[SPOILERS] “When Winter does come, gods help us all if we’re not ready…” De histórias passadas, mistérios actuais e prenúncios para o futuro se fez mais um episódio de “Game of Thrones”.
Uma das tarefas mais ingratas de quem tem de comentar uma série de televisão é ser obrigado a esmiuçar tudo o que está a ver, ser obrigado a prestar atenção a todos os pormenores, a ter de analisar se uma determinada personagem age de acordo com o que dela foi estabelecido e se as histórias que estão a ser apresentadas fluem bem. Por um lado, esta atenção redobrada a que somos obrigados quando vemos os episódios pode ser benéfica, ao permitir-nos estabelecer algumas ligações que, para outros, possam passar despercebidas. No entanto, as análises profundas costumam também originar um maior desagrado por aquilo que estamos a ver, ao fazer-nos identificar pontos em que a história, infelizmente, não está a ser tão bem conseguida. Mas tudo bem: falando em nome de todos os críticos que trabalham afincadamente neste site, estamos já habituados a esta dicotomia, que nos pode, por vezes, retirar algum prazer da visualização. O problema é quando a esta situação juntamos o facto de estarmos a analisar um episódio do ponto de vista de quem sabe o que irá acontecer no futuro e, também, de alguém que viu essa história desenrolar-se na sua imaginação, podendo criar algumas desilusões.
Não querendo entrar na discurso “Que se lixe a série, o GRRM que se preocupe mas é em acabar o quinto livro em vez de passar o tempo a ver jogos da NFL” (os vossos desejos foram correspondidos, Kong is dead), e muito menos mergulhar no assustador pântano dos fan-boys/girls que reclamam de tudo e de nada, é-me impossível não analisar estes episódios do ponto de vista daquilo que conheço: a história dos livros. E, talvez por isso, os episódios que vi até agora, não obstante terem sido muito bons, deixam-me sempre de pé atrás. Assim, e para começar da melhor forma esta terceira crítica, pergunto-vos a vós, espectadores que não conhecem os livros: o que estão a achar até agora? Acham que a história está bem contada, que flui bem? Não vos parece que há ali alguns “saltos” entre as cenas, que tudo parece acontecer depressa demais? A confusão em relação às personagens e às suas ligações umas às outras é natural neste ponto, tal como o é a história estar ainda em compasso de espera, a posicionar as diferentes personagens em diversos locais para depois avançar – o mesmo acontece no livro, que só na segunda metade se torna realmente impossível de pousar. Mas… e tirando isso? O que dizem?
Lançado o repto, passemos então para os eventos do episódio em si que, como referi, faz um certo compasso de espera e se preocupa mais em falar do passado que propriamente em avançar para o futuro.
A caminho de Vaes Dothrak
Se há personagem que nos livros nunca conseguiu cativar esta que vos escreve, foi Daenerys (Emilia Clarke). Seja pela componente mais “fantástica” dada à sua história, seja pela situação em si, os capítulos de Dany eram sempre lidos a correr, de forma a passar para assuntos mais interessantes. Infelizmente, na série o mesmo está a acontecer: Daenerys e os Dothraki continuam a caminho do território dos selvagens, Dany vai aprendendo algo mais sobre a história do seu novo povo com a preciosa ajuda de Ser Jorah Mormont (Iain Glen) e o irmão Viserys (Harry Lloyd) continua a fazer das suas. Semelhante aos livros, portanto, mas com uma diferença fulcral: na página escrita conseguimos “sentir” melhor a evolução de Dany, que passa de vítima a Khaleesi; conseguimos estabelecer uma ligação emocional mais forte com a personagem, chorando as suas perdas e celebrando as suas vitórias. Aqui, no entanto, torna-se mais difícil fazê-lo, e os melhores exemplos disso são a cena em que Viserys ataca Dany e onde esta não revela força interior suficiente para o castigar, e a cena em que descobre que está grávida e o partilha com o Khal (Jason Momoa), que continua, tal como de início, um mistério, duas cenas que deveriam ter um impacto maior junto do espectador e que, pelo menos deste lado, não o tiveram.
