Pan Am: 1×01 – Pilot (ABC)

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[SPOILERS] Pan Am, mais que uma companhia aérea foi um ícone cultural do século 20. Sempre na vanguarda da aviação a sua história está interligada com os avanços neste modo de viajar. Nesta altura, voar era uma aventura completamente diferente e não apenas pelos avanços da tecnologia com o aparecimento dos primeiros aviões a jacto, mas também pela experiência a bordo. Esta companhia conseguiu conjugar este dois aspectos e revolucionou a indústria e com esta série vamos poder saborear um pouco destes anos dourados da aviação.

Esta critica será um pouco diferente e terá uma estrutura mais de apresentação para delinear os intervenientes e as histórias que o seguiram. Para a semana já será uma critica mais típica com texto mais corrido e com uma análise mais pormenorizada aos acontecimentos. Desta forma era mais fácil apresentar a série.

Como seria de esperar aqui o que interessa é as vidas das assistentes de bordo e dos pilotos. Nos anos 60 estas duas profissões eram das mais cobiçadas e eram um símbolo e um sonho para muitas pessoa por esse Mundo fora. Vamos então conhecer melhor as personagens e como a série se foca mais na vida das assistentes de bordo comecemos por aí.

Maggie (Christina Ricci) – Mesmo estando impedida de voar foi chamada à ultima da hora para este voo e pouco mais sabemos sobre ela neste primeiro episódio. Para já não tem grande impacto nas histórias apresentadas e resta esperar para ver o que será o seu arco nesta primeira temporada. Apesar disto pareceu-me uma personagem interessante que conseguiu cativar-me e a actriz deu-lhe um tom de irreverente engraçada que gostei de ver. Espero que venha a ter um papel mais interventivo e que não se fique por aqui.

Kate (Kelli Garner) – Esta personagem já teve mais em destaque e começou logo com uma história interessante que promete muitas peripécias. Através de um encontro em Roma foi recrutada para fazer uns trabalhos para a CIA e neste voo tem a sua primeira missão. Uma missão que me deixou curioso com o resultado final e que acaba por ter uma surpresa  no seu desfecho. Será uma personagem a seguir com interesse pois terá as histórias mais ligadas ao suspense e com mais tensão. Irá acabar como Kate?

Colette (Karine Vanasse) – É uma personagem que me cativou logo do início e apesar da sua apresentação ter estado ligado a uma vertente mais que batida, não me desiludiu. Neste voo também está o homem com que tem tido encontros românticos, o problema é que ele é casado e voa acompanhado da mulher e filho. Encurralada sobre o Atlântico tem de lidar com esta situação sempre com um sorriso nos lábios e com boa disposição. No fim também temos a revelação de que a mulher sabe do caso do marido. Como disse gostei bastante desta personagem e espero que tenha outras histórias daqui para a frente e não apenas as suas escapadas românticas por esse Mundo fora.

Laura (Margot Robbie) – A irmã de Kate que desiste do seu casamento, no próprio dia, para seguir outra vida. Uma vida onde possa ser livre e conhecer o Mundo. Nada melhor do que seguir os passos da irmã e juntar-se as fileiras da Pan Am. A juntar a isso a sua imagem corre Mundo já que a sua cara encontra-se na capa da revista Life, algo que a deixa pouco confortável. Para já é o que sabemos da personagem mais tímida e introvertida. Este conflito interno foi já aparecendo e gostava que continuasse. O que será o seu futuro? Cá estaremos para descobrir.

Bridget (Annabelle Wallis) – Com um carácter mais secundário temos Bridget que anda desaparecida e não comparece para este voo. Descobrimos que foi ela que recomendou Kate aos serviços secretos e que o seu corte de relações com tudo e todos poderá vir do passado ligado à agência de inteligência. Veremos o que este mistério nos dará nos próximos episódios, no entanto gostei de ver este clima de espionagem da Guerra Fria.

Os dois pilotos Dean (Mike Vogel) e Ted (Michael Mosley) ocupam para já um lugar mais secundário e é provável que mais para a frente possamos descobrir mais sobre eles. Ainda assim a relação de Dean com Bridget faz com que tenhamos a oportunidade de ver o passado de ambos e talvez no futuro os dois se voltem a encontrar.

Como primeiro episódio faz os possíveis para apresentar todas as personagens, o que consegue até um certo ponto tendo de encurtar alguns caminhos para o realizar dentro do tempo disponível. Optaram por usar as histórias com mais impacto e começar a desbravar caminho por esses trilhos e agora ao longo dos próximos episódio, de certo, iremos descobrir mais sobre cada uma destas mulheres. Acho que foi uma boa aposta já que apresentaram a imagem da época e deram-lhe um pouco de mistério para agarrar os espectadores. Sendo o piloto é também normal ter um ar mais trabalhado e de ser um regalo para os olhos, não é perfeita a esse nível mas para uma série de canal aberto conseguiu por-nos dentro daquela época de forma convincente.

Para já a série conseguiu o mais importante, ter personagens que criem empatia e a partir daí é criar histórias que nos levem para uma grande aventura. Se quiserem aproveitar momentos da história da companhia ou do Mundo, nestes anos 60, têm muito por onde escolher e será sempre uma mais valia. Neste piloto souberam fazê-lo e gostei de ver esses pormenores espero que não acabem.

