[SPOILERS] E assim à terceira semana, “Parenthood” prova que apostou forte na nova temporada e continua em grande com mais um excelente episódio, sobre diferentes famílias que são, no fundo, a mesma.
Uma das duplas que não temos visto muito mas que foi umas das mais engraçadas do episódio foi Zeek (Craig T. Nelson) e Drew (Miles Heizer) por isso começo por aí para dizer que se tivesse um avô como Zeek morria de vergonha. Por mais boas intenções que o avô possa ter tido para com o neto, o rapaz já é crescidinho! Mesmo assim, diverti-me muito com esta dupla e foi bom ver finalmente Drew ter uma história no episódio, nem que seja com um simples interesse amoroso.
Quem também tem um novo interesse amoroso é Jasmine (Joy Bryant), para desagrado de Crosby (Dax Shepard). As interacções entre estes dois são excelentes e a química é palpável, por isso tenho a certeza que esta história ainda vai render bons momentos cómicos mas, também tem potencialidades de dar azo a conversas mais sérias e, espero, a reconciliação dos pais de Jabbar (Tyree Brown) e a continuação da evolução de Crosby.
Kristina (Monica Potter) é que não está muito contente com Crosby. Gostei muito da conversa entre os cunhados, foi muito sincera e bem interpretada, e é uma das melhores coisas nesta série, todas as personagens interagem e isso é muito bom para a veracidade que a série pretende transmitir, afinal, são uma família. Para além da preocupação com o futuro económico, Kristina ainda tem a preocupação de não saber se carrega mais um filho com necessidades especiais. Confesso que nunca me lembrei que desta gravidez pudesse vir outro Max (Max Burkholder), mas fiquei muito contente por saber que as probabilidades são menores com a vinda de uma menina. Essa é outro dos grandes trunfos da série, põe-nos sempre a torcer pelas personagens e ficar genuinamente contentes quando algo lhes corre bem.
A acrescentar a estes problemas, Adam (Peter Krause) ainda tem de lidar com a situação de Alex (Michael B. Jordan) e, depois de Haddie (Sarah Ramos) no episódio anterior ter recorrido ao rapaz em quem Alex bateu para retirar a queixa de agressão, agora é a vez de Adam ir directamente aos pais do rapaz e, de forma calma e eloquente, convencê-los a retirar a acusação. Excelente Adam, e excelente Alex.
Quem também teve excelente (tenho mesmo de começar a usar outros adjectivos) foram Sarah (Lauren Graham) e Amber (Mae Whitman). Mais uma vez a vertente mãe-galinha de Sarah veio ao de cima, o que até à cena final me estava a parecer cansativo, está mais do que visto e revisto, e sinceramente tanto a relação com Mark (Jason Ritter) ou a vida profissional de Sarah me interessam mais do que o que já vi antes. Até à cena da ratazana. Se faltava comédia física à série, depois desta cena deixou de faltar. Completamente hilariante e avanço já para o prémio de cena mais hilariante até ao momento na temporada televisiva 2011/2012.
Por último, Julia (Erika Christensen) ficou a saber porque é que Zoe (Rosa Salazar) nunca lhe deixaria adoptar o seu bebé, e foi uma razão completamente verosímil e uma cena muito bonita entre as duas. No entanto, se bem conheço esta série, isto não fica por aqui e não deve faltar muito para vermos Zoe em mais um evento da família Braverman.
Conclusão, um excelente episódio, com um ritmo um nadinha mais parado do que os anteriores mas que confirma a consistência desta série, que cada vez me dá mais prazer assistir.
O Melhor: Amber, Sarah e a ratazana.
O Pior: Haddie, porquê tão irritante?





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A cena do Drew a convidar a rapariga com o avô e a mãe a verem tudo foi muito boa. Pode ser que o rapaz tenha mais alguma coisa para fazer nesta temporada. O avô já se sabe mete o nariz em todos os problemas e às vezes cria aqueles momentos awkward.
Sarah e Amber traz sempre bons momentos e este episódio não é excepção. Estes primeiros tempos vai ser difícil a Sarah deixar a filha sozinha muito tempo.
Crosby e Jasmine, para já não está a ser aborrecido e mesmo que o desfecho seja o mais provável, estão a levar as coisa pelo bom caminho.
A vinda do novo bebé pode ser uma coisa boa e criar ali novas dinâmicas. Pode desviar ainda mais o protagonismo do Max que já tem vindo a diminuir, algo que tem dado bons resultados para a qualidade da série.
A Julia e o bebé da Zoe era bom que ficasse por aqui e se ela voltasse a aparecer que não seja para trazer este assunto de novo para cima da mesa. Ficou bem resolvido e não é preciso mais drama desnecessário. Se for para ajudar como amiga nos problemas da jovem não há grande problema.
Para já a série está a seguir um bom caminho e este terceiro episódio pareceu-me um fechar dos primeiros arcos da temporada e o abri de algumas histórias que poderão ter mais desenvolvimento daqui para a frente.
Eu estou muito curiosa para ver como vão lidar com mais um membro na família Braverman, espero é que consigam derrotar os clichés e fazer algo diferente.