O ciclo vicioso da opinião…

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A ideia para este texto ocorreu-me durante a análise à temporada de “The Event”. Sobre o meu papel, como alguém que dá uma opinião pública, na avaliação de uma série e as consequências dessa avaliação na pessoa que a está a ler.

The Event”, para quem seguiu as minhas reviews, tornou-se no meu saco de pancada nos últimos meses (principalmente por culpa própria, mas adiante…). A questão levanta-se: até que ponto é que eu tenho razão no que digo? Até que ponto tenho eu o direito de expressar a minha opinião e influenciar as pessoas que se dão ao trabalho de a ler (obrigado, já agora)? Estarei eu a fazer algum tipo de serviço público? E de um ponto de vista mais geral, qual o papel dos críticos no que vemos? Vocês, os consumidores, deixam de ver algo ou aderem com base no que vos é dito? Será que os prémios das, que parecem ser cada vez mais, academias são ainda uma boa referência para o que é ou não bom de se consumir? Terão os críticos simplesmente deixado de gostar do que estão a avaliar? Por partes…

Nos tempos em que me dedicava mais ao cinema que às séries, lia muita literatura dedicada à temática. Gostava de saber a opinião de quem era entendido na matéria, afinal de contas, se tiver doente vou ao médico ou se precisar de um armário vou a um carpinteiro, porque não procurar a opinião de um verdadeiro especialista para me ajudar a escolher o que é melhor, na imensidão do que é oferecido? Com os anos fui-me apercebendo que tinha demasiada confiança depositada naquelas pessoas, que elas não iam de acordo com o que eu pensava e, mais grave, a opinião delas não ia de acordo com a opinião dada pelas mesmas em peças anteriores. Acabei por formar assim uma imagem negativa destes “seres” que teimam em se multiplicar em revistas, jornais e blogues.

Os críticos são snobs! Talvez não sejam todos, mas uma grande parte deles sofrem deste síndrome. São crianças que crescem a ver aquilo que mais gostam. Verdadeiros fãs que entendem sobre o assunto e se destacam dos demais por serem capazes de exprimir a sua opinião de uma maneira mais capaz, enquanto expõem os seus conhecimentos para que o público “beba” deles o máximo possível e também assim enriqueça. Mas rapidamente crescem e se tornam em indivíduos capazes de construir ou destruir algo, há como que uma corrupção da mente e de repente tornam-se nestes monstros devoradores, capazes de formar opiniões e destruir ideias nos mais fáceis de manipular. Em Portugal nem tanto, mas nos EUA certos críticos que têm acesso a material antes do público, conseguem sozinhos ditar a esperança média de vida de algo que envolve centenas de pessoas, milhões de dólares e outros tantos seguidores. Isso é poder a mais.

Sejam actores por um momento e coloquem-se no papel de um crítico de uma revista de renome. A semana está a correr-vos pessimamente e até a vossa esposa/marido saiu de casa, na mesma semana que têm de fazer uma peça sobre uma comédia romântica. Imaginem que estão em pleno Agosto, com amigos numa casa espectacular com vista para o mar e umas bebidas exóticas a acompanhar e alguém traz um filme para todos se divertirem, “A Lista de Schindler”.

A vossa opinião vai ser sempre influenciada pelo momento: Se foram despedidos não vão gostar de “Doidos por Mary”, mas talvez gostem muito de “Dexter” e da perspectiva de seguir os seus ensinamentos no ex-patrão. Se está calor lá fora querem ver algo leve e rápido como “Hawaii Five-O”, se está um frio de fazer tremer os dentes vão preferir ver “Sherlock” enrolado num cobertor.

Nem tudo ocorre de uma maneira voluntária. Neste mundo, como em quase tudo, tem de haver uma sensação de timing. Por vezes são coisas que não se pode controlar e que, quer queiramos ou não, vai influenciar-nos. A indústria do cinema percebeu isso há muito tempo, por isso é que os blockbuster saem sempre no Verão e os filmes que são nomeados para os Óscares saem para as salas em Dezembro e Janeiro (filmes cada vez mais deprimentes, que quanto menos falas tiver melhor é o argumento… e Deus me livre se tiver efeitos especiais!). Tudo tem uma altura propícia para ocorrer e perder esse ponto crítico pode ser a diferença entre o sucesso e o fiasco. Será então justo para o produto seguirmos a opinião de alguém que teve influencias menos boas e que vai manchar a nossa ideia sobre ele?

E numa alínea secundária, será correcto avaliar com estrelas ou pontuações algo que pode ser tão diverso? Se eu for comparar a “Ressaca” com o “Padrinho” é mais do que óbvio que lhe vou dar uma pontuação baixíssima, mesmo que possa ser uma das melhores comédias de sempre (as comédias fartam-se de ganhar Óscares!). Pessoalmente, não sou adepto de avaliações, não acho ser possível comparar qualidade quando há tantas variáveis a ter em conta. Embora perceba perfeitamente que é algo “necessário” e torna-se muito mais fácil para quem escreve, expor a sua opinião imediatamente a quem lê.

