[SPOILERS] “True Blood” sempre foi um gigantesco freak show. Mas a chave do sucesso nunca residiu somente nas suas bizarrias mas sim na forma como elas conseguem ou não – de forma coesa ou não – marcar o espectador.
E este segundo episódio é a prova de que o passado já lá vai. A terceira temporada foi sonho mau e “She’s Not There” não era embuste. “You Smell Like Dinner” tem um soberbo arranque, com Jason (Ryan Kwanten) a ser lambido, amarrado a uma asquerosa cama e a ser confrontado com fantasmas do passado. Linha que se fecha quase no final, com o casal demente de panteras a converter/devorar o pobre Stackhouse. Isto é a série na sua boa velha forma, com cenas fora de tudo, que tanto nos arrepiam como nos agarram, e nos deixam completamente vidrados.
Mas nem tudo foram panteras, aliás, elas foram secundárias comparadas com o ponto-chave e a grande reviravolta na narrativa: Eric (Alexander Skarsgård) não só adquiriu a casa de Sookie (Anna Paquin) como se mudou de malas e bagagens para lá. Para a proteger, diz ele. Ela continua a procurar uma solução, pedindo desesperada, ajuda ao novo rei, seu ex amante. Bill (Stephen Moyer) promete ajudá-la, mas a sua preocupação é outra, bruxas. Bruxas capazes de controlar os mortos e assim controlá-los a eles, vampiros. Recruta assim o gigante louro para resolver este problema. Ele facilmente invade o espaço e ataca Marnie (Fiona Shaw). Mas o feitiço vira-se contra o feiticeiro, literalmente. O grupo junta-se, dá as mãos e entoa o que aprendeu. Muito bom o momento em que Lafayette (Nelsan Ellis) se vê obrigado a colaborar para salvar Tara (Rutina Wesley) – são aqueles laços bem retratados. Algo acontece, Eric foge e no final do episódio percebemos que ele perdeu a memória. Uma amnésia é cliché? Claro que é? É assim que Eric vai levar Sookie para a cama? Óbvio. Se eu me chateio com isso? Nada, está tudo a correr de forma fluída e melhor, de forma extremamente cativante.
Tivemos também direito a um flashback de Bill, onde percebemos de forma clara a sua ascensão ao poder: a ligação às altas esferas e a eliminação da rainha. Tudo apresentado no sítio certo à hora certa. Outro aspecto interessantíssimo do ponto de vista da mitologia foi a introdução de uma nova espécie de shapeshifters, que conseguem não só transformar-se em animais mas também em humanos. Para isso têm de ter morto um ser igual a eles. Isto abre todo um mundo novo de oportunidades e oferece finalmente a Sam (Sam Trammell) uma boa história. O que por enquanto não está a ser concedido a Jessica (Deborah Ann Woll), que continua nas suas indecisões do morde não morde. O bebé diabólico é mais uma vez uma peça demasiado distinta e, ou tem uma papel importantíssimo de futuro, ou então é tempo de antena que não faz qualquer tipo de sentido.
Ao segundo episódio as histórias embatem umas nas outras a uma velocidade estonteante, nunca antes experimentada. Há sangue, rápido e fresco, altamente recomendável.
O Melhor: A cena das panteras.
O Pior: Onde estão os lobisomens passado um ano?
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Foi mais um bom episódio. E coitado do Jason….
Concordo em tudo contigo! A 3ª temporada já lá vai e este episódio consegue ser melhor que qualquer um da temporada passada.
É esta a verdadeira essência da série, às vezes parece é que as pessoas se esquecem disso (apesar de ainda continuarem a ver e estarem na 4ª temporada).
Estou a adorar a história da bruxas, quem diria que a série conseguiria representar de uma forma tão interessante e sombria a feitiçaria. Claro que a excelente prestação da Fiona Shaw também ajudou. O Skarsgard também esteve muito bem e mostrou que não é só um eye candy para as meninas, no final do feitiço o Eric nem parecia a mesma personagem só pela expressão. Foi a cena do episódio para mim.
Depois a cena do Jason a ser comido pelas panteras (no pun intended), também muito boa e ainda conseguiu surpreender, apesar de já saber que ele ia ser transformado por causa de uma sinopse de um livro da série que li numa livraria qualquer há algum tempo.
