da queda tenha tanto impacto não só nesse episódio, mas continue a fazer-se sentir também neste, com toda a história a girar, continuamente, à sua volta. Seja nos confrontos entre tios e sobrinhos (numa cena que merece ser vista e revista aqui), nas conversas francas entre mães que tudo perderam, nas sentidas despedidas de quem não sabe quando poderá voltar, ou num ataque ainda mais inesperado, Bran é o centro dos eventos por agora, e o seu despertar oportuno, numa belíssima cena que tão bem se interliga com os eventos que se passam longe do castelo, na estrada do rei, deixa adivinhar que ainda terá muito que contar.

Até lá, no entanto, há muito que analisar, há muito que ver, há muito para debater sobre estas famílias que se separam em Winterfell e seguem novos caminhos.

Para os Lannister ou, mais propriamente, para Cersei (Lena Headey) e Jaime (Nicolaj Coster-Waldau), é a hora da preocupação, de saber que Bran não morreu e que, caso acorde, possa vir a contar a tudo e a todos o que viu na torre. Os olhares entre os dois à mesa do pequeno-almoço, rodeados dos príncipes mais novos, não deixam nada que enganar, mas se Cersei está visivelmente mais ralada, não hesitando em ir ter com Catelyn (Michelle Fairley) e contar alguns segredos de família, já Jaime parece continuar algo indiferente à situação actual, preferindo meter-se com Jon (Kit Harington) numa cena que é meramente expositiva e que nos elucida sobre o destino deste rapaz na Muralha mas que pouco deixa ver sobre Jaime e sobre o que sente neste momento. Gostando-se ou não da interpretação dada por Headey a Cersei, e aceitando-se ou não que esta cena com Catelyn, criada especialmente para a série e que mostra um lado menos maquiavélico da rainha, chegue tão cedo na história, não há como ficar indiferente ao sofrimento de uma mãe que vê morrer o seu bebé, que o vê ser retirado à força dos seus braços, sem qualquer dó nem piedade; e, no entanto… ao mesmo tempo que ficamos tristes pelo que Cersei sofreu, relembramos a cena em que pede a Jaime para lidar com Bran, como se mostrou tão fria quanto ao assassinato de uma criança de apenas dez anos. E isso, mais uma vez, obriga-nos a pensar…

Para os Stark, este é certamente o momento mais dramático que alguma vez viveram. Com Bran em coma e o marido e as filhas de partida para King’s Landing com o rei, resta a Catelyn permanecer de vigília ao filho enfermo, ignorando tudo o que se passa à sua volta e deixando nas mãos do filho mais velho, Robb (Richard Madden), o governo do castelo e áreas circundantes. Se o desespero de Catelyn fica aqui bem claro, mais visível é a sua determinação na cena do ataque a Bran. Catelyn não hesita em colocar-se entre a faca do assassino e o corpo do filho, não desiste nem mesmo quando o sangue escorre das suas mãos, e se apenas a chegada do lobo de Bran, que vem defender o seu dono, consegue parar o ataque, fica claro que Catelyn daria a sua vida antes de desistir de tentar salvar o filho. E porque a sua determinação não se fica pelos actos no momento, este ataque é o evento necessário que obriga Catelyn a sair do casulo em que se encontrava, que a faz lançar uma pequena investigação e seguir em direcção a King’s Landing, para avisar o marido do que se passou no castelo. Pode até ter parecido algo rápida esta decisão de Catelyn, mas como se viu até agora, tudo se está a desenvolver muito rapidamente – a morte de Jon Arryn, a chegada do rei, a queda de Bran, a partida do rei, o ataque a Bran – e não convém dar a ninguém – seja aos Lannister ou a outros inimigos – a hipótese de fazerem algo ainda pior.

