[SPOILERS] O título do sexto episódio de “True Blood” divide-se em duas referências díspares: a da lua cheia, autora de inúmeras e diversificadas bizarrias, e a da canção de Neko Case com o mesmo nome, senhora dos minutos finais desta história.
E se a lua cheia foi um espectáculo merecedor da nossa atenção, o final ao som daquela música nem por isso. Aliás é de momentos como este – saídos de qualquer guião de “One Tree Hill” – que esta série não precisa. Bill (Stephen Moyer), furioso vai a casa de Sookie (Anna Paquin) e prende Eric (Alexander Skarsgård). Cego de ciúmes invoca que o gigante louro é um perigo para a comunidade e sentenceia-lhe a “morte verdadeira”. No momento de aplicar a bonita estaca no renovado coração ouve as (supostas últimas palavras) de Eric e muda de ideias, soltando este e a sua companheira centenária – e podre – Pam (Kristin Bauer). É o fim de um casal e o início de outro, mas nunca, em momento algum, as relações, o sexo, os sentimentos, foram retratados de forma tão pirosa.
Minutos finais absolutamente desnecessários para um episódio cheio de movimento e força. Toda a mitologia apareceu com a luz da lua cheia e nunca a expressão freak show ganhou tanto significado. Comecemos por Tommy (Marshall Allman) e o homicídio daqueles que o criaram. Não me passou em momento algum que o adeus daquelas personagens fosse a alavanca para podermos assistir aquilo que nos tinha sido contado em lenda: uma nova classe de shapshifters! Aqueles que se conseguem transformar noutras pessoas. Desta forma ele transforma-se no Sam (Sam Trammell) e vive a sua vida por um dia: diz umas verdades valentes a Sookie, fala com a sua ex-protectora e por fim acaba na cama com a nova namorada do irmão. É um enorme leque de possibilidades que aqui se abre e um novo fôlego para uma personagem que nunca teve especial interesse.
Enquanto uns se transformam outros ficam à espera, de se transformar. Jason (Ryan Kwanten) continua convencido que as mordidelas bastaram para que seja agora um werepanther – Alcide (Joe Manganiello), já resignado em aceitar o seu novo pack, explicou que as coisas não funcionam assim – e desta forma corre rumo à floresta. Lá encontra Jessica (Deborah Ann Woll), aquela que o salvou e que desta forma sente o seu medo. Nada aconteceu, de sobrenatural ou sentimental, mas prevê-se alguma espécie de romance entre estes dois. O que não é interessante, de forma alguma.
Paralelamente às árvores tivemos o bloco da bruxaria. Marnie (Fiona Shaw), ainda presa, pede ajuda aquela que a tem possuído e vislumbra por momentos mais um pouco da sua história. De sangue e vingança. Um dos xerifes é um dos vampiros que esteve lá, que a violou e maltratou. Convencido de que conseguiria vingar todos aqueles que arderam ao sol abre a cela da bruxa, grande grande erro. Não muito longe dali, o bebé de Arlene (Carrie Preston) volta a fazer das suas e aqueles fósforos foram o início de um incêndio que devastou toda a habitação. Cá fora olha para o fantasma do que aparenta ser mais uma bruxa. Por fim, Jesus (Kevin Alejandro) pede ajuda ao seu avô. Mas o velho é estranho, e sinistro, e o seu conceito de auxílio não é aquele que estávamos à espera: faz com que uma cobra morda o seu neto e é Lafayette (Nelsan Ellis) que, possuído, o salva. Será que transformar o cozinheiro num recipiente de espíritos era o plano? Ao que parece sim. Ao que parece está pronto para se salvar a si e à sua prima, que volta a estar em apuros.
Assim, com inúmeras histórias a arder e um final piroso damos por concluída a primeira metade da quarta temporada. Venha a segunda.
O Melhor: A nova classe de shapshifters aparece na personagem certa.
O Pior: Aquele final, tipo, a sério?
[starreview]
[starrater]




Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Para mim este foi o melhor da temporada. De longe. Os flashbacks, a clara conexão entre a história do Jesus e do seu avô com a história da Marnie e do espírito da bruxa espanhola, o Tommy a ter finalmente algum interesse para a trama e até o desenvolvimento da história do bebé da Arlene foram os principais destaques. A montagem do fim e as doses de romance não me incomodaram, bem pelo contrário. No meio deste grande “freak show”, onde a violência e o sangue imperam, algum sentimento para contrabalançar até é bem-vindo.
E ainda houve espaço para a crítica social (ainda que em menores proporções do que na segunda temporada), nomeadamente na cena que Sookie partilha com Jason, onde ambos divagam sobre o que significa ser diferente.
Grande episódio!
:5:
É o fim de um casal e o início de outro, mas nunca, em momento algum, as relações, o sexo, os sentimentos, foram retratados de forma tão pirosa.
Amén!!
Depois do episódio da semana, que foi para mim o melhor da temporada, estava apreensiva e com razão. Não gosto nada dos episódios desta escritora e só de pensar que ela é a Vice-produtora executiva só me dá vontade de atirar de uma ponte abaixo.
Tirando a excelente interpretação do Sam a imitar o Tommy e alguns bons diálogos (o confronto Sookie/Bill) tudo o resto me pareceu um tiro ao lado.
Não consigo compreender porque é que abichanaram tanto o Eric. Se ele não se esqueceu que é um vampiro, porque raio não age ele como um vampiro? Comparando-o à Jessica, que é uma vampira bébé e que tem dificuldades em controlar os impulsos, porque é que ele aceita tão docilmente o ser preso e que o Bill o mate? Toda aquela cena de “podes me matar porque eu agora sei o que é o amor” foi estúpido e completamente desnecessário, excepto se a única finalidade era pôr o Bill a fazer boa figura.