King’s Landing
Depois dos trágicos eventos que se passaram na estrada, a comitiva real chega finalmente à capital do reino, King’s Landing, onde Ned (Sean Bean) se vê imediatamente rodeado de víboras e interesseiros, mais conhecidos como o conselho do Rei. Com o desinteresse de Robert (Mark Addy) de tudo o que não sejam o vinho e as mulheres e as lembranças de glórias e guerras passadas com os membros da sua guarda pessoal, cabe a Ned, enquanto Mão do Rei, preocupar-se em governar um reino que, segundo Petyr “Littlefinger” Baelish (Aidan Gillen), o Teixeira dos Santos lá da zona, se encontraria na bancarrota caso não tivessem a ajuda do FMI, ou melhor, dos Lannister. Se a dependência financeira da família da rainha não é propriamente um bom presságio, os restantes membros do conselho, nomeadamente Renly Baratheon (Gethin Anthony), irmão mais novo do rei, Grand Maester Pycelle (Julian Glover), e o eunuco Lord Varys (Conleth Hill), espião-mor do reino, são prova mais do que suficiente de que algo vai mal no reino de Westeros, e que Ned tem toda a razão em pedir cuidado e união a todos os que lhe são mais queridos. “We cannot fight a war amongst ourselves” – um conselho a seguir.
Falando dos que mais queridos lhe são, Catelyn (Michelle Fairley) a boa hora chegou a King’s Landing, mas a sua tentativa de passar despercebida vai por água abaixo devido aos espiões de Varys, pondo-a no caminho de Littlefinger, um antigo pretendente que parece não ter esquecido, também ele, as desilusões do passado. Neste encontro que de fortuito pouco foi, esclarece-se o mistério da adaga enviada para matar Bran, que aparentemente pertence agora a… Tyrion (Peter Dinklage). Será mesmo? Será o inteligente e divertido anão, que desde o primeiro momento nos cativou, capaz de mandar assassinar, a sangue frio, uma criança? A primeira resposta de todos é, certamente, não, mas depois lembramo-nos daquela conversa entre Tyrion e Jaime (Nicolaj Coster-Waldau) à mesa do pequeno-almoço ainda em Winterfell, sobre o sangue ser sempre mais forte… A ver vamos. Uma coisa é certa, as lições de “dança” com Syrio Forel (Miltos Yerolemou) que Arya (Maisie Williams) está a ter, para aprender a dominar a sua Needle, poderão vir a ser mais necessárias do que se pensava.
Enquanto os Starks se mostram precavidos, os Lannister não parecem estar com grande receio do que possa vir a acontecer, pelo menos Jaime, que tanto se atreve a confrontar Ned, relembrando a morte do pai e do irmão mais velho deste às mãos do rei Aerys Targaryen em frente ao trono onde traiu os seus votos, como a responder às questões de um Robert embriagado, como a assegurar Cersei (Lena Headey) que Bran não será mais uma ameaça. Esta mudança de personalidade de Jaime e de Cersei em relação ao que eram nos livros (ela mais receosa e “boazinha”, ele mais abrasivo e “mau”) desiludiram um pouco quem já conhecia a história dos livros, mas felizmente tivemos, pela primeira vez, a oportunidade de ver uma Lena Headey à altura da personagem que interpreta, na muito interessante cena com Joffrey (Jack Gleeson) e que mostra qual o verdadeiro mote da casa Lannister: “Everyone who isn’t us, is an enemy”.
Winterfell
“Fear is for the winter, when the snows fall a hundred feet deep. Fear is for the long night, when the sun hides for years and children are born and live and die all in darkness. That is the time for fear, my little Lord, when the white walkers move through the woods.”
Com a maior parte da acção a decorrer em King’s Landing, um pouco mais para Norte temos apenas a oportunidade de dar um saltinho a Winterfell para ouvir histórias assustadoras, daquelas que se usam para dar pesadelos às crianças, mas que pouco conseguem fazer para animar Bran (Isaac Hempstead-Wright) depois que acordou do coma e se viu paralisado. As lendas da Old Nan podem ser, por agora, apenas isso: lendas. Mas nunca é demais recordar que o Inverno está a chegar, e que os White Walkers são muito reais.