O fenómeno não parece ser pessoal, as pessoas parecem dar cada vez menos valor a quem faz do acto de dar opinião profissão. Preferem saber o que os seus “semelhantes” pensam ao invés de alguém que lhes chega por uma folha impressa ou um site de renome. A opinião de alguém que lhes pareça mais próximo e com a qual se identifiquem parece ser mais importante do que aquela opinião que, para todos os efeitos, pode estar a ser comprada pelo mesmo franchise que estão avaliar na peça.

A pessoa comum quer saber se o filme que vão ver logo à noite é tão bom ou pior que aquele do mês passado que toda a gente conhece. Se é algo que se veja sem provocar nauseas ou não vale os 47 euros (ou lá o que eles cobram hoje em dia por um bilhete de cinema!). Não querem saber o que determinado crítico acha sobre o cinema coreano e a sua perspectiva sócio-economico-fisio-pedagogico-cultural na era moderna da tradicional sociedade da Europa de Leste! Então, terão estas pessoas o direito de expressar a sua opinião?

Mas aquelas pessoas mais “respeitáveis” ao menos dão a cara pela sua opinião. Não será pior o perigo do anonimato da Internet? Dizer o que se quer sem risco? (Dá para perceber isso em comentários que as vezes se lê em certos posts aqui no TVD). Então já que exploramos o “80″, temos de falar do “8″.

Com certeza todos vós conhecem alguém super-entendedor. Alguém que se auto-proclama uma entidade em alguma coisa, simplesmente porque sim. Alguém que acha giro dizer que o cinema comercial de Hollywood é mau! Ou que a música Pop é intragável, mas aquela banda que ninguém conhece é que é fantástica porque não está sob o “tentáculo do polvo comercial” (pelo amor da santa!), que não gostam de algo só porque é mainstream (qual é a lógica do “Eu não gosto porque toda a gente gosta”, não está a fazer exactamente a mesma coisa? A não gostar de algo SÓ porque toda a gente gosta?). Ou então tudo o que é antigo e vintage é que é bom, os LP’s é que têm o som mais puro, os “Star Wars” antigos é que são bons, os westerns é que são clássicos, os primeiros filmes das triologias são bons e os outros não prestam, as séries antigamente é que tinham uma “mística especial”. Vocês sabem, pessoal que gosta de soar inteligente e select durante uma conversa. Terão estas pessoas o direito de escrever em blogues e inundar a Internet com tão valiosíssimos comentários? Terão eles o direito de expressar a sua opinião?

Já vimos os dois lados da moeda no que toca a opinião, mas isto não se trata de uma visão bidimensional. Como tudo o que é fabricado hoje em dia (mortinho que saia papel higiénico em 3D!), também o mundo da opinião tem um terceiro lado, vocês!

Escrever para o TVD tem uma desvantagem: em vez de simplesmente desfrutarmos o que estamos a visualizar, estamos a esmiuçar, detalhar e a apontar tudo, com pausas pelo meio e um pouco de reflexão (meu método, pelo menos). Isso tira algum prazer ao processo de ver a série, ainda por cima porque geralmente escrevemos sobre séries que gostamos mais. Será que é isso que acontece com os críticos? Tornam-se tão atentos aos defeitos que desligam a opção “gostar”?

E se falarmos de críticos, que dizer dos fãs que desligam? Estou a falar para vocês, fãs que votam nos episódios porque sim, porque gosto da série e por isso todos os episódios são MESMO bons! Não estão também vocês a negligenciar e a dar má fama ao poder de escolha e de bem ou mal dizer? “Gosto porque sim” é um argumento tão mau, ou pior, que “Esta série é uma ofensa á memoria de Katsuhari Nakamura e ao seu expressionismo neo-vanguardista com influência da Papua Nova-Guiné!”.

Já vos ocorreu não gostar de uma série quando começaram a dedicar-se a este mundo, e agora se a visse iam adorar porque estão mais “maduros” para a saborearem? Esta maturidade não é algo a ter em conta na altura de se expressarem e, principalmente, de concordarem ou não com a opinião que alguém está a fornecer-vos? Não terão vocês também de merecer esses créditos antes de terem o direito de concordarem ou não com que está a ser dito?

Eu sei que levanto muitas questões. Mas, no fim, depende sempre de vocês porque o direito à expressão está sempre aliado à capacidade de cada um ouvir essa ideia e fazer o seu juízo. Seria muito mais simples calar quem diz opiniões contrárias à nossa, quem o faz de maneira diferente ou de forma negligente. Mas o melhor sinal de maturidade de opinião é ser capaz de ouvir/ler, filtrar, respeitar e formar uma opinião por vós próprios e assim criar um bom ciclo vicioso.