A caminho da Muralha

“Lovely thing about the Watch. You discard your whole family and you get a new one.” A caminho do norte, da barreira que separa Westeros dos territórios gelados a evitar por todos os que têm amor à sua vida, Jon Snow começa a perceber que a sua vida nunca mais será a mesma. Filho bastardo, não terá quaisquer direitos sobre Winterfell ou sobre quaisquer bens da família, mesmo tendo sido criado junto das restantes crianças Stark, tendo por isso escolhido juntar-se à Night’s Watch, defensores da Muralha e, no fundo, de todo o reino. Esta patrulha de elite, que há oito mil anos protege os Sete Reinos, tem, no entanto, caído em ruína. O que antes era um cargo de elite, é agora o refugo de criminosos e vilões, de bastardos e de todos os que não têm um lar, algo que Jaime e Tyrion (Peter Dinklage) não hesitam em mencionar, embora de forma diferente. Se a conversa entre Jaime e Jon, ainda em Winterfell, nada mais foi do que uma forma de abater ainda mais o jovem, já a conversa com Tyrion, pelo menos, sempre teve um ar mais leve, com as trocas de galhardetes a aliviarem um pouco a dor da partida de Jon. Deixar a família que sempre conheceu e os irmãos que adora, que tão bem expresso ficou na cena que partilha com Arya (Maisie Williams) quando lhe oferece Needle, ou na despedida de Bran, não é fácil, mas o destino de Jon sempre foi outro, desde que nasceu fruto de uma relação proibida e de uma mãe que permanece ainda uma incógnita, e terá de ser cumprido – custe o que custar.

A caminho de King’s Landing

“There’s a war coming, Ned. I don’t know when, I don’t know who we’ll be fighting, but it’s coming.” Palavras sábias estas de Robert (Mark Addy), que tão bem se adequam ao ambiente geral da história e aos avisos constantes de que o Inverno está para chegar e para durar. Mesmo que, por agora, essas guerras estejam ainda de certa forma longínquas, sentem-se já alguns tremores que poderão vir a afectar não só os Baratheon, mas também os Stark.

No caminho de regresso a King’s Landing, tão rapidamente se passa de momentos de descontracção, onde Robert e Ned (Sean Bean) reatam a amizade de longos anos e fazem algumas referências a eventos passados que tão importantes são para conhecer a mitologia desta história (Rhaegar Targaryen que raptou Lyanna Stark, prometida de Robert; Robert the Usurper, o título que muitos ainda dão a Robert depois de este ter morto Rhaegar; Wylla, a mulher que fez Ned esquecer os seus votos de honra), para momentos de tensão, devido a simples feudos de crianças que terminam em sangue. Se, no final deste episódio, ficarem com uma grande vontade de dar um par de estalos (ou mais) a Joffrey (Jack Gleeson), não se preocupem, é natural, e podem sempre rever o gif animado que referi ali em cima. Já Sansa (Sophie Turner) ou, como muito bem sugeriram na Internet, a Sonsa, essa é pior, não só porque se revela incapaz de deixar o seu mundo cor-de-rosa, onde tudo é bonito e brilhante, para defender a irmã, como ainda por cima, devido à sua falta de coragem, é responsável pela morte do seu lobo, Lady. Mesmo se a apresentação dos lobos, no episódio passado, tenha deixado algo a desejar, ao não se frisar a ligação importante que têm com cada um dos miúdos Stark, é impossível não ficar em êxtase quando Nymeria, que tão delicada parecia ao ajudar Arya a fazer a mala, ataca violentamente o príncipe quando este ameaçou a sua dona, não ficar triste quando se vê Arya a mandar Nymeria embora para a salvar, e não ficar com um aperto no coração quando a maldade de Joffrey e Cersei obriga Ned a matar a inocente Lady. A tristeza nos olhos de Ned nessa cena é marcante, especialmente quando nos lembramos que os direwolves são o animal representativo da casa Stark, que fazem parte do Norte, e que são os protectores das crianças, e pior ainda fica quando vemos o Hound (Rory McCann) a regressar com o corpo do pobre miúdo que, infelizmente, teve a infelicidade de se cruzar com Joffrey. Uma coisa é certa: estas cenas provam cada vez mais que ninguém nesta história está seguro – nem mesmo as crianças.