E a cena do final parece saída de um dos livros da Harlequin, daqueles maus mesmo! Que desilusão, tou farta da Raelle Tucker e se o Alan Ball lhe passar a pasta quando sair eu deixo de ver a série, por completo.
Eu até gostei do episódio… Foi claramente o melhora da temporada. Ao menos temos uma história e um rumo. Algo que não houve na temporada passada…
Alguém reparou que a conversa entre o Jason e a Jéssica teve várias partes extremamente semelhantes com partes de The Vampire Diaries…
Se fosse o contrário toda a gente diria que estava a emitar.
:4:
Bem eu só sei que o pessoal de True Blood gosta de encher chouriços. Eu continuo a gostar da série mas passo metade do episódio a andar para a frente o que é muito estúpido. E eu devo ser para ai a unica rapariga que não acha muito piada a este Eric. Esta coisa de vampiros lamechas faz me lembrar o outro que brilha * urgh*. Onde estão os Lestats desta vida??? XD Aquela cena do ela pode ficar contigo Bill, quer é que ela seja feliz parecia uma novela da TVI. Mas pronto antes que leve porrada de alguém vou dizer que gostei da review.
Sou só eu que começo a achar que este Bill é um personagem nova e nada tem a ver com o que vimos nas temporadas antereores?
Será que terei visto um episódio diferente?
Fiquei meio atrapalhado, são bastantes histórias ao mesmo tempo e muitas partes “pirosas”. Trios amorosos a dar com um pau…
Este episódio suou-me a Telenovela…
A história da bruxa ainda é a que me mantém acordado…Sim, porque vi o episódio às 5h, daí se calhar o meu mau humor… Mas também pouco ou nada avançou… Estou à espera de bastante melhor desta série… Mesmo!
:3:
ALERTA, ALERTA – NOVELA MEXICANA
Todas as storylines interessantes excepto uma… Sokkie e Eric? Porra… foi forçado demais este romance… ele com umas conversas de gente e em dois dias ‘abre as pernas’ da Sookie… Que fácil!
Gostei do ‘Sam’ a dizer-lhe as verdades… a coisa mais acertada que se viu da personagem!
:4:
Pronto arruinaram a temporada… isto ainda dava alguma esperança, mas claramente afundou-se e transformaram isto no Vampire Diaries 2. :suicide1:
Fantástico, continuas a tua saga de difamação quando já assumiste que não vês a série.
Apesar de gostar de Neko Case e achar que a sua música dá sempre um encantozinho aos créditos finais de uma série (como deu num episódio da “The Killing”), não gostei muito da plot Sookie/Eric. E para quem se estava a queixar muito dos mosquitos, não demorou muito a tirar a soutien. Para além disso, talvez seja como li num comentário “Agora que a Anna Paquin se despiu, é que a temporada começou a sério!”.
De resto acho que todas as histórias estiveram muito bem. De destacar alguns diálogos, que pronto, apesar de não serem perfeitos, conseguiram ser bastante melhores/mais honesto, do que o que a série nos apresenta normalmente. (Jason/Sookie e especialmente, Jason/Jessica – que curiosamente, têm uma química interessante).
Destaque também para o Sam Tramell, que teve uma excelente prestação. Debaixo de toda a campyness da série, é por vezes difícil reconhecer um bom actor, mas ele esteve excelente a captar os maneirismos do Tommy.
PS: Só espero que o relacionamento Eric/Sookie seja uma cena temporária para calar as fan-girls (uma ideia que pessoalmente odeio). Mas quem conhece o trabalho do Alan Ball, sabe que ele adora lixar todas as relações possíveis (exemplo recente: Hoyt/Jessica).
Não gostei.
Não foi tanto o final que me fez impressão, foi mesmo a postura do Eric, que como já tinha comentado, passou de vampiro a santo (btw, quando é que entram os Anjos em True Blood? acho que já só faltam eles…), toda aquela conversa do amor, do perdão, de a Sookie ficar com alguém que a ama… blherc.
Depois acho que a Sookie encontrar na floresta o Alcide e a Debbie foi muito forçado. Tal como foi o facto de o Tommy voltar ao corpo original precisamente depois de a menina ter saído. Mais uns segundos e poupavam-nos toda a confusão que está para vir. No entanto, fiquei surpreso, pela positiva de terem usado o Tommy para por em prática a tal história da nova classe de shapeshifters.
E toda a história de Hotshot foi uma enorme estupidez. Então afinal é genético? Não vai lá por mordedura? Então nem os próprios werepanthers sabem como nascem? Tudo bem que são uma cambada de hillbillies, mas mesmo assim acho que pelo menos deveriam saber como é que são criados… mas não… vamos simular aqui as coisas durante uns episódios e depois então explicamos que afinal era só uma partida para enganar o telespectador! Por favor…
E toda a história do Jesus e do Lafayette continua a ser uma porcaria. Não arranjo outro termo.
Os melhores momentos foram mesmo as cenas da Marnie. E da Pam.
:2meio:
qual o nome da musica que tocou no final??
“I Wish I Was the Moon Tonight”, de Neko Case.
Tinha a mesma pergunta obrigado
VALEWWWWW
:titanic: esta série vai afundar, vai vai…
Gostei bastante mas ainda fico de pé atrás. Vamos a ver o que vem aí.