“Everyone’s a critic”, que traduzido dá algo como “todos somos treinadores de bancada”. Se tens uma opinião e se for exposta com civismo e respeito, capaz de nos tornar melhores e incentivar a cultura, deixa o mundo ouvi-la! senão… “o silêncio é de ouro”.

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46 Respostas para “O ciclo vicioso da opinião…” Subscribe

  1. Alex JC 18/07/2011 às 20:34 #

    Eu diria que, as criticas lidas por aqui so me levaram a consumar a vontade de parar de assistir THE EVENT, pois pensavamos de forma parecida sobre a serie desde o comeco.
    Quando leio criticas que sao contrarias as minhas, aceito, mas nao mudo minha opiniao. Entao, com certeza, vale muito escrever (no seu caso) e ler, para termos diferentes opinioes para estruturarmos melhor a nossa.
    :verycool:

  2. R.M. 18/07/2011 às 20:39 #

    Pois, eu ainda sou pior, no sentido em que são poucas as críticas do TVD com as quais concordo LOL e portanto nem sequer mudo de opinião…formo a minha e fico com ela. Às vezes ler outras críticas faz-me afiar este ou aquele pormenor que até me tinha escapado…

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 00:47 #

      E porque achas que isso acontece? Teres sempre uma opinião contraria…Não dás mesmo asas a que a tua opinião inicial possa mudar?

      • DMM 19/07/2011 às 12:54 #

        São raras as críticas com que concordo.
        Quando falo concordo é concordar com o que foi escrito, logo se não concordo é rara a vez que me influencia.
        Outra coisa que acho importante mencionar é que quando queremos imbirrar com uma série todas têm pontos por onde pegar, umas mais do que outras. Portanto é possível fazer um review negativo de um episódio que para outra pessoa foi fantástico.
        Portanto podemos estar de mau humor e apenas ver as partes negativas, ou de bom humor e ignorar as partes negativas.
        Às vezes acontece-me de ao ler uma review de pensar “Como foi possível ignorar este ponto? estraga o episódio todo”. Outras vezes “Olha… foram buscar aquilo que não interessa a ninguém so para imbirrar”.
        Para mim são estas coisas que fazem discordar da maioria dos reviews.
        Um exemplo onde discordo é True Blood, o pessoal costuma dar um feedback bastante positivo, ou pelo menos dá-o a entender, mas para mim desde a 2ª temporada não houve nenhum que merece-se tal distinção.

  3. carolinafs 18/07/2011 às 21:17 #

    “o cinema coreano e a sua perspectiva sócio-economico-fisio-pedagogico-cultural na era moderna da tradicional sociedade da Europa de Leste” ahah

    Eu cheguei à conclusão que quando escrevo sobre uma série tenho tendência a passar a gostar menos dela o que não é de todo justo mas já é um pouco involuntário… Noutra perspectiva, como leitora, vou ajustando os meus visionamentos (especialmente com séries novas) àquilo que os respectivos críticos aconselham/desaconselham acima de tudo porque confio na maioria dessas opiniões (isto quando não tenho tempo para ver, se não tento dar uma vista de olhos).

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 00:49 #

      E ocorre com mais ou menos frequencia seguires inicialmente a opinião desses criticos e não veres…e mais tarde perceberes que afinal até gostas?

  4. Mbento 18/07/2011 às 21:19 #

    eu não sigo as séries pelas criticas que leio aqui, aliás eu só leio as criticas ás séries que vejo, nalgumas das vezes acho-as exageradas e não concordo com elas, mas é a opinião de quem escreve, portanto vale para ele, não valerá para toda a gente.

    The Event foi uma série que eu depositei demasiadas expectativas e chegar ao 11 ou 12 sei lá episódio foi um sacrifício e portanto quando assim é a melhor coisa é desistir. Por exemplo todos elogiam imenso Walking Dead, eu só lhe consigo ver qualidades gráficas e de caracterização, porque o resto não vejo lá nada… o primeiro episódio é excelente, mas depois deus nos acuda… mas há quem ache perfeito e a melhor série do mundo. Paciência.

    Muitas vezes ler criticas mais especializadas permite ver episódios e as séries de outra forma, porque nem todos temos a capacidade de reter toda aquela informação, e há sempre pormenores e pequenas conversas que escapam ao primeiro visionamento e portanto ler uma critica permite colmatar algumas lacunas da visualização menos preocupada. Agora mudar o que se pensa de uma série não sei até que ponto isso tem relevância, mas sim pode influenciar pessoas a ver mais ou começar a ver.

    Outro exemplo é Breaking Bad, que eu oiço e leio criticas brutais e maravilhas da série, mas para mim é de digestão difícil, sobretudo a segunda temporada, ainda verei a terceira para ver se vale a pena, mas continuo a achar algumas expressões exageradas sobre a série. Talvez mude de opinião.

  5. Ramos 18/07/2011 às 22:38 #

    Vou tentar não me alongar muito, porque esta questão do papel da crítica é mais velha que a Terra e dá sempre pano para mangas.

    Basicamente aquilo que me leva a ver uma série (ou um filme) são 3 coisas.