Muralha de Gelo
“Better than no one. Here a man gets what he earns when he earns it.” Na zona mais a norte dos Sete Reinos, num local frio, inóspito e perigoso, Jon (Kit Harington) descobre que nem tudo é como sonhou, que a realidade pode destruir as ilusões que sempre teve, e que a vida de um bastardo – mesmo da classe alta – nunca será um mar de rosas. Se a sua opção de partir com o tio para a Muralha e de se juntar à Nights’ Watch foi feita com a consciência de que não havia grande escolha para o seu futuro, certamente que Jon não imaginava o que iria encontrar. Há milénios a grande linha de defesa contra os Wildlings e os White Walkers, a Night’s Watch tem vindo a perder a sua influência, a ver as suas forças diminuírem, sendo obrigada a recrutar novos membros nas prisões de King’s Landing e outros castelos do reino. Com uma fortaleza quase em ruínas, inimigos feitos quase imediatamente, e a partida mais do que certa do tio Benjen (Joseph Mawle) para os territórios selvagens, a fúria de Jon é compreensível. Felizmente Tyrion encontra-se, como sempre, no local certo à hora certa para fazer Jon reconhecer que não pode continuar a fazer inimigos em todo o lado e que tem de aceitar a sua nova condição, a sua nova família. Seja no cimo da Muralha a “regar” os territórios selvagens, a gozar com as mulheres de Dorne, a meter senso na cabeça de Jon ou a ouvir atentamente os pedidos do Comandante Mormont (James Cosmo) e do centenário Maester Aemon (Peter Vaughan), Tyrion prova, episódio atrás de episódio, porque é “a” personagem desta história, aquela que mais desejamos ver e cujas cenas se transformam num verdadeiro deleite. Muito mais havemos de ver desta pequena/grande personagem, e por aqui aguarda-se com ansiedade as suas próximas acções.
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Este foi o episódio mais “transitório” até agora…não aconteceu nada de relevante. Logo, foi o mais fraco, de longe, na minha opinião.
Provocou-me alta confusão aquela “mesa” do conselho do Rei. As personagens foram apresentadas depressa de mais e acabei por não perceber bem quem eram…e aquela historia com o Littlefinger também não me assentou.
Há cenas em que partem do princípio que isto já vai na terceira temporada e temos de estar a par de tudo (a conversa entre o Rei, o Lannister e o outro, com todos aqueles “nomes”, é outro exemplo disso).
Em relação aquilo que falas no inicio, é bem verdade. Ter que escrever sobre as series tira grande prazer ao acto de as ver. Tomar notas, reparar em detalhes…e se for as séries que mais gostamos de ver consegue ser bem chato.
O Bom trabalho do costume
No livro acontece o mesmo, vais descobrindo as pessoas e as histórias assim, lentamente. Aliás, no mundo real é também assim que vamos descobrindo as pessoas e o mundo que nos rodeia.
A televisão, enquanto media, é que nos habituou mal, começou a dar-nos a papinha toda feita para não obrigar as pessoas a pensar e a esperar um pouco. Séries como The Wire, Rubicon e Generation Kill, pelo contrário, são séries que procuram fazer o contrário, que não te tentam “enfiar” a história pela goela abaixo e que deixam que tudo surja naturalmente. Em The Wire e Generation Kill, por exemplo, só no ep 4 ou 5 é que percebi quem é quem, quem pertence a que grupo. Rubicon começou a fazer o mesmo mas olha… lixou-se.
estou com medo de ver essa serie e acabar decepcionada, alguém recomenda?!
Bom, Ana, cada um sabe do que gosta ou não gosta, mas nada como experimentares e veres os episódios.
Concordo que se sente um bocado que há cenas a correr e saltos, dei por mim a meio do episódio com receio que não iríamos ter quase nada da Daenerys e os desenvolvimentos da personagem apesar de para mim terem sido bons, foram dados de forma muito rápida… é o mal das adaptações literárias pois para terem o essencial precisam resumir muito. Mas adorei a unica cena de jeito do Viserys, ele já é tão irritante que vê-lo assim foi o delirio. ahaha
Para mim o que mais tem gerado interesse é mesmo a muralha e acho que essa parte esteve muito bem, sobretudo pela personagem Tyrion que consegue ter textos muito bons e aquela ambiguidade do que realmente ele pretende é muito interessante… não sei se deu para notar mas o interesse no túnel não é totalmente inocente…. aliás como nada nesta série.
Não me está a agradar muito a personagem Cersei, aquela conversa com o filho pareceu ali metida a martelo, já sabemos que ela quer o filho seja rei, já sabemos que ele será instruído para fazer o que eles pretendem… foi uma cena que só estava ali por estar, pois ali não houve nenhuma novidade, seja pelos motivos dela, seja pela incompetência óbvia do miúdo. Por outro lado o Stark e a filha a cena foi brilhante e conseguiu passar uma ternura e uma força incrível e acredito que estará ali cenas muito interessantes no futuro da personagem.