Com um episódio de transição da história mas que acaba por ser bem mais fluído do que o anterior, não há dúvida que “Game of Thrones” está a conseguir deixar a sua marca entre a programação da HBO. Esperemos é que o consiga durante mais tempo, nem que seja para poderemos rever o brilhante genérico que, esta semana, já teve uma diferença em relação ao que vimos na semana passada.

[starreview]

[starrater]

Lista de EpisódiosNota (0.0/10.0)
Game of Thrones: 1×01 – Winter is Coming (HBO)8.5
Game of Thrones: 1×02 – The Kingsroad (HBO)8.5
Game of Thrones: 1×03 – Lord Snow (HBO)7.5
Game of Thrones: 1×04 – Cripples, Bastards, and Broken Things (HBO)7.0
Game of Thrones: 1×05 – The Wolf and the Lion (HBO)8.3
Game of Thrones: 1×06 – A Golden Crown (HBO)8.0
Game of Thrones: 1×07 – You Win Or You Die (HBO)8.4
Game of Thrones: 1×08 – The Pointy End (HBO)9.1
Game of Thrones: 1×09 – Baelor (HBO)9.6

Tags: , ,

"Stop boring me and think... It's the new sexy!"

36 Respostas para “Game of Thrones: 1×02 – The Kingsroad (HBO)” Subscribe

  1. carolinafs 26/04/2011 às 18:04 #

    Tyrion, melhor deste episódio. Continuo a ficar chocada com as cenas de violência tão… cruas mas cruciais para a história. Nunca mais é domingo…

    • syrin 26/04/2011 às 18:35 #

      hehehe, já tinha lido isso. Há doidos para tudo! :P
      E não sei qual é a crise, toda a gente sabe que o Tyrion ganha tudo em GoT! :starwars:

  2. Vítor Rodrigues 26/04/2011 às 18:29 #

    O melhor: Excelente episódio! Peter Dinklage é realmente a chama maior neste elenco. Nos estalos, à mesa e na floresta esteve impecável. A solidez com que a história avança.

    O pior: A sensação de raiva que o episódio me deixou por tudo o que se passou com os lobos. Ficção ou não, não se fica indiferente quando às vezes se gosta mais de animais do que de pessoas…mas se a série consegue provocar isso no espectador, revela o seu valor!

    O mais triste: agora ir ver “The Event”…

    • Vítor Rodrigues 26/04/2011 às 18:29 #

      PS- Ia esquecer-me de referir o óbvio…EXCELENTE review! ;)

    • syrin 26/04/2011 às 18:36 #

      O mais triste: agora ir ver “The Event”…
      Ui… antes tu que eu! :P

  3. TfA 26/04/2011 às 18:49 #

    Ainda não vi, mas eu como sou novo neste mundo de game of thrones, acho q o primeiro episódio foi tipo, meter-nos no meio de uma história como se já soubéssemos o q se passava por lá. Espero q este episódio seja mais explicito, pois a série parece prometer.

  4. yggdrasil 26/04/2011 às 18:50 #

    Provavelmente a melhor série do momento muito bem “defendida” com crónicas à altura do argumento e da produção.

    Sabendo que és uma “stargatiana” admira-me ainda não teres feito a alusão ao Ronon Dex / Jason Momoa (que aqui surge muito bem caracterizado como Khal Drogo).

    Ah, o episódio do SGU da semana passada foi, talvez, o melhor de sempre desta série. Já só faltam três episódios para o final :(

    • syrin 26/04/2011 às 18:53 #

      Ah, o episódio do SGU da semana passada foi, talvez, o melhor de sempre desta série. Já só faltam três episódios para o final :(

      Ainda não vi, meteu-se a Páscoa e não tive tempo. Mas hoje a ver se trato disso. E de United States of Tara também.