    1) O interesse que ela me desperta, e isto é influenciado por milhões de factores que no fundo contribuíram para a construção da minha personalidade.

    2) A opinião da crítica. Porque normalmente é muito raro pôr-me a ver algo sem antes fazer uma busca rápida na wikipédia para averiguar se valerá a pena, muitas das vezes porque tenho medo que acabe por ser um desperdício de tempo, e a verdade é que a opinião de um “colectivo” que regra geral percebe daquilo que escreve (porque a verdade é que os críticos vêm muitas mais série e filmes, no fundo são pagos para o fazerem, do que o típico cidadão que vai ao cinema uma vez por mês com a namorada ou os amigos), para mim tem sempre algum peso.

    3) A série propriamente dita.

    Mas com exemplos é mais fácil explicar isto:

    True Blood por exemplo eu comecei a ver simplesmente porque o cartaz da primeira temporada me chamou à atenção. Sei que pode não fazer muito sentido, mas eu curto bué cartazes e posters e então se uma série tem um bom grafismo (cartazes, um genérico fixe) isso dá-me logo uma certa vontade de ver.
    Depois, ao ler que era do mesmo criador de uma série que muitos consideravam como das melhores que já tinham sido, deu-me algum alento, de que se calhar não me ia perder tempo em dar uma espreitadela.
    Por último, a série acabou mesmo por me cativar, gostei muito da primeira temporada que ainda é vista por muitos como algo de muito mau, e adorei ainda mais a segunda. Em relação a esta quarta, a história já é um bocado diferente…
    Mais a partir da segunda temporada, a série começou a receber mais atenção tanto por parte dos media, como também dos telespectadores e da crítica e isso claro contribuiu para que eu continuasse a segui-la.

    Haven, já foi uma série que me despertou o interesse por causa da temática, porque já tinha lido alguns livros do Stephen King e gosto muito da escrita dele.
    As críticas não foram nada de extraordinárias, mas mesmo assim estava disposto a dar uma hipótese.
    Ao ver os primeiros 6,7 episódios da série acabei por desistir porque aquilo eram só histórias sem pés nem cabeça. Vi que não valia a pena continuar.

    Breaking Bad e Damages surgiram as duas mais ou menos ao mesmo tempo para mim. E pronto, cumpriram os 3 parâmetros e são as minhas séries favoritas em exibição. Nip/Tuck e The X-Files são as minhas favoritas de sempre…

    E pronto basicamente, uma série até pode ser muito boa e ter excelentes opiniões por parte da crítica entendida, mas se não desperta o meu interesse eu acabo por nem a ver. Aqui os exemplo mais flagrantes talvez sejam Game of Thrones (eu já li tudo o que de fantástico se diz sobre a série, mas os épicos históricos de fantasia nunca me cativaram muito – ainda hoje não vi um filme do Senhor dos Anéis! – e acho que nunca vou ver) e The Pacific (vi os primeiros 5 episódios com uns amigos que insistiram para vermos e sinceramente achei secante, não consegui mesmo gostar, apesar de tudo o que de bom se diz da série, do seu monumental genérico, etc… Mais uma vez porque também nunca fui muito fã de filmes de guerra).

    Acredito que posso estar a perder muita coisa boa, mas a verdade é que não podemos ver tudo. E se virmos poucas séries, mas estas nos encherem as medidas e conseguirem prender-nos com as histórias que contam e as personagens a que dão vida, então já vale a pena!

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 00:55 #

      1) Sim, não referi esse aspecto no texto, mas a vezes as pessoas tentam impor as suas escolhas mesmo sabendo que cada pessoa tem a personalidade e gostos individuais. As vezes não chega o produto ser excelente, tem de ir de encontro à preferência individual e “não se pode agradar a gregos…”

      2) és então da opinião contraria. Achas mais credível a opinião do critico profissional que o “vizinho do lado”. (podia ter posto isto em votação no fim do texto, não me lembrei :p)

      O mediatismo também é algo a ter em conta sim, uma boa campanha de markting faz milagres e esconde a qualidade real da série as vezes (normalmente exagera-a)

      • Ramos 19/07/2011 às 01:59 #

        As vezes não chega o produto ser excelente, tem de ir de encontro à preferência individual

        Nem mais. Acho que não há ninguém que saiba tão bem aquilo que eu gosto quanto eu próprio. Por isso é natural que saiba onde ir buscar o entretenimento que sei que me vai satisfazer e rejeitar à partida aquilo que já sei que não vou gostar. Às vezes podem cometer-se alguns erros, pegar em algo que afinal não presta, ou descartar algo que é bom sem sequer dar uma oportunidade! Mas lá está, não podemos ver tudo.

        Achas mais credível a opinião do critico profissional que o “vizinho do lado”.