Agora aguarda-se mais e mais, a série conquistou-me e ter esta vontade de ver mais e mais a cada semana só o Lost me dava esta vontade, e daí que seja talvez a série mais apelativa que tenho em mãos desde que perdi o Lost.
Tenho pena de n ter lido os livros, mas até agora estou a adorar isto. Sem shameless isto é o ponto máximo (em termos televisivos) da semana.
A serie estas 5 estrelas, nota 10, 20 valores. Ou até 100% original.
Continua com esta Critica/Review e com as outras que fazes, escreves muito bem (o antónimo de mim).
Recomendo que leiam o livro “A Game of Thrones” (em Portugal está dividido em 2 volumes) quando terminar a season 1 da série. Acreditem que vale a pena, ficam a conhecer muito melhor as personagens e as histórias.
AIIII Tenho de acabar o livro antes de ver isto… Comecei o 1º e parei a 50 páginas do fim já há 1 ano e nunca mais continuei… apesar de ter comprado os 2 primeiros livros
A primeira temporada refere-se aos 2 primeiros livros, certo?
Livros portugueses? Sim
A primeira temporada corresponde ao livro “A Game of Thrones”, que em Portugal foi dividido em 2 volumes: “A Guerra dos Tronos” e “A Muralha de Gelo”
Sim são portugueses.
Em Portugal é normal sempre a tentarem obter mais dinheiro dos compradores…
Julgo que cá em casa tem jogado muito a antecipação (de quem já leu a história) — foi com imenso prazer que vi as cenas da Muralha (talvez a minha parte preferida deste episódio), o desenrolar dos cenários do King’s Landing, e o aparecimento dos novos personagens.
Tenho algumas cenas preferidas como as do Jon no topo da Muralha, as conversas do Tyrion, o encontro Catelyn-LittleFinger-Varys, Viserys a sofrer no chão, a voz sussurante do Jaime quando promete tudo à Cersei, a maquiavélica conversa de Cersei com Joffrey, as histórias da Nan e, claro, a “dança” da Arya.
A adaptação do livro, tão seguida à risca acarreta alguns problemas: a lentidão do desenrolar da primeira parte (inevitável) e o espartilhamento da história em apenas 10 episódios (ahhhh, fossem 12!). Neste último caso, existem algumas tramas que sofreram com a falta de desenvolvimento; p.ex. a relação Dany-Drogo e, como bem dizes, a falta de emoção na gravidez e o quase-desaparecimento dos “direwolves”. Por outro lado, a chegada de Jon à Muralha (e o seu desapontamento) parece-me bem desenvolvida, a história da Arya está excelente (fabuloso casting!), e o Robert é melhor do que no livro.
Não estou, de todo, desiludida. Bem pelo contrário… até porque sei que o melhor está ainda para vir. Quanto a este episódio: 8.5. Pelos vistos agradou-me mais do que a ti.
Custa-me mesmo é passar a semana até domingo. :/
PS. Curiosamente eu diria que, nos livros, os capítulos da Dany são os meus preferidos (a par dos do Tyrion).
PS2. Ando a ver os episódios pela segunda vez com o meu filho, que está a gostar da série apesar das complicações e necessárias explicações acessórias. Quanto às cenas mais… uh… (sexualmente) problemáticas… não há nada que a “história” não explique (os faraós também casavam, “etc” entre si), e (graças aos santinhos americanos) a Dany não tem apenas 13 anos. Ufff!
PS3. Boa review… mas sinto falta de um top + e top – .
O Littlefinger desiludiu-me um bocado, aquelas mudanças de voz… não sei. A ver vamos. É sempre complicado deixar a imagem que formámos na nossa mente e adaptá-la ao que vemos agora no ecrã. Mas com o tempo, quem sabe, lá chegaremos.
A sessão de “dança” da Arya foi fabulosa. Concordo, casting perfeito! E sim, também gosto mais do Robert na série do que no livro.
A adaptação do livro, tão seguida à risca acarreta alguns problemas: a lentidão do desenrolar da primeira parte (inevitável) Eh, vai lá explicar isso ao iPhil.