    • ZB 26/04/2011 às 19:37 #

      Eu gostei mais do de ontem, se bem que estes dois últimos realmente foram excelentes. É uma pena que a série seja cancelada quando está a mostrar que merecia outra oportunidade. :(

      • Cissa 26/04/2011 às 23:26 #

        no q respeita a SGU lá vamos ficar com mais uma história em
        aberto, também gostei mais do de ontem do que o da semana passada.

  5. mbento 26/04/2011 às 18:59 #

    Sem duvida o anão revelou-se uma personagem muito mais interessante do que aparentava no inicio com toda aquele desinteresse e vadiagem… certamente haverá mais do que aparenta, mas marcou muito bem a diferença em relação aos irmãos.

    Já do outro lado tivemos menos de Viserys, esse irritante personagem, mas a irmã claramente tem outros planos e se ela parecia frágil e completamente indefesa no principio, acredito que vai dar muito trabalho e ser um pedra no sapato do irmão. Espero que este história dos dragões seja mais esclarecida em breve.

    Desta vez o personagem irritante transferiu-se para Joffrey esse miudo que só apetece dar estalos e mais estalos, mas numa brilhante interpretação do elenco juvenil.

    Reparei nas mudanças no genérico ficou interessante irem alterando conforme se dão as pequenas mudanças e alianças neste jogo de tronos.

  6. Nuno Henriques 26/04/2011 às 19:03 #

    Antes de mais, boa review, fica bem opinião interligadas com o resumo do episódio em si!

    Este segundo episódio já toda a gente viu sem a antecipação que o primeiro tinha e já vi mais descontraído, já descansado que seria um bom episódio! E foi, as minhas expectativas, leitor dos livros, não foram defraudadas!

    O que noto (se calhar é pelo meu ritmo de leitura não ser muito bom) é que tudo vai demasiado rápido, eu consigo assentar as coisas porque já conheço as personagens, espero que as pessoas que nunca leram o livro também compreendam a «complexidade» da história.

    Adorei os momentos finais (sem saber como era os lobos, nos livros não tem o impacto visual que a ultima cena teve) e gostei muito da cena do Jon e da Arya, que em pouco minutos demonstrou toda a sua relação!

    E venha o 3º episódio rápido :D

  7. João Barreiros 26/04/2011 às 19:07 #

    Gostei mais da première, mas reconheço a importância da consolidação de algumas histórias neste segundo episódio. Destaque para todas as cenas do Tyrion, especialmente aquela que partilha com Jon Snow – uma dupla fantástica! -, e para a cena do ataque a Bran, defendido com unhas e dentes por uma mãe em sofrimento e por um direwolf fiel.

    Achei que a última parte do episódio, a que envolveu a Sonsa, o Joffrey e a Arya, não esteve tão bem conseguida, principalmente porque os actores que interpretam os dois primeiros não são lá grande coisa. A actriz que faz de Arya, pelo contrário, é um verdadeiro achado e a personagem é já também uma das minhas favoritas!

    Fora alguns pequenos reparos, foram mais 50 minutos maravilhosos, que passaram a correr. Demasiado rápido……………….. :damn:

    :4meio:

    Excelente crítica!

    • João Barreiros 26/04/2011 às 19:12 #

      Rhaegar Targaryen que raptou Lyanna Stark, prometida de Robert; Robert the Usurper, o título que muitos ainda dão a Robert depois de este ter morto Rhaegar; Wylla, a mulher que fez Ned esquecer os seus votos de honra

      Então não foi o Jaime que matou o Rhaegar? :wtf: Ou o Rei que o Jaime matou foi outro?

      • Loot 26/04/2011 às 19:16 #

        O Raeghar era o primogénito do Rei. O seu pai Aerys II o Louco (se não estou em erro no nome) é que era o rei e esse sim morto pelo Jaime.