        Sem dúvida. O crítico tem muito mais conhecimento de causa do que o vizinho do lado. Mas também depende de nós sabermos reconhecer um bom ou mau vizinho do lado nestas questões. Já vi filmes fantásticos recomendados por amigos. Mas também tenho amigos que acham fantásticos filmes que são uma verdadeira m*****… E depois há aqueles com que temos de ter cuidado: os meus tios por exemplo, apresentaram-me a Dexter, mas também me obrigaram a ver o 2012 e o Bangkok Dangerous com o Nicolas Cage. :suar:

        • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 15:58 #

          Lool, até se percebe porquê, Dexter e Bangkok Dangerous provocam o mesmo efeito: vontade de matar alguém! xD

  6. Paulo 18/07/2011 às 23:07 #

    Vítor Rodrigues, parabéns pelo texto. Acho que todos os que escrevem sobre Series/filmes devia ter as mesmas perguntas que tu fazes.
    Mas muitos não o fazem e caem numa espiral de mal dizer

    Adorei a tua reflexão

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 00:57 #

      Obrigado Paulo ;)

      Acho que todos devem pensar mais ou menos, muito ou pouco sobre isto…Quanto ao mal dizer, as vezes é uma questão de estilo, as vezes quanto mais “acido” fores, mais impacto provocas…

    • Ramos 19/07/2011 às 02:00 #

      Verdade, Parabéns Vítor!

      • sfu 19/07/2011 às 23:31 #

        Concordo!! Adorei Vítor!

        • Vítor Rodrigues 20/07/2011 às 00:17 #

          Thanks ;)

  7. João Barreiros 18/07/2011 às 23:49 #

    Bem, eu não vou dizer que a opinião dos críticos não me influencia em nada a visualização de uma série ou filme, porque, quer eu queira quer não, se ler primeiro a crítica, vou passar o tempo todo a reparar nos erros que foram nela apontados e acabo por concordar com com a maior parte do que é dito. Mas isto acontece quando leio as críticas antes, coisa que já não faço. Por isso é que eu acho as pontuações extremamente eficazes: ajudam-nos a seleccionar mais ou menos o que ver, sem revelar demasiado sobre o produto final.

    Eu recorro cada vez mais à opinião de críticos, quaisquer que eles sejam (um Allan Sepinwall ou, simplesmente, uma syrin ou um ZB), e normalmente costumo prezar mais a sua opinião do que a dos meus próprios amigos ou familiares, que sinceramente não estão tão atentos ao mercado nem procuram o mesmo tipo de entretenimento que eu ou uma outra pessoa qualquer, farta das mesmas fórmulas e clichés, procura. Eu já assisto a tantas séries que é impossível investir em mais uma sem primeiro conhecer a opinião de pessoas que sabem ou esforçam-se por saber sobre o assunto. Eu acho que, quando investimos realmente em determinada área, à medida que vamos conhecendo cada vez mais, conhecendo o método e diferentes produtos, o nosso gosto vai-se como que… refinando… Quanto mais aprendemos, mais nos distanciamos das nossas velhas opiniões, mais básicas, mais elementares, com menor conhecimento de causa. Séries é a minha “especialidade”. Mas se estivéssemos a falar de pintura, por exemplo, talvez a minha opinião à partida fosse que o Picasso não presta e que o Mona Lisa é aborrecido. No entanto, se me interessasse por essa área, normalmente que me preocuparia em informar-me mais e, eventualmente, poderia acabar por gostar. Ou não, claro.

    Só recorro à opinião de críticos para filtrar o que realmente não presta e para, depois de ver o filme ou a série, procurar diferentes interpretações do que vi. Mas, apesar disso, sou pessoa para gostar de um bocadinho de tudo. Gosto de uma comédia romântica de vez em quando, de um filme de terror sem sentido e até dos reality-shows mais rascas (Casa dos Segredos, Jersey Shore e Perdidos na Tribo, para citar alguns)! E, já agora, não gosto de Mad Men, The Pacific, Band of Brothers ou Boardwalk Empire (embora só tenha visto um episódio), quatro queridinhas da crítica norte-americana.

    Óptimo tópico de discussão, Vítor.

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 01:02 #

      Por isso é que eu acho as pontuações extremamente eficazes: ajudam-nos a seleccionar mais ou menos o que ver, sem revelar demasiado sobre o produto final.
      As vezes pode enganar, lá está, pelo timing. A pessoa que escreveu pode dar uma avaliação enganadora e pelo texto que escreveu já percebes melhor se ela viu da mesma maneira que tu ou simplesmente está a dizer mal “porque sim”. E depois há aqueles, eu, que fazem “piadas” com as avaliações para demonstrar um ponto de vista

      Eu recorro cada vez mais à opinião de críticos
      Pergunto o mesmo que à carolina: ocorre-te seguires inicialmente a opinião desses criticos e não veres…e mais tarde perceberes que afinal até gostas?