PS2. Ando a ver os episódios pela segunda vez com o meu filho, que está a gostar da série apesar das complicações e necessárias explicações acessórias. Quanto às cenas mais… uh… (sexualmente) problemáticas… não há nada que a “história” não explique (os faraós também casavam, “etc” entre si), e (graças aos santinhos americanos) a Dany não tem apenas 13 anos. Ufff!
Pois. No livro não só ela tinha 13 anos, como ainda por cima aquilo “doía” mas ela gostava!
PS3. Boa review… mas sinto falta de um top + e top – .
Ui, nem pensar, não há cá disso. Se querem saber a minha opinião têm de a ler de início ao fim.
MJ: A adaptação do livro, tão seguida à risca acarreta alguns problemas: a lentidão do desenrolar da primeira parte (inevitável).
S: Eh, vai lá explicar isso ao iPhil.
MJ: Não vale a pena. Ele é do contra e tem gosto duvidoso nas séries.
É a vantagem de não se ler livros!!
Estou a adorar a série. Este ep foi um ep de clara transição q pecou por duas coisas: a rapidez cronológica com que a acção passa no meio dos Dothraki em q ela aparece grávida e em q pela conversa das luas dois meses se passaram. Compreendo perfeitamente os avanços temporais necessários para q a acção prossiga pois se formos acompanhar passo a passo as deslocações a série seria toda pssada com eles a andarem a cavalo. Mas fica a sensação q falta algo q nos ligue, como dizes, às personagens. Foi rápido demais; a outra coisa foi o pouco impacto que a “Muralha” teve. Estava á espera de algo mais espectacular, algo mais perigoso, algo mais mais…foi pouco emocionante a chegada e acção na “Muralha”.
É a vantagem de não se ler livros!! :stupid:
a outra coisa foi o pouco impacto que a “Muralha” teve. Estava á espera de algo mais espectacular, algo mais perigoso, algo mais mais…foi pouco emocionante a chegada e acção na “Muralha”
A Muralha, nos últimos tempos (várias centenas de anos, no mínimo) tem caído no esquecimento, daí o seu ar tão descuidado. Foi construída como protecção contra os White Walkers, há 8000 anos, mas uma vez que estes agora nada mais são do que lendas, já ninguém se preocupa com ela. Os Wildlings, embora dêem algum trabalho à Night’s Watch, conseguiriam facilmente ser dominados pelos guardas normais do reino, com ou sem muralha.
O meu ponto de vista de quem não leu os livros:
- Acham que a história está bem contada, que flui bem? Se no episódio anterior parecia que sim este episódio deixou-me um pouco à deriva.
- Não vos parece que há ali alguns “saltos” entre as cenas, que tudo parece acontecer depressa demais? Sim, os saltos de dias ou semanas entre episódios dá-me um pouco de comichão, confesso.
- Do que tenho visto noutras paragens e sites a Dany e o Kahl já são duas personagens com um bom grupo de fãs e, apesar de todo o revelar da gravidez e a humilhação do irmão dela terem sido muito breves, continuam a ser cativantes. Continuo a não gostar da actriz mas não deixei de ficar triste por não haver mais cenas com o Momoa neste episódio.
- Apesar de ter estado atenta, o episódio acabou e eu não percebi o que foi a Cat fazer à cidade. Só depois explicaram-me que foi para tentar resolver o mistério da queda do puto. Eu pensei que apenas tinha ido ver o marido…
- “e o eunuco Lord Varys” Hum… eunuco??
- Sobre Tyrion: mas depois lembramo-nos daquela conversa entre Tyrion e Jaime à mesa do pequeno-almoço ainda em Winterfell, sobre o sangue ser sempre mais forte… Juro que não consegui fazer essa relação. Talvez por ainda estar no 3º episódio e me seja difícil compreender as intenções de cada um.
- Jamie e Cersei: chatos e ridículos, pelo menos até ao momento. Aquele amor deles dá-me um bocado de volta ao estômago mas pronto… A cena da Cersei com o Bitch-prince foi gira e percebe-se que o reinado de terror da Sonsa vai começar.
- Jon Snow: a desilusão que tu referes, assim como a sua fúria, são emoções que ainda não consegui ver. Vejo um puto a tentar impor-se e que se redime depois da chamada de atenção do Tyrion. De qualquer forma, nunca percebi porque queria ele ir para a muralha, já que parecia bem integrado na família à excepção da Cat (que é perfeitamente natural). Considerando que ele é um dos personagens favoritos dos fãs começo a pensar que deveriam ter optado por um actor mais carismático, pois este miúdo não consegue cativar ou criar empatia com quem está apenas a assistir à série.
