[SPOILERS] Ao quinto episódio a quarta temporada de “True Blood” assume-se não só como a mais recheada de mitologia mas também como a mais rápida. As suas antecessoras arderam substancialmente de forma mais lenta, posicionando sem pressa os seus peões no tabuleiro. Aqui as linhas vão chocando umas nas outras, sem prévio aviso.
E este é um dos aspectos que me faz continuar colado, e entusiasmado, a tudo o que se passa. Há todo um movimento contínuo de bola neve que ainda não abrandou desde o apito inicial. Nada é adiado e desta forma o cárcere da bruxa Marnie (Fiona Shaw) acontece: depois do apelo de Pam (Kristin Bauer) – genialmente grotesca – Bill (Stephen Moyer) acede em prender este novo inimigo e interrogá-lo. Rapidamente percebe que o mal não é este, vem doutro sítio, doutra época. A vilã é outra, bruxa latina que quer vingar tudo que foi feito, a si e às suas por vampiros católicos – a explicação de que os vampiros se infiltram nas altas esferas do poder foi desnecessária, nós não somos assim tão burros. Na altura encaminhou uma comunidade inteira de sugadores de sangue em direcção à luz do dia. Agora deve querer repetir o feito, utilizando Marnie como veículo, o que lhe dá uma estranha ambiguidade: ela não tem culpa mas é ela a culpada de tudo isto. E agora?
Antes do questionário do rei, também Sookie (Anna Paquin) tentou a sua sorte e teve a sorte de dar uma palavrinha à sua falecida avó. Depois disto entrou em ruptura com Tara (Rutina Wesley), pois esta descobriu que ela albergava em sua casa o desaparecido Eric (Alexander Skarsgård). Para piorar as coisas não foi só ela que ficou surpreendida, também Bill, no final, descobre finalmente o paradeiro do seu xerife. Logo agora que o vampiro renascido conquistou o coração da telepata, e deu-se o tal beijo.
Paralelamente o bebé de Arlene (Carrie Preston) está a ganhar cada vez mais tempo de antena, quer seja em cenas hilariantes como a do reverendo e a mãe de Tara a cantar, ou momentos arrepiantes como os fósforos a arderem no silêncio da felicidade. Esta é talvez a linha narrativa que se tem mantido mais afastada de todas as outras mas é talvez aquela que vá funcionar como chave mais fulcral de toda a trama. Ainda é cedo para certezas. Noutro campo, Jason (Ryan Kwanten), depois de ter bebido o sangue de Jessica (Deborah Ann Woll), começa a ter os inevitáveis sonhos eróticos com ela. Jason, castigado por ter sexo a mais – divertidíssimo diálogo – encontra agora um novo problema. E as panteras? E a Lua Cheia que já chegou?
Neste molho de criaturas há quem fique, como Alcide (Joe Manganiello), que recebe uma ameaça do pack lá da zona, e há que fuja, como Lafayettee (Nelson Ellis) e Jesus (Kevin Alejandro), em busca do seu avô, um poderoso e sinistro bruxo. Homem que pelos vistos já o aguardava. Desenvolvimentos aguardam-se. Por último, recuando ao início, Tommy (Marshall Allman) mata a sua mãe e o seu companheiro e pede ajuda ao seu irmão para se livrar dos corpos. Este, em tempos assassino, decide esquecer as divergências que desde sempre os separaram e acede em ajudá-lo. Os crocodilos fizeram o resto. E é o adeus a duas personagens que pouco nos deram. Descansem em paz.
Volta a faltar o preenchimento temporal daquele ano que não vimos. Se não voltam a tocar nesse assunto o salto executado acaba por servir de muito pouco. Foram abertas portas muito interessantes que não devem ser de todo esquecidas.
O Melhor: A rapidez com que alguns assuntos são resolvidos.
O Pior: Esqueceram-se de que saltámos um ano, de novo.
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Não entendo a insistência no facto de terem saltado um ano.
Por exemplo a minha vida pouco ou nada mudou no último ano.
Eu gostei deste episódio, pela primeira vez esta temporada.
Teve uns momentos bem interessantes que me fizeram recordar a 2ª temporada.
:3meio:
Achei que foi o melhor episódio desde o segundo.
Muito graças à Pam e aquele aspecto grotesco, a que não estamos nada habituados.
A Marnie também teve ali alguns momentos interessantes, especialmente no diálogo com a Sookie e nas visões da bruxa que a possui.
Não gosto nada deste Eric. Parece uma menina e não tem nenhum daquele humor negro das temporadas anteriores.
O Joe Lee e a mãe do Tony foram desta para outra e ainda bem! É que não ficam a fazer falta mesmo nenhuma.
Foi engraçado ver a mãe da Tara de regresso, e todo o alarido em redor do bebé. Foi uma cena claramente ligada ao genérico da série.
Depois houveram as histórias mais fraquinhas, tipo Jason/Hoyt/Jessica, Jesus/LaFayette, Bill/Portia, mas pronto, no geral um episódio bom.
A bruxa não era latina e sim espanhola, nao existiam padres na America durante a idade media.
O termo latino não se refere só à América Latina, mas sim a todos as culturas que descendem dos antigos romanos, como a espanhola.
Aquela introdução forçada de uma trama para o Alcide era completamente desnecessária, se o queriam na série mais valia ele ter ficado perto da sookie, agora vão inventar mais porcaria para uma temporada que já tem coisas demais para contar, seja como for ele só está na série para a aparecer nu e portanto é inútil a sua presença.
Aquela morte dos pais do Tommy é outra que me parece metida ali à força, claramente não havia nada de interessante para jogar com aqueles dois e agora toma lá disto… já sabemos que provavelmente alguém deve descobrir e tal… mas o toque dos marshmallows teve piada.
A Tara fugiu finalmente para a sua namorada assim esperamos, que ela aqui na série não faz nada… ou vamos levar com o drama das aldrabices dela com a amiga?
E o Jason, já sabemos que há forma de meter os personagens mais improváveis na cama… basta beber o seu sangue. Teve piada para um plot inútil.
Esta temporada não me está a agradar tanto, continuamos com coisas demais e pouca convergência de tramas… Não sei onde isto vai parar, mas e as fadas já não interessam?
Coitado do Godric está limitado a fazer uma cena por temporada só para agradar a não sei quem. lol
Quer me parecer que esta morte dos pais do Tommy é bem mais relevante do que se imagina!
Lembram-se da história de quem mata os progenitores pode transformar-se num humano^?
De qualquer das formas, estou a gostar bastante desta temporada
Gostei bastante deste episódio. Achei-o divertido e nada aborrecido.