      Óptimo tópico de discussão, Vítor.
      Obrigado ;) é isso que se pretende, discussão…

      • João Barreiros 19/07/2011 às 12:25 #

        Pergunto o mesmo que à carolina: ocorre-te seguires inicialmente a opinião desses criticos e não veres…e mais tarde perceberes que afinal até gostas?
        Sim, claro. Eu assisto actualmente a montes de coisas que um crítico que se preze não gosta ou não se atreveria a confessar que gosta. :rotf: Só uso mesmo a generalidade das opiniões (nunca só uma ou duas, sempre a opinião geral) para me guiar no meio da imensidão de produções que existem. Quem detém a palavra final sou eu, claro, e não me faz confusão nenhuma divergir da deles. :wink1:

        Ah, e já agora, é bem verdade o que disseste: o crítico gosta sempre menos, nem que seja pelo simples facto de ter de pensar a dobrar no que acabou de ver, de maneira a poder escrever sobre o assunto!

  8. Tiago Ramos 19/07/2011 às 00:09 #

    Parabéns! Muito boa apreciação e perfeitamente justificável.

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 01:04 #

      Obrigado Tiago ;)

      E tu? como vês as criticas que lês aqui no TVD? Começas ou deixas de ver algo só porque alguém o disse? Vês e depois vens cá confirmar se corresponde com a tua opinião?

  9. Madrigal 19/07/2011 às 11:58 #

    Eu respeito as opiniões dos criticos, quer eles sejam mais profissinais ou amadores, mas não lhes dou muita importância. Na altura de escolher se tiver lido algo positivo sobre a série ou filme, isso claro que influencia a minha escolha, mas o que verdadeiramente influencia é a estória que está a contar se for algo que me desperte. Eu posso ler os maiorees elogios a determinadas séries, mas se forem séries do género fantasia, eu dificilmente pego nelas, porque não é um género que me cative.
    Depois penso que os nossos gostos são influenciados pela idade e coisas que já vimos. Às vezes qd vejo o Marés Vivas na Sic Radical, ponho-me a pensar como é que eu gostva tanto daquilo e não perdia um episódio! lol Revejo a série e acho-a muito fraquinha a todos os níveis.

    • syrin 19/07/2011 às 14:47 #

      Às vezes qd vejo o Marés Vivas na Sic Radical, ponho-me a pensar como é que eu gostva tanto daquilo e não perdia um episódio!
      Ah pois é… :D

      • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 15:56 #

        Amén!! xD Se bem que me ocorre varios motivos para ter gostado daquilo na minha adolescencia…lol

        • syrin 19/07/2011 às 16:27 #

          Deixa lá que eu também.
          Era uma série muito simpática, tinha “eye-candy” para todos os gostos. :D

  10. Mafalda Neto 19/07/2011 às 13:14 #

    Excelente texto Vítor, questões bastantes pertinentes e que também a mim me afligem.

    Tal como a Carolina, o que me tem acontecido nesta ainda curta experiência aqui no TVD, é que também eu tenho reparado que começo a gostar menos das séries que escrevo, talvez isto tenha a ver com o que disseste de não conseguirmos gozá-la tanto de tão preocupados estamos no texto que vamos ter de escrever. Chamo-lhe ossos do ofício!

    Na minha a opinião, as críticas são apenas auxiliares e no caso concreto do TVD vão além disso, criando locais de verdadeira discussão (saudável, na grande maioria) sobre séries e episódios que um grupo de pessoas vê e que gosta de debater com outras pessoas.

    A verdade é que a opinião é uma coisa tão subjectiva que por vezes torna-se difícil quantificá-la mas pior do que quantificá-la comparando com outros episódios da mesma série é quando começas a pensar em outras série. Por exemplo, nas minhas críticas a Love Bites ou Off The Map já cheguei a dar classificações na ordem dos 7 e 8. Claro que se eu for comparar com séries como The Good Wife ou Mad Men essas classificações tinham obrigatoriamente que cair a pique. Isso levanta a enterna questão que é em que medida se pode confiar nas pontuações apesar da sua utilidade?

    Quando falas também nas pessoas que confiam mais nas opiniões de pessoas mais próximas do que em críticos de renome, eu penso que muitas vezes é bem preferível fazê-lo. Eu sei que filmes e séries recomendar aos meus amigos conhecendo os gostos deles assim como eles sabem fazer o mesmo comigo, coisa que os críticos não fazem, apenas adequam os textos muitas vezes a profissionais como eles.

    Já agora, que falaste em filmes, vou dar o exemplo de Cisne Negro que vi muitas críticas a darem, lá está quantificar, 5 estrelas ao filme e depois vi uma crítica de um senhor crítico de uma revista conceituada portuguesa a dar 1 estrela ao filme. Ora, isto só pra demonstrar as diferenças de opinião mesmo no mundo dos críticos profissionais.

    Concluindo, não sigo as críticas à letra e se me apetecer ver uma série ou ouvir uma música comercial e que nunca vai ganhar prémios, vejo e ouço sem problemas. Mas admito que muitas vezes gosto de ver o que se diz de um filme ou de uma série e às vezes até mudo de opinião depois de a ler, por reparar em coisas que não tinha reparado e aí também está uma das grandes uitilidades destas críticas.