      • syrin 26/04/2011 às 19:16 #

        Isso é uma coisa que ainda não foi bem esclarecida aqui, mas que acho que não há problema em revelar. De qualquer maneira, fica sob a tag de spoiler:

        SPOILER SeleccionarRevelar
  8. Loot 26/04/2011 às 19:13 #

    Tyrion e Arya a provarem cada vez mais as excelentes escolhas de casting que foram :)

    Em relação ao bébe de Cersei:

    SPOILER SeleccionarRevelar
    • syrin 26/04/2011 às 19:19 #

      Nos livros, sim. Na série, podem ter escolhido outra opção. Estão a tentar fazer com a Cersei não seja tão má como nos livros, o que acho que é uma pena. Por outro lado, estão a fazer com que a Catelyn também seja boazinha demais, o que não acho bem.

      • MJ Valente 26/04/2011 às 23:39 #

        Não me parece nada que a Catelyn esteja a ser retratada como boazinha demais. Aquela cena final com o Jon Snow:

        jon → :x ray: ← Catelyn

        Até me doeu o coração. :awwman:

        A Maisie é uma Aria perfeita. E o Joffrey consegue são tão irritante como nos livros.

        Mas é tudo tão rápido. Vejo cada episódio como um countdown. E cada semana, de domingo a domingo… outro countdown.

        Achei a parte da Dany menos interessante neste episódio, exactamente porque tudo vai tão depressa. 12 episódios seria a conta indicada.

        Quero mais!

    • ZB 26/04/2011 às 19:44 #

      ohhhh… e eu que já estava a conceber a teoria de que…

      SPOILER SeleccionarRevelar
  9. João Amaral 26/04/2011 às 19:24 #

    Foi bem mais solido que o primeiro e mais facil de acompanhar.
    A cena entre o Jon e a Arya foi linda, os atores conseguiram expressar muito bem os sentimentos das personagens e tiveram uma quimica interessante, a Maisie Williams vais ter uma carreira fantastica.
    A cena do ataque ao Bran foi ainda mais dificil de ler do que foi le-la, e a da sentença e morte da Lady tambem.

    Só tenho uma queixa. Viu-se pouco o Ghost e o Grey Wind. Acho que vai ser um bocado estranho para as pessoas que não conhecem historia de repente ve-los, respetivamente, como o Jon na Muralha e com o Robb.

  10. lixo 26/04/2011 às 19:30 #

    Para quem ainda anda às voltas com os elementos das famílias e o local onde cada um se encontra nada melhor que perder um pouco neste site da HBO

    http://viewers-guide.hbo.com/game-of-thrones/

    Mapa + Árvore Genealógica

    Obrigado ao João Barreiros pela dica no seu comentário do episódio da semana passada

    • ZB 26/04/2011 às 19:34 #

      Isso já tinha sido colocado no Notícias da Tarde de 16 de Abril.

      • lixo 26/04/2011 às 20:06 #

        Ok. Na altura ainda não vi porque ainda não tinha visto nada da serie.
        Mas fica outra vez o link para quem ainda anda meio perdido.

  11. syrin 26/04/2011 às 23:33 #

    Para ver, e rever, e rever! :D
    http://www.youtube.com/watch?v=rxLOXUGmRKI&feature=youtu.be

  12. Cissa 26/04/2011 às 23:35 #

    Mais uma excelente critica syrin! Adorei a cena entre o Jon e Arya e a cena do ataque ao Bran apesar de já a ter lido consegui q me arrepia-se toda a olhar para ela, consegui ser fiel ao que o autor escreveu. O Sean Bean na sequência final com a Lady esteve soberbo!
    :4:

