[SPOILERS] “True Blood” sempre foi uma série caridosa para ambos os sexos. O calor nunca desequilibrou a balança e se num prato ela dança nua, no outro, ele também não se inibe. E meninas, este “I’m Alive and on Fire” é para vocês.
Numa altura em que a Sookie (Anna Paquin) já não se despe como antigamente, são os “heróis” de serviço a tirar a roupa: Eric (Alexander Skarsgård), e Alcide (Joe Manganiello), a competir pelo corpo mais torneado do Verão, numa delirante luta hormonal pelo coração de Sookie. Depois de drenar a fada, o vampiro fica bêbado, louco, e decide fugir. Ela pede então ajuda ao lobisomem, que vem rapidamente em seu auxílio – ele lobo, ela com a manta vermelha, algures na nossa cabeça o inevitável capuchinho. É muito divertida a dinâmica da pequena mulher no meio de homens grandes, conseguindo sempre atingir um sentimento fresco de auto-paródia.
O vampiro é salvo em segurança, o que me confundiu: sempre tive a ideia de que a capacidade de andar de dia, para quem drenasse uma fada por completo, seria eterna e não fugaz. Posso ter percebido mal as regras do jogo. E o jogo está mais quente que nunca como se previa. Um quase beijo e Bill (Stephen Moyer) toca à campainha, não toca mas é como se tocasse. Ele, a terceira peça no coração de Sookie. Ele que descobre que andava enrolado com uma neta da neta, ou por aí perto. São as desvantagens de ser vampiro, estão sempre sujeitos a estas chatices. O que não deixa de ser curioso, visto que com tanto tempo de vida a série nunca tinha oferecido esta hipótese.
A primeira metade do episódio foi rápida e intensa. Eric não foi o único a fugir, Jason (Ryan Kwanten) conseguiu finalmente sair daquele pesadelo bizarro. Com as panteras atrás de si dá o último salto e mata o seu grande rival. Para de seguida aparecer Crystal (Lindsay Pulsipher) e profetizar que ele voltará para si, na lua cheia. Ele cai à beira da estrada e é resgatado por Hoyt (Jim Parrack) e Jessica (Deborah Ann Woll), que lhe oferece o seu sangue. História suja, carregada de momentos fortes, que me deixa absolutamente colado. Jason, pantera? Será mesmo?
Sam (Sam Trammell) vai em busca da sua paixão recente e dá de caras com o inesperado. Ela tem uma filha e um ex-marido lobisomem. Não me parece que o shapeshifter vá viver dias descansados. Ainda para mais com Tommy (Marshall Allman) a dar mais um tiro na perna e deixar-se aprisionar de novo pela sua mãe e o seu asqueroso companheiro. E agora? Não faço ideia. E é isto que a série está a construir de forma estupenda: questões que nos deixam verdadeiramente agarrados, arcos narrativos fortes suspensos sempre pelo fogo, sangue e violência.
Por falar em fogo, falta apenas falar nos olhos de Marnie (Fiona Shaw), a bruxa que deixou Eric amnésico e que agora volta à carga. Ela não, a outra, que foi queimada viva e que usa este corpo para continuar a sua vingança. Imperdível a cara do Lafayette (Nelsan Ellis) e da Tara (Rutina Wesley) quando percebem que ela estava a fazer pior, que ela estava a arrancar um bocado da cara à Pam (Kristin Bauer). Imperdível, este final.
O Melhor: Todos os arcos narrativos estão no topo do interesse.
O Pior: Sentiu-se uma mudança de ritmo a meio do episódio.
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Eu gostei imenso do segundo episódio, mas destes dois últimos nem por isso. Este então, aborreceu-me como tudo. A única coisa que me manteve o interesse foi mesmo as cenas da bruxa e a cena do bebé. No resto não estou minimamente investido. O quitângulo (!!!) Sookie/Eric/Bill/Alcide/Debbie é duma pobreza franciscana; às panteras não acho piada rigorosamente nenhuma; ao Tommy muito menos (ainda por cima voltou a sua família trailertrash, uma das piores coisas que surgiram na série até hoje); o Bill que come a bis-bis-bis-bis-bis-bis-bis-neta… mas não tinha já havido um episódio doutra temporada em que ele se apercebera que era da família do Andy?? Tinha essa ideia, mas se calhar estou enganado… E ainda bem que a Jessica e o Hoyt quase que não apareceram no episódio, senão, com a sua novelinha, ainda tinha afundado mais isto… Já estou como alguém que comentou no post do outro episódio: isto neste momento parece apenas uma novela com alguns elementos fantásticos (ou então algumas séries da CW, que têm de ter sempre os seus múltiplos casalinhos e a constante troca de casais). E novelas de vampiros já vi a Vamp e o Beijo do Vampiro e chegou. Não quero mais, obrigado.