O episódio acaba da melhor maneira com uma cena onde vemos as assistentes de bordo, os símbolos da Pan Am, a percorrerem o caminho até ao avião sempre com o sorriso característico. A assistir a esta imagem está uma criança que estará a sonhar com o dia em que será uma daquelas mulheres.

Resumindo, foi um episódio que me agradou, talvez mais do que esperava. Aquilo que mais gostei foi mesmo de ter personagens interessantes e já mostrar algumas histórias que podem vir a trazer bons momentos. São poucas as séries que me despertem curiosidade em tantas personagens logo no primeiro episódio, aqui apesar de haver uma ou outra com mais potencial fiquei interessado em saber mais sobre estas jovens mulheres. O ambiente criado foi bem conseguido e é um bom background para a história destas mulheres. Também gostava que não abandonassem esta vertente de conhecer o Mundo, pois era uma das imagens da companhia. Existem coisas a melhorar e erros em que não devem cair, mas para já dá-se o desconto. Se conseguirem que a vida pessoal destas assistentes desperte interesse e não seja apenas uma reciclagem medíocre de tudo o que já está mais que batido, poderá ser uma aposta ganha deste canal.

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Every time I've ever believed in a happy ending I've gotten severely fucked.

8 Respostas para “Pan Am: 1×01 – Pilot (ABC)” Subscribe

  1. Daniel Catita 26/09/2011 às 20:40 #

    Também já assisti. Não dava nada pela série, mas as promos que foram passando durante Desperate Housewives – e não ter nada para ver hoje – deu-me vontade de assistir a Pan Am. Gostei essencialmente da imagem, do clima luxuoso quase à la Titanic e do sentimento de Guerra Fria que por ali se vive. O que mais me cativou foi a história de Kate, Bridget e as suas missões para a CIA. Fiquei surpreendido e vou ver mais uns episódios.

    • João Fernandes 27/09/2011 às 11:50 #

      Neste piloto essa história acaba por ser a que tem mais destaque e não é por acaso que foi a escolhida para liderar esta apresentação. Todo o mistério e possíveis resultados dá para construir um arco interessante, isto se não se espalharem.

      O clima da época é sempre uma mais valia e se o souberem aproveitar então ainda melhor.

  2. Mbento 27/09/2011 às 23:53 #

    Uma coisa é certa esta série quando comparada com The Playboy club fica muitos pontos acima. Mas o problema é que tudo pareceu meio confuso… a certa altura estava-me a questionar qual era mesmo o argumento principal da série… nem quem é na realidade a protagonista. A cristina ricci entrou ali sem ter qualquer relevância, quando à partida ela seria a ‘cara’ da série talvez por ser a actriz mais conhecida… mas nada. Focaram-se numa trama à volta de missões da Cia e algumas historias do passado recente das outras hospedeiras. O ambiente funcionou e a produção esteve muito bem… mas é cedo para avaliar onde isto vai dar, porque sinceramente senti que não havia ali uma historia que fosse o ponto do partida. No entanto fiquei com vontade de continuar a ver, sempre foi um pouco mais do que esperava.

    • João Fernandes 28/09/2011 às 20:41 #

      Fica uns pontos bem acima, não sendo perfeita aqui temos já vislumbres de boa qualidade.

      O ser confuso é normal já que quiseram mostrar o máximo de todas as personagens e mesmo assim tiveram de se focar numa história que cativasse logo do início.

      Acho que a maior parte pensava que a Christina Ricci iria ter um papel mais relevante, no piloto isso não aconteceu o que pode ter criado alguma surpresa, mas de certo que com o tempo terá mais destaque. A mim não me faz diferença e até é bom sinal que tenham tempo para explorar todas as personagens. Ainda está tudo muito verde e veremos o que nos reservam.

  3. vitoscano 28/09/2011 às 14:39 #

    Gostei foi do melhor que vi até agora das novidades, adorei o final, esta para já vou continuar a seguir.

    • João Fernandes 28/09/2011 às 20:42 #

      Aquele final foi uma bela imagem e para mim também acabou por ser uma das melhores novidades.

  4. LR 30/09/2011 às 22:42 #

    Wow, este piloto foi facilmente para mim o melhor da nova temporada. Talvez um dos melhores pilotos para um canal aberto que já vi.
    Se a série manter a qualidade que se viu aqui, acho temos um excelente série. Espero que melhore e que as audiências se mantenham.

  5. Armindo Paulo Ferreira 08/11/2011 às 02:47 #

    Tinha espectativa mas deixei-me a esperar pra ver na SIC o que valia. Chegado ao dia da exibição, passa ao mesmo tempo da serie da TVI, a Terra Nova. Não estava em minha casa sequer e viu-se dinossauros e não pude ver a Pan AM.
    Saquei dois episodios da Pan Am no mesmo Domingo… vi-os á noite!

    Tremenda série!
    Mais que as personagens e as boas interpretações da Kely Garner e da Christina Ricci, o que sobressai aqui é até mesmo o design de produção que é muito acima da media. Reconstituição de época credível, o glamour fashion, os tons de cores pastel e sobretudo a excelência musical da banda-sonora (alguém reparou na qualidade das escolhas easy-listening, jazz, standards, etc… que fazem sobressair o espirito de cada cena?).
    Todo o tom de “Pan Am” arrebatou-me… é uma serie admirável, mesmo que muito feminina (é diria que uma espécie de Mad Man no feminino) e vou seguir com entusiasmo, se o nivel assim se manter. E o segundo episódio assim se manteve e a de Paris… gostei!

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