  13. tchetcha 26/04/2011 às 23:51 #

    Bem, pelo que li nos comentários do resto do pessoal, o Tyrion e a Arya são os personagens que mais impressionam até ao momento.
    Quanto ao episódio, tanto este como o primeiro, são entretenimento do melhor: conseguem cativar e surpreender e até ao momento não tive um momento de bocejo. Se bem que inicialmente achei que 10 episódios fosse talvez pouco, agora reconsidero essa ideia. Todas as cenas tiveram uma finalidade e até ao momento não me senti afogada em informação. Afinal de contas, apanhamos estes personagens neste ponto das suas vidas e, embora o passado ainda afecte muito de quem são e para onde vão, não sinto necessidade de saber tudo o que se passou antes.
    Estou algo curiosa em ver a evolução dos personagens. Não gosto de personagens só bons e mártires e outros só maus, espero que surja uma zona “cinzenta” para todos eles. E, ai… a difícil tarefa de agradar a gregos e troianos: como não leitora estou bastante satisfeita com o que estou a ver. Confesso que se não fosse o entusiasmo dos leitores não teria começado a ver Game of Thrones tão cedo apenas porque não sou grande fã da época medieval. Estou a ver e a gostar no entanto, tirando as chapadas bem merecidas que o puto levou do tio ainda não senti um momento de grande emoção: nem quando o Bran foi empurrado, nem quando a Lady teve o destino que teve. Isso é algo que considero normal, qualquer série precisa de mais do que 2 episódios para eu começar a empatizar (pergunto-me se a palavra existe) com os personagens. Ok, estou pronta para que me :x ray: :wink1:

  14. LuisG 27/04/2011 às 00:21 #

    Já estou rendido. Sim senhor, grande série que isto vai ser.
    Com certeza que vou começar a ler os livros, mas só depois desta temporada acabar, para não levar com spoilers e aproveitar bem.

    Gosto destes mundos de fantasia e não achei dificuldade em entrar nele. É verdade que tem muitas personagens e ao principio é dificil saber quem é quem (principalmente todos aqueles miudos Stark) mas isso vai com o tempo.

    Nas personagens, estou a gostar bastante da Dany, vê-se que ela está a crescer e mal posso esperar para ver no que se vai tornar.
    Também gosto do Tyrion, grande interpretação.

    Nos miudos o destaque é da Arya, espero que ter batido no principe não lhe encurte a vida, já se viu que aqueles Lannisters não tem grande pudor em matar crianças ou animais fofinhos… :verysad:
    A morte da Lady foi tão injusta…

    E, já agora, ler estas reviews é um prazer :verycool:

    • Ana Gomes 28/04/2011 às 14:17 #

      E, já agora, ler estas reviews é um prazer

      Inteiramente de acordo com o LuisG :cool7:

      Quanto ao episódio, excelente mais uma vez. Deixa sempre aquele gostinho de “chorar por mais” no final.

Deixar um Comentário - Para comentários com SPOILERS, utilizem a tag: [spoiler]Comentário[/spoiler]

Photorecap: Game of Thrones: 2×07 – A Man Without Honor

[SPOILERS/NUDEZ/LINGUAGEM MENOS PRÓPRIA] A segunda temporada de “Game of Thrones” aproxima-se do fim e também os nossos ridículos photorecaps. Eis [...]

Podcast TVD 009: A revista da temporada!

Estava anunciado, atrasou, mas fica feito na mesma! É mais uma edição do Podcast TVDependente! Primeiro, temos de pedir desculpa [...]

Temporada 2012/2013: Guia de cancelamentos, renovações e novas séries (act.)

Perdido entre tantas renovações, cancelamentos e novas séries? Então, vamos dar-te uma ajudinha. Eis as novidades oficiais dos cinco canais [...]

As melhores duplas da TV, parte 2

O que faz uma boa série? Um bom argumento, actores competentes e uma realização exímia são elementos consensuais. Mas por vezes, [...]

Calendário de finais de temporada 2011/2012

O final da actual temporada está às portas e a necessidade de saber quando terminam as nossas séries favoritas aumenta. [...]

As melhores duplas da TV, parte 1

O que faz uma boa série? Um bom argumento, actores competentes e uma realização exímia são elementos consensuais. Mas por vezes, [...]