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 16:06 #

      Isso levanta a eterna questão que é em que medida se pode confiar nas pontuações apesar da sua utilidade?

      Exacto. Eu tento faze-lo tendo em consideração o estilo. Um 10 no Big Bang é diferente de um 10 no Supernatural ou no Game of Thrones…para mim não vale menos por ser uma série tão diferente das outras, porque tem um “qualidade diferente”.

      Já agora, que falaste em filmes, vou dar o exemplo de Cisne Negro que vi muitas críticas a darem, lá está quantificar, 5 estrelas ao filme e depois vi uma crítica de um senhor crítico de uma revista conceituada portuguesa a dar 1 estrela ao filme.

      Lol, acho que também vi isso, foi na Premiere não foi? Mesmo que algo não seja o meu estilo, consigo por vezes ver qualidade…dar 1 valor ao Cisne Negro é pura birra…

      Obrigado Mafalda ;)

      • Mafalda Neto 19/07/2011 às 23:08 #

        Sim, penso que foi na Premiere, achei uma piada quando vi aquilo. Eu sou fã confessa do género, mas mesmo que não fosse é como dizes, dá pra ver a qualidade na mesma.

  11. syrin 19/07/2011 às 15:18 #

    Interessante este texto, e a discussão.

    Tenho o mesmo problema de, ao analisar um episódio, ao ser obrigada a questionar as coisas que me são apresentandas e forma como o apresentam, ter alguma dificuldade em gostar tanto desse episódio como aconteceria se simplesmente o visse por “diversão”. Mas olha, são os ossos do ofício.

    geralmente só leio críticas a séries que vejo, e apenas depois de ver o episódio. Isso ajuda-me não só a consolidar aquilo que vi, mas também a ver a reflexão de outros sobre a mesma história. Não preciso de concordar com eles, é óbvio, pois no final a minha opinião será a minha opinião. mas gosto de saber o que dizem os outros.

    De séries que não conheço, apoio-me tanto nos críticos especializados, como no pessoal neste site e noutros que, não sendo especializados, pelo menos sabem algo mais sobre o meio que estão a comentar.

    Quanto às opiniões em si e sobre o gostar ou não de uma série… bom, a questão é complicada. Tenho a sensação que as pessoas têm grande dificuldade em separar o gosto pessoal da qualidade (ou não) de algo. Há séries e filmes que têm uma qualidade reconhecida mas de que eu, simplesmente, não gosto, não é o meu género. Nesse caso, procuro sempre dizer “não gosto” a dizer que esse filme/série “não presta”. (infelizmente nem sempre me lembro de fazer essa distinção o que gera alguns conflitos desnecessários, mas enfim.

    Não obrigo ninguém a gostar daquilo que eu gosto, e muito menos a não gostar daquilo que não gosto. Não quero conversar com pessoas que acham exactamente o mesmo que eu, se não deixa de ser conversa para passar a ser monólogo. Aquilo que peço é apenas
    1) que justifiquem a sua opinião (dizer “não gosto porque não” é argumento de criança)
    2) respeitem as opiniões dos outros, mesmo que sejam contrárias. Tenho muitos amigos próximos que não gostam de BSG. Não é por isso que deixo de ser amiga deles, embora não concorde com a opinião deles. Da mesma forma, tenho uma amiga que detesta chocolate. Ora, eu não percebo como é possível detestar chocolate, mas aceito que é a opinião dela. Mais sobra! :D

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 16:15 #

      são os ossos do ofício.
      Já a Mafalda disse o mesmo…É oficial! de hoje em diante este problema será reconhecido como “ossos do oficio do TVD”! lol

      Quanto às opiniões em si e sobre o gostar ou não de uma série…bom, a questão é complicada. Tenho a sensação que as pessoas têm grande dificuldade em separar o gosto pessoal da qualidade (ou não) de algo.

      Exacto. Felizmente consigo fazer essa distinção. Mesmo quando é algo que não vai comigo, consigo reconhecer-lhe qualidade. Mas há quem não reconheça o valor de algo simplesmente porque não se relaciona.

      (infelizmente nem sempre me lembro de fazer essa distinção o que gera alguns conflitos desnecessários, mas enfim.
      Acontece-me o mesmo :p

      1) que justifiquem a sua opinião (dizer “não gosto porque não” é argumento de criança)
      2) respeitem as opiniões dos outros, mesmo que sejam contrárias.

      Regras básicas! Já tive conversas muito “saudáveis” sobre religião e outras que…

      Tenho muitos amigos próximos que não gostam de BSG.
      Blasfémia Nº1!!!!

      tenho uma amiga que detesta chocolate.
      Blasfémia Nº2!!!! :D D

      • syrin 19/07/2011 às 16:25 #

        tenho uma amiga que detesta chocolate.
        Blasfémia Nº2!!!! :D D

        Blasfémia mesmo! Nunca mais falo com ela!