- O tio Benjen vai morrer, muahahahahahhhh!
No geral, a minha cena preferida de todo o episódio foi quando os dois velhotes explicaram ao Tyrion as más condições que a guarda da Muralha vive. Considerando as histórias de terror da velhota, que o Inverno vem aí e que o reino anda a gastar dinheiro onde não deve, senti nesse momento uma direcção na história, um objectivo, que não tinha sentido até ao momento.
- Apesar de ter estado atenta, o episódio acabou e eu não percebi o que foi a Cat fazer à cidade. Só depois explicaram-me que foi para tentar resolver o mistério da queda do puto. Eu pensei que apenas tinha ido ver o marido…
Explicaram no episódio passado, a Catelyn disse que tinham que avisar o Ned das suspeitas do ataque ao Bran, mas que não podiam enviar mensagem não fosse o corvo ser interceptado. Como o Robb tem de ficar no castelo, para que haja sempre um Stark em Winterfell (ok, o Bran e o Rickon também são Starks, mas são muito jovens), decidiu ir ela.
- “e o eunuco Lord Varys” Hum… eunuco??
Não te preocupes, não é spoiler nenhum nem afecta a história passada, presente ou futura. É apenas a sua condição.
- Jon Snow: a desilusão que tu referes, assim como a sua fúria, são emoções que ainda não consegui ver. Vejo um puto a tentar impor-se e que se redime depois da chamada de atenção do Tyrion. De qualquer forma, nunca percebi porque queria ele ir para a muralha, já que parecia bem integrado na família à excepção da Cat (que é perfeitamente natural). Considerando que ele é um dos personagens favoritos dos fãs começo a pensar que deveriam ter optado por um actor mais carismático, pois este miúdo não consegue cativar ou criar empatia com quem está apenas a assistir à série.
O Jon Snow é realmente um personagem complicada de transpor para o ecrã, pois na maior parte das suas cenas no livro temos discurso interior, vemos o mundo através dos seus olhos, ficamos a conhecer as restantes personagens do seu ponto de vista. É uma personagem que pensa muito, que interioriza muito, e isso é complicado de passar para a televisão sem termos “voz off”. Mas o GRRM gostou muito da interpretação do Kit Harington, por isso tenho fé que ainda venha a mostrar mais do que até aqui.
Quanto à sua decisão de ir para a Muralha… o que é que querias que ele fizesse? Nas épocas medievais, o filho mais velho herdava o título, os restantes iam para o exército ou para o clero. Vejamos os Starks anteriores: o Brandon, teria ficado com o título, mas como morreu, o título passou para o Ned. O Benjen, irmão mais novo, foi para a Muralha. O Jon, enquanto filho bastardo, e não obstante ter sido criado junto com os outros, nunca vai ter qualquer direito sobre os bens da casa Stark, a não ser que morra a família toda, incluindo primos e tios afastados. E mesmo que a casa Stark fosse extinguida.. não sei, julgo que nem mesmo assim. Com a partida do Ned para King’s Landing e com o ódio que a Catelyn lhe tem, não podia ficar muito mais tempo em Winterfell. Enquanto era criança e não se podia defender, era uma coisa, agora um adulto? Pois… não dava.
Realmente em termos do fluir da narrativa, os episódios têm tido alguns problemas. Por exemplo, não percebo por que razão a miúda mais nova foi com o pai. No episódio passado, vê-se ela a fazer a mala e a despedir-se do Jon mas não há qualquer cena dela (nem da irmã) a despedir-se da mãe, nem qualquer referência à razão para ela ir para com o pai. Deverá ter qualquer coisa a ver com o facto de ter de acompanhar a irmã, que vai casar com o príncipe, mas em lado nenhum aparece justificação para tal. Já aquela cena do final do primeiro episódio que tu dizes que eles foram à caça, eu não me lembro de qualquer referência a isso (se bem que nunca cheguei a rever o episódio e posso ser eu que esteja esquecido desse pormenor).
Quanto à Dany, a maior “queixa” que tenho é a história dela me parecer demasiado standard, um “been there, seen that”, mas como hoje em dia é difícil não se ter esse sentimento, passa.
Por exemplo, não percebo por que razão a miúda mais nova foi com o pai.