Isto realmente não vai com nada! Na primeira temporada era so carne de fora, agora nada…as pessoas já vêm a série, não é preciso a Sookie se despir pois claro! Agora é manter as mulheres agarradas com Eric, Alcide e Jason.
Eric continua a ser a melhor personagem para mim (juntamente com Pam, sempre em grande!), ele bebado foi de morrer a rir…a Jessica já discordo do ZB, venha muito mais da rapariga, acho que tenho um crush…
Quanto as linhas de argumento: já não posso com o bebé e quero que os rednecks metaformos morram tods que já não os aturo. Aquela “nova” parceira de Bill caiu aos trambulhões e não percebi o porquê da sua inserção na historia sequer. As bruxas ainda se vai acompanhando, nem que não seja para ver novas maneiras do Lafayette e Tara (bem menos irritante esta temporada) de meterem palavrões em cada frase como se fossem vírgulas (claramente são cá do Porto xDDD)
Mas o pior da historia foi mesmo o Jason. Eu gosto muito do personagem, mas não só isto das panteras não me atrai minimamente, como enjoei o numero de vezes que o vi cambaliar no episodio…já percebemos, ele estava fraco e ferido, mas não tinham de o mostrar a cair umas 3 vezes na floresta, mais outra na estrada! Além de que a caracterização das feridas é muito bonita, mas quando pôe os actores a andar para todo o lado com elas dá asas a desastres (Jason a esfregar terra no peito…já nem digo pela estupidez de infectar as feridas, mas nem sinal de dor a faze-lo, é obra!)
Eu gosto da Jessica, mas é quando lhe arranjam histórias de jeito! Já não posso mais com os conflitos amorosos Jessica/Hoyt… Pode ser que aquela história da boneca dê nalguma coisa de mais interesse…
Sim, as cenas do Pentângulo, são de virar os olhos… E algumas histórias estão a tornar-se cada vez piores, como a do Tommy e do Sam.
Devo ser dos poucos que não odeia completamente a história das panteras.
Continuo a adorar a história da Marnie, finalmente uma adversária de peso.
Estes dois últimos episódios são mais fracos que o 2º e o 1º episódio, só espero que seja um build-up para algo muito melhor.
Que episódio tão secante.
Aquela fuga do Jason foi a coisinha mais mal amanhada que eu já vi. E agora deixar no ar o suspense de saber se ele vai ou não transformar-se na próxima lua cheia. E se não se transformar, será que as mulheres hillbillies vão engravidar na mesma?
Se era para sermos fiéis às lendas, então os lobisoments e os werepanthers também só se deviam transformar em noites de lua cheia… e não quando lhes apetece. Sempre evitávamos o tempo todo de antena do Alcide.
E já agora: não é óbvio por demais que a Debbie ainda deve ser a mesma maluca e mais tarde ou mais cedo vai fazer uma cena de ciúmes e vai querer ir dar uma malha na Sookie… outra vez?
Continuo sem saber qual é o papel da Portia Bellefleur, nesta nova temporada.
Não entendo porque raio foram novamente buscar o Tommy, a deficiente da mãe dele e o Joe Lee. A sério, ainda não perceberam que é uma história que os espectadores não gostam e não acrescenta praticamente nada à série em si?
Por último, salvou-se a história do bebé. E cada vez começo a desconfiar daquela boneca assustadora, deve ter sido ela a escrever aquilo na parede!
E o arco das bruxas também lá vai andando – muito graças ao LaFayette, Tara e Pam – se bem que acho sempre um bocado forçado quando eles começam com aqueles círculos de oração, com o Jesus todo concentrado e a Tara e o LaFayette sempre com aquelas caras “wtf?!”.
Ah! E dava jeito que traduzissem sempre os diálogos da Marnie e não ficássemos naquela “Ah, pronto, deve tar pr’ali a falar latim ou algo do género…” e ela “Forticio… Forticio… Forticio…” xD
Eu gostei muito deste. Quem diria que a jogada da amnésia (um dos recursos mais novelescos que os argumentistas poderiam arranjar, a par com uma gravidez falsa!) seria tão benéfica para a série? A verdade é que estou a adorar a dinâmica entre a Sookie e o Eric. A história das bruxas também está muito apelativa e por momentos temi pela vida da Pam! O problema é que histórias secundárias como as do bebé, das panteras e a do Tommy e da sua família (estou com o Vítor: matem-nos todos!!!) retiram tempo ao que realmente interessa.
Para não falar na neta do Bill. Qual é o objectivo?!
