Grey’s Anatomy: 8×01/8×02 – Free Falling/She’s Gone (ABC)

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[SPOILERS] Owen: “You’d cut off my leg for me wouldn’t you?”/ Cristina: “Well I wouldn’t botch it like that guy did. I’d leave you with a nice stump so you could get prosthesis.” Depois de um final de temporada que para muitos foi decepcionante, “Grey’s Anatomy” regressa para o seu oitavo ano disposta a redimir-se dos erros do passado, presenteando-nos com um duplo episódio que nos remete de imediato para os primórdios da série.

Desde logo, verificamos que as coisas não mudaram muito desde o último season finale: Mer (Ellen Pompeo) e Derek (Patrick Dempsey) estão separados devido ao estudo de Alzheimer e nem a adopção da pequena Zola parece amolecer o coração de Derek. Cristina (Sandra Oh) e Owen (Kevin McKidd) também estão separados porque ele quer um filho e ela um aborto. Kepner (Sarah Drew), por sua vez, inicia a sua nova função como chefe dos residentes mas, ninguém parece ligar muito a esse pormenor e Alex (Justin Chambers) continua a ser odiado e ignorado por todos os seus colegas.

Meredith: “Do you have what it takes? If your marriage is in trouble, can you weather the storm? When the ground gives way and your world collapses, maybe you just need to have faith and trust that you can survive this together. Maybe you just need to hold on tight and no matter what, don’t let go.”

Como se a sua situação não fosse suficientemente má, Meredith ainda recebe a notícia do seu despedimento e vê o processo de adopção de Zola em perigo por ter ocultado da assistente social a sua actual situação profissional e pessoal. É claro que a esta altura do campeonato e depois de tudo o que já presenciamos, ninguém acredita verdadeiramente que alguém possa ser despedido no “Seattle Grace Hospital”, independentemente da gravidade da situação. Como tal, era praticamente um dado adquirido que a situação de Mer seria revertível, ficando apenas a questão no ar do “como” e “quando”. O facto de a terem resolvido tão cedo foi uma agradável surpresa, bem como, o facto de ser Richard (James Pickens Jr.) o principal responsável pela resolução da mesma pois, não só demonstrou coerência com toda a evolução deste arco, como também, reforçou mais uma vez, o quanto Richard se preocupa com Meredith. Daqui resultam igualmente algumas premissas bastante interessantes para esta nova temporada nomeadamente, o futuro profissional de Richard e o seu papel na série e principalmente a evolução do relacionamento profissional entre Bailey (Chandra Wilson) e Mer já que a primeira deixou bastante claro o seu desagrado para com o comportamento da sua antiga interna.

Meredith: “You think that true love is the only thing that can crush your heart; that will take your life and light it up or destroy it. Then you become a mother.”

Quanto ao processo de adopção de Zola, apesar dos esforços dos seus amigos (caramba, como foi bom ver aqueles três a trabalhar novamente em equipa), e até de Derek, os alarmes foram accionados e todo o processo terá de ser reavaliado. Este foi possivelmente a história que mais emoção conseguiu despertar ao longo dos quase 90 minutos do episódio. Em primeiro lugar devido ao facto de a evolução e crescimento de Mer continuar a ser uma surpresa para mim. É certo que apesar de todo o amadurecimento que a personagem tem vindo a revelar nestes últimos tempos, ela continua a ter atitudes completamente impulsivas e irracionais e o que ela fez com o estudo é absolutamente condenável mas, ainda assim é igualmente impossível deixar de sentir empatia e compreensão pelas suas atitudes pois, por mais condenáveis que estas sejam, revelam sempre o que de melhor existe em Mer: a sua capacidade inesgotável de ajudar e amar aqueles que a rodeiam e, é precisamente por isto, que aquela cena final se tornou ainda mais arrasadora.

Quanto a Derek, mesmo não sendo grande simpatizante da personagem desde os longínquos tempos da segunda temporada, até compreendo as suas atitudes. Ele não está apenas zangado com Mer por ela ter destruído o estudo clínico de ambos, ele está revoltado (e aterrorizado), porque ela destruiu a pequena hipótese que restava de conseguirem encontrar uma cura para uma doença que a pessoa que ele mais ama possa vir a desenvolver. No entanto, nada justifica o facto de abandonar a pessoa que se ama quando ela mais precisa de apoio.

Quem entendeu essa ideia na perfeição foi Owen, que finalmente chegou à conclusão que não pode simplesmente transformar a pessoa que ele ama naquilo que ela não é. Confesso que tinha alguns receios na forma como este arco iria ser abordado, principalmente depois de ver que Cristina continuava grávida. Contudo, é de admirar a sensibilidade com que trataram um tema tão delicado como o aborto. Independentemente das convicções e dos juízos de valor de cada um, é um facto que Cristina Yang não nasceu para ser mãe, e se alterassem isso iram mudar completamente a essência da personagem. Por outro lado, mostrarem o ponto de vista do lado oposto, de alguém que cresceu com uma mãe que nunca a quis, foi claramente uma aposta ganha (a propósito Ellen Pompeo parece que nasceu para fazer cenas assim… aqueles olhos azuis marejados e aquela voz hesitante não deixam ninguém indiferente), que conseguiu aumentar ainda mais o sentimento de compreensão com a decisão de Cristina.

Cristina: “I’m loving the back to basics. It’s so valuable!”

A vertente médica também teve direito a um bom destaque principalmente quando teve início o desafio do “Gunther”. Foi excelente sentir todo aquele clima de competição e ver os residentes (só ficou a faltar a Meredith), a trabalharem em conjunto. Quanto ao caso médico principal do casal e da amputação da perna, a ideia foi boa mas, a execução não foi a melhor, já que o mesmo poderia ter um impacto bastante superior. Ainda assim, foi um dos melhores casos dos últimos tempos.

Um dos aspectos que me fez apostar em mais uma temporada de “Grey’s Anatomy”, foi a promessa de Shonda Rimes em devolver o protagonismo da série às suas personagens originais e para já, a autora parece determinada em cumprir o prometido. O resultado, como seria de esperar, foi um episódio emocionante, repleto de bons momentos que no final nos deixa com uma lágrima no canto do olho mas, um grande sorriso no rosto.

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Claire: "Well, isn't it comforting to know that being miserable is still better than being an idiot?”

2 Respostas para “Grey’s Anatomy: 8×01/8×02 – Free Falling/She’s Gone (ABC)” Subscribe

  1. Anónimo 26/09/2011 às 19:45 #

    Ah, já tinha saudades de Greys assim com aquele núcleo duro de tempos idos e que quase me fazem chorar. Gostei do regresso, fiquei admirada por de facto terem avançado com a história do aborto de Christina e estou com bastante curiosidade para ver o que vão fazer a Richard.

    • Cissa 27/09/2011 às 20:00 #

      Aquela cena final fez-me mesmo chorar!

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