Está na idade de aprender a ser uma mulher em vez de uma maria-rapaz. Tem de ir para a corte. Mas não explicaram isso.
Já aquela cena do final do primeiro episódio que tu dizes que eles foram à caça, eu não me lembro de qualquer referência a isso (se bem que nunca cheguei a rever o episódio e posso ser eu que esteja esquecido desse pormenor).
Quem te manda ver o episódio de madrugada?
O Tyrion e o Hound falam sobre caçar, o Robert pergunta ao Ned se ainda é tão bom com a lança quanto antes, e no final o Robert diz “Come on boys, let’s go kill some boar”.
Quanto à Dany, a maior “queixa” que tenho é a história dela me parecer demasiado standard, um “been there, seen that”, mas como hoje em dia é difícil não se ter esse sentimento, passa.
Bom, aqui eu sou suspeita porque nunca achei grande piada à personagem e à história. Mas olha, vai ficando melhor… pelo menos promete.
Cada vez melhor esta série :yeahhh1:
Bem, eu sou leitor dos livros (vou no 5º) e adorei este episódio mesmo. Desde a conversa inicial do Jaime com o Ned até à ‘dança’ da Arya com o Forel.
Acho que a única personagem que ainda não entrou bem naquilo que eu tinha imaginado é a Cersei, apesar de já ter tido a cena em que mandou matar a Lady, ainda não me convenceu. Mas tirando este ‘pormenor’, achei tudo muito bom mesmo.
A história contada pela “Old Nan” e a do Maester Aemon fizeram-me arrepiar, mais 2 grandes momentos.
Para mim foi o melhor episódio até agora mesmo.
Ah e eu gosto bastante da história da Daenerys :p
Bem de facto compreendo que é difícil desligar-se dos livros a quem é fã dos mesmos.
Eu, felizmente, nunca li nenhum livro de nenhuma série que tenha visto. Penso que tenho mais “prazer” ao seguir as séries sem ler os livros…
Eu no fundo nem gosto muito de ler. :whhhattt: Eu sei que faço mal em ler pouco mas sou 100% TV DEPENDENTE.
Em relação à série tenho gostado bastante da série. Está a fluir lentamente e por vezes gera alguma confusão, mas nesta etapa considero normal as peças estarem ainda a posicionar-se. Tenho saudades de uma cena como no primeiro episódio com os mortos e os White Walkers.
Gostava também de ver a Dany mais explorada na história.
Tantos comentários… Não vou ler xD
Só digo que, estes gajos q fazem a série pensam q nós sabemos tudo? Tipo, existe tanta história aqui no meio q eu não entendi, sempre q se junta um Lanister com um Stark nunca se percebe o que eles estão para ali a falar. Aliás, como ja disso noutro lado, a história dos Lanister ainda não entendi…
“The Winter is coming” OK! toda gente já percebeu isso é escusado ser referido n vezes durante um episódio, parece uma promo para segunda temporada.
Neste episódio não se passou nada…
Mas okey, como está a começar e tem uma boa qualidade e as personagens cativam-nos (sempre adorei a Sara Connor.. i mean (Lena Headey)) mais o facto de ser HBO, vou continuar a ver, mas se continuar a ser assim vou perder o interesse e deixar d ver.
Eu sou um leitor dos livros, e estou a perceber o teu ponto de vista, mandam pra um espaço temporal na história e só contam por alto o que se passou antes. Nos livro também é mais ou menos assim, mas tem a ditas explicações no decorrer de certas acções e só se vai descobrindo a história vendo vendo/lendo ao poucos.
“The Winter is coming” OK! toda gente já percebeu isso é escusado ser referido n vezes durante um episódio, parece uma promo para segunda temporada.
Esta frase só aparece mais no inicio, depois começam a ser citada menos vezes… cada casa tem a sua, mas está é a melhor frase porque descreve o que vai acontecer a seguir, O inverno está a chegar – Tempos difíceis estão a chegar.
A série esta muito boa, apesar da adaptação do livro com tanta precisão a torne um tanto quanto lenta. Como só vi o primeiro e segundo episódio, e o terceiro deu erro e nao sei o que acontece com brandon, ele acorda e fala ?
Neste episódio pouco aconteceu lá para os lados de Winterfell. O Bran acordou do coma mas não se lembra de quem o atirou da janela abaixo. Consequência da queda, ficou paralizado da cintura para baixo.