A história do bébé diabólico conseguiu-me suscitar algum interesse aqui. Porque se antes era apenas maluquice da mãe, agora parece que há ali algo de macabro e eu gosto disso. Mas lá está, tanto pode sair algum de bom, como algo piroso e mal feito.
PS: Por mim os lobisomens nem voltavam. Vá a não ser a Debbie Pelt, para acabar a sua fight com a Sookie.
O Pior: Onde estão os lobisomens passado um ano?
Não estou a gostar da série mas isto é implicar por tudo. Caso estivessem o pior seriam os lobisomens na mesma por terem voltado sem uma história de jeito… é claro que vão voltar mas apenas quando forem importantes, porque para aparecerem sem storyline de jeito já chegou a 3ª temporada…
:3:
Ninguém na terceira temporada tinha uma storyline de jeito e todos apareceram bem agora. Porque não os lobisomens?
Veremos mas não entendi o próposito da sua introdução na 3ª temporada…
Foi só para dizer “nós somos fixes, também temos lobisomens”.
tambem estou a adorar este inicio.
boas historias e interpretações.
clichés? Sim, mas estes são bem feitos por isso não me importo que apareçam.
o bebé por vezes tem um ar um pouco sinistro, espero que saia algo em condições daqui e não apenas umas historia para manter os pais entretidos.
a cena do Jason e das panteras foi muito boa, tal como tudo onde o Eric apareceu.
a bruxaria esta a ser muito bem desenvolvida, quero é mais bruxas para lidar com os vampiros
achei interessante a ascensão do Bill, pena a rainha ter aparecido tão pouco tempo
quem venham mais episódio assim e deixem os lobisomens que não fazem ca falta nenhuma
Gostei bastante mais deste episódio do que do primeiro!
A minha parte favorita foi o Bill, em Londres, em 1986.
Compreender como ele e a Nan Flanagan se conheceram. Ver a sua entrada para a AVL e depois o seu trabalho como agente infiltrado para a Rainha. Achei que estava tudo muito coeso e foram cenas importantes para a compreensão de muito do que vemos nas temporadas iniciais.
Também achei que esteve bem nas ordens que deu ao Eric e no escárnio entre os dois, especialmente com aquela vénia!
Além disso a parte das bruxas conseguiu convencer-me um pouco mais. Devido precisamente ao bom papel que o Eric e a Marnie (que já não me pareceu tão “lunática”) desempenharam, e também o LaFayette e a Tara.
/ A história do bebé cada vez me cativa mais. Acho a Arlene super-engraçada no medo que tem daquela criança e o Terry super-ternurento. Mas começo a questionar-me se não haverá mesmo algo de errado com o pequeno.
/ Em relação ao Sam e aos seus amigos, não são a meu ver um grupo assim tão interessante. Se bem que a história de ter de matar um humano para se poderem transformar em humanos tem realmente algum potencial para a série e poderá vir a dar aso a grandes confusões no futuro.
/ A Crystal é que eu continuo sem conseguir entender. Ela precisa do Jason para procriar. Quer dizer que tudo o que vimos na 3ª Temporada não passou de uma representação? Ou ela nessa altura até gostava dele a sério e entretanto algo a fez passar para o lado do Felton?
/ A Jessica e o Hoyt é que pronto, já se sabe que aquilo agora vai andar ali nuns momentos “Morangos com Sangue”.
/ A Pam é a deusa desta série!
Com a maioria das histórias bem encaminhadas e sem grandes falhas a manter o ritmo do episódio, acho que talvez estivesse enganado a semana passada e que podemos vir a ter uma boa temporada.
Boa crítica, Miguel!
“True Blood” sempre foi um gigantesco freak show.
Até se podia fazer um passatempo com as criaturas que faltam entrar em “True Blood”
Só tenho duas coisas a dizer:
Janina Gravankar! :babar:
E onde é que está um sensual tv dela?? :ideia:
Muito bom, este episódio. O primeiro aborreceu-me nalgumas partes. Este não.
Adorei! Passou tão rápido!!! :yeahhh1: Ja disseram tudo.
Bom episódio mas ainda estou de pé atrás.