      • Mafalda Neto 19/07/2011 às 23:10 #

        Já tive conversas muito “saudáveis” sobre religião e outras que…

        Também me lembrei logo disto ao ler o teu texto. O mesmo se passa quando o assunto é política :whistle:

  12. Alex JC 19/07/2011 às 16:08 #

    Eu posso complementar com uma frase simplista e ate sem caracter:
    “Opiniao eh como a mao direita. Cada um tem a sua, que pode se parecer com a dos outros, mas ha uma hora em que voce precisa da sua e da dos outros.” Cabe?

    • Vítor Rodrigues 19/07/2011 às 16:16 #

      Cabe sim senhor! E aplica-se ;)

    • ZB 19/07/2011 às 23:52 #

      Eu prefiro a outra versão: As opiniões são como o olho do cu: cada um tem o seu. :mrgreen:

      • Vítor Rodrigues 20/07/2011 às 00:18 #

        :rtlf: :rotf:

      • Ramos 20/07/2011 às 00:44 #

        Pahahah :rotf: Classy…

  13. ZB 20/07/2011 às 00:13 #

    Eu as críticas que gosto de ler não o faço simplesmente porque as pessoas que as escrevem partilham da mesma opinião que eu. Gosto de ler os textos dessas pessoas porque tenho respeito por aquilo que elas dizem/escrevem. São tudo opiniões, umas mais bem informadas/delineadas que outras é verdade (daí existirem os “opinion makers” e todos os outros que não o são), mas não deixam de ser opiniões. Por vezes concordo, outras tantas discordo mas gosto de ler as suas opiniões porque confio não só no seu julgamento como sei que se seguir as suas sugestões muitas vezes saio recompensado.

    Além disso, acredito que o poder de um crítico só existe porque as pessoas lho dão, ou seja, se ninguém ligar a que um badameco qualquer diz, ele rapidamente cai no esquecimento. Se houver uma reacção forte (seja boa ou má) por parte de outros a determinada pessoa, é óbvio que isso lhe dá impulso para ganhar algum reconhecimento.

    Quanto à conversa de sermos mais minuciosos e criteriosos com determinado episódio/série sobre a qual escrevemos… não é suposto ser assim? Retira algum prazer de ver as séries? Sim, concordo que não se desfruta tanto do episódio/série. Mas daí a dizer que só se diz mal só porque sim, ou só se vê os erros só porque somos obrigados a procurá-los… bem, discordo inteiramente dessa ideia.

    Eu não considero que ninguém aqui no TVD seja um crítico no verdadeiro sentido que aqui se está a incutir à palavra. Somos um grupo de pessoas apaixonadas por televisão que gostam de comentar os episódios. Não lucramos nada com isto. Não queremos fazer carreira disto. Queremos apenas partilhar as nossas opiniões. O facto das pessoas gostarem, ou identificarem-se, com as mesmas é apenas um bónus. Acho que falo por todos quando digo que aqui ninguém trabalha apenas para a procura de aceitação. Apenas procuramos dizer o que nos vai na alma. Tão simples quanto isso.

    • Vítor Rodrigues 20/07/2011 às 00:21 #

      Sim, definitivamente!

      Alias, incluo mais depressa o TVD no grupo dos “vizinhos do lado” a quem pedimos opinião que ao critico de revista…

      • João Barreiros 20/07/2011 às 00:34 #

        Mas a única diferença é mesmo essa, o facto de não lucrarmos em nada com a opinião que damos, porque de resto não vejo qualquer outra diferença. Muitas vezes as minhas decisões sobre o que ver são tomadas só tendo em conta o que leio aqui pelo site. Pode não influenciar muitas pessoas, mas algumas influencia de certeza… e acho que quem se dedica a escrever reviews, como nós, não é uma pessoa que vê séries esporadicamente, só quando passa pela FOX e está a dar o “House” ou “CSI” no AXN. É alguém que está mais atento ao que se passa no mundo da televisão, que já viu um número razoável de séries e que tem alguma ideia de como analisar uma. Right?

        • Vítor Rodrigues 20/07/2011 às 00:44 #

          Quando olho para a minha lista fico assustado…LOL!

    • Ramos 20/07/2011 às 00:42 #

      Não queremos fazer carreira disto.

      Ainda acho que vamos ser comprados pela Google, começar a ser pagos e até arranjar uns headquarters no Parque das Nações…

  14. Cláudia 20/07/2011 às 09:49 #

    Vitor, uma boa ideia e um bom texto.

    Eu gosto de ler as críticas para ver o que acham daquela série ou filme, seja aqui neste site ou noutros, incluindo o imdb. Mas no final, a minha opinião é que conta. Às vezes, posso ficar incrédula quando alguém gosta de uma série/filme que eu acho de qualidade inferior mas os gostos são assim e eu simplesmente digo que não gosto, em vez de dizer que não presta, porque embora possa não prestar para mim, para outra pessoa é bom.

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