:4:
Por acaso gosto do bebé. Não estou a ver o que eles querem com esta história (será efeitos secundários do feitiço feito pela Arlene?), mas acho (sempre achei) bastante piada à dupla Arlene/Terry e é bom que eles tenham algo para fazer em vez de andarem ali só para servir às mesas. Imagino que seja dos poucos, mas também a presença desta história na série tem sido mínima, que se calhar se somarmos a sua duração entre os 4 episódios provavelmente nem chega aos 5 minutos. E se fossem tirar esses cinco minutos para pôr mais treta Sookie/Eric/resto da pandilha (ou qualquer outra das restantes linhas de argumento, excepto as bruxas) mais valia estarem quietos…
Eu achava piada à Arlene na primeira temporada. Agora tornou-se completamente aborrecida, sempre com os mesmos devaneios e conversas. Um bocado como o Laffayette, que já não tem metade da piada que tinha anteriormente…
Eu acho que o bebé ou tem ligação com a bruxaria ou então será já introdução de nova temática para a quinta temporada (o que me parece cedo demais).
Série mais tosca não há. :1:
Mas há mais séries para ver, acho eu.
O que eu acho piada nesta história de trios, quartetos e por aí fora, é a forma como a série goza, de forma saudável, com os clichés. Aquela cena dos dois em tronco nus a fazerem peitos não é, nem pode ser levada a sério.
Em relação ao ritmo, acho que a série está com um andamento excelente, com boa acção e com linhas que realmente prendem a atenção. A mitologia está mais densa, mais cheia e acho que isso está a resultar francamente bem.
Eu preferia quando a mitologia era menos densa.
Acho que querem fazer muita coisa ao mesmo tempo e depois acabam por não fazer nenhuma realmente bem.
Na primeira temporada eram os vampiros e o assassino de vampiros.
Na segunda a Mary Ann e mais vampiros.
Na terceira e quarta: mais vampiros, shapeshifters, lobisomens, werepanthers, bruxas, fadas, bebés macabros… Para mim deviam racionar um bocado as coisas, mas pronto, como não se querem distanciar muito dos livros…
Para mim deviam racionar um bocado as coisas, mas pronto, como não se querem distanciar muito dos livros…
E onde é que ouviste que as coisas eram assim nos livros (porque depreendo pelo comentário que não os lestes)? Nos livros não existem bebés macabros, das bruxas pouco ou nada sabemos, as fadas não têm nada a ver com aquilo que nos é mostrado na série, shapeshifters, werewolves e werepanthers, além de estarem muito bem diferenciados uns dos outros (o que não acontece na série uma vez que as pessoas têm muitas dúvidas em relação ao que os difere uns dos outros), não são nem nunca foram o foco da história. Não existem Tommys nem Mickens, não existem hillbillys viciados em V, não existe Jesus nenhum nem amiga especial da Tara, não existem histórias absurdas paralelas à história central de cada livro. Claro que isto se deve ao facto de os livros serem contados na perspectiva da Sookie portanto aquilo que está a mais na série é fruto da imaginação dos escritores da série e não da escritora dos livros.
Não compreendeste bem a dimensão que dei ao muito.
Li os 3 primeiros livros, depois acabei por deixar de comprar porque pronto, enfim…
Eu sei que os responsáveis da série não tem sido literais na adaptação dos livros e que têm mudado algumas coisas consoante lhes dá mais jeito – por exemplo não mataram o Lafayette logo no final da 1ª temporada porque era um personagem que sem dúvida conquistou os espectadores… Logo tiveram de o manter vivo, arranjar-lhe o tal interesse amoroso e articular com a história das bruxas. Também tornaram a relação entre a Tara e o Mott numa coisa muito mais interessante e brutal. Deram um “marido” ao Rei. Há essas diferenças todas, tens razão.
Mas as linhas principais e a mitologia estão lá. Eu consigo perceber o que são lobisomens, werepanthers, shapeshifters… e a trupe toda. O que estava a querer dizer é que a série podia ter sido inspirada no primeiro e no segundo livros e depois seguir o seu caminho próprio – como acontece com Dexter, por exemplo – mas estão a optar por indo introduzir todos os elementos dos livros da colecção, mudando algumas coisas é verdade, acrescentando outras, mas usando-os como guias, mesmo que isso por vezes não seja muito benéfico para a série.
Ora pelo que li a Charlaine Harris tem contrato pa um total de 13 livros. Vamos ter 13 temporadas de True Blood? Não me parece.
Ora pelo que li a Charlaine Harris tem contrato pa um total de 13 livros. Vamos ter 13 temporadas de True Blood? Não me parece.
E espero bem que não. Mas sim concordo contigo, eles querem introduzir todos os elementos dos livros e dar-lhes um grande foco, o que leva a esta saturação que, a meu ver, não existe nos livros mas, enfim, são decisões criativas da equipa de argumentistas. É pena…
Gostei muito deste episódio e fora a história de Jason e o bebé de Arlene, estou mesmo a gostar da temporada até agora.