Sons of Anarchy: 4×02 – Booster (FX)

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[SPOILERS] “Bold. Bold. They are growing bold. Why? How? Sons are a midsized club, barely in the top ten. What empowers them to go head-to-head with the ROC, wipe out a whole damn Gulag?” Uma pergunta muito pertinente esta.

De facto, os Sons, por muito poderosos que pareçam ser por vezes nesta série, e por muito que nos tentem enganar com absurdas viagens à Europa, não passam de um gangue pequeno, restrito, com pouca influência. Sim, têm algum poder dentro da sua zona de influência, e possuem mesmo a capacidade de “engolir” outros grupos mais pequenos, mas quem conhece um pouco da realidade dos gangues da Califórnia (mesmo que apenas na ficção), percebe que no contexto em que se inserem, os Sons são pequenos, extremamente pequenos para se estarem a meter em confusões destas.

Que a história com os russos há muito que não andava famosa, já nós sabíamos, situação que ficou exacerbada com os eventos do final da terceira temporada e durante o tempo em que os Sons estiveram presos, mas daí a matanças como as que vimos no final do casamento, e a respectivas vingança neste episódio? Começa a parecer algo rebuscado demais… e se metermos ao barulho o cartel com quem os Sons estabeleceram agora uma aliança… bom, esperemos que não se esteja aqui a caminhar a passos largos para mais exageros, que disso já nos bastou a temporada anterior.

Quem, tal como nós, começa a achar esta situação um exagero, são alguns membros veteranos do clube. As lutas internas trazem sempre uma grande mais valia a qualquer história, e quando pensamos que foi a união cega entre os seus membros que fez dos Sons aquilo que hoje são, é que percebemos o quão importante esta trama será para a série em si, e para as suas personagens. De um lado Clay (Ron Perlman), que precisa de dinheiro rápido para poder deixar o seu cargo quando ainda tem alguma dignidade, e Jax (Charlie Hunnam), que continua a dar uma no cravo e outra na ferradura, aceitando apoiar Clay na votação a favor do tráfico de drogas com o cartel, em troca de passagem livre para deixar o clube. Do outro lado, Bobby (Mark Boone Jr.) e Piney (William Lucking) (e, quem sabe, Tig (Kim Coates)?!), homens que não querem distorcer ainda mais o propósito do clube, que querem votar contra a aliança, mas que não fazem a menor ideia que agora já é tarde demais, que o acordo foi celebrado e que Romeo (Danny Trejo) não é homem para se contrariar. Os verdadeiros contornos deste feudo ainda estão por descobrir, mas uma coisa é certa, é aqui que reside o futuro (ou falta dele) deste clube, e é aqui que todos os olhos estarão postos.

Sempre à espreita estão, como não podia deixar de ser, Lincoln Potter (Ray McKinnon) e o xerife Eli Roosevelt (Rockmond Dunbar). O primeiro ainda pela calada, a tentar descortinar quem pertence a quem, e onde se insere cada um; o segundo, esse, não está com meias medidas, procura novamente impor-se na cidade depois da morte dos russos, e não deixa que nada (ou ninguém) o detenha – seja um gangue, seja a falta de um mandato para entrar no clube. Com a ajuda de um plano bastante engenhoso, consegue aquilo que mais queria: dar um bruto golpe na moral dos Sons, destruindo-lhes a sede, o mural de membros, a mesa que tão bem simboliza esta união. Foi um golpe meramente simbólico, mas teve por momentos o efeito desejado, que só a alegre notícia de Tara (Maggie Siff) conseguiu aliviar.

Um pouco à parte de todas estas histórias, Gemma (Katey Sagal) continua a braços com outro grande dilema: o das cartas que Maureen meteu na mala de Jax, e que Tara descobriu de novo em Charming. Não bastava essas cartas trazerem de novo a lume a desilusão do pai de Jax com o caminho que o clube estava a percorrer à hora da sua morte, mas pelos vistos o lume poderá transformar-se, muito em breve, em braseiro, se Tara continuar a investigar as causas da morte de John Teller. Há muito que se suspeita que a morte de John Teller não foi acidental, e mesmo contrariando o que foi apresentado nos “iPhonesódios” da temporada passada, já tínhamos todos percebido que Gemma sabe muito mais sobre o assunto do que deveria. O que não estávamos à espera era que Unser (Dayton Callie) pudesse estar envolvido nesta história. A sua relação próxima com Gemma sempre foi um ponto intrigante desta série, e agora lentamente começamos a perceber melhor que contornos tem. Sairá daqui mais uma acha para a fogueira que poderá destruir os Sons?

Com a história ainda em fase de preparação, com os principais adversários (internos e externos) a começarem a posicionar-se no tabuleiro, é com expectativa que aguardamos pelos próximos desenvolvimentos. Esperemos que seja desta que a série volte aos “bons velhos tempos”. Até lá, aqui deixamos umas notas finais:

  • A cena inicial, com os três casais em diferentes fases da sua vida em comum, foi muito interessante, e a ponte que permite fazer para as conversas entre os casais ao longo do episódio muito eficaz. Tendo em conta o que vimos, Gemma e Clay parecem o casal perfeito, Jax e Tara parecem estar no bom caminho, enquanto que Opie (Ryan Hurst) e Lyla (Winter Ave Zoli) não encontraram ainda a cumplicidade desejada, mesmo depois do casamento. Mas será mesmo assim?
  • Depois de Kohn, depois de Lem, depois de Ronnie, é a vez de darmos as boas vindas ao Aceveda (Benito Martinez), o mais recento ex-membro do elenco de “The Shield” a dar o salto até Charming. Ficamos à espera do Vic, do Shane, da Claudette, do Billings, do Kavanaugh, do….
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Uma Resposta para “Sons of Anarchy: 4×02 – Booster (FX)” Subscribe

  1. Magico SLB 27/09/2011 às 12:02 #

    Boas Syrin,
    Quando comecei a ver SONS fui “investigar” o mundo real dos MC’s nos States. Uma das frases que retive foi proferida por um criminalista americano que disse que os Estados Unidos importaram todo o tipo de criminosos, todas as máfias actuam nos States (chinesa, russa, italiana, japonesa, etc) a única exportação criminosa dos EUA foram/são os gangues de MC’s. Fiquei estupefacto com a grandeza operacional de alguns dos grupos, aliada a um sentimento de união e do grupo como uma família acima de qqr outra coisa. São tão violentos como qqr gangue de guetto mas muito mais numerosos. E, não estava nada à espera, mas em todos os docs q vi na net os MC’s eram apontados como os líderes na produção e tráfico de metanfetaminas. Um dos gangues reais de Filadelfia assumia que era claramente um grupo mais pequeno que os outros e tendo “apenas” 500/700 elementos mas, vangloriavam-se eles, q todos eram muito activos e válidos na arte de partir cabeças.
    SONS recria um dos maiores grupos de MC’ real. É maior que qualquer máfia russa que opere nos States pelo que não me choca nada que sejam mais fortes e audazes ao ponto de atacar daquela forma um grupo mafioso russo. Os russos (como qqr máfia de leste) são violentíssimos mas já vimos que os Sons não ficam atrás de ninguem nesse assunto. Os carteis mexicanos são outra conversa. Principalmente pq será muito difícil sair de um negócio destes. E será isso que irá criar lutas e guerras lá para a frente, de certeza.
    É verdade que estas duas últimas temporadas mostram uns SONS como um pequeno grupo reduzido a Charming mas não foi essa ideia que passou na primeira temporada onde claramente foi mostrado que eram O grupo de MC da California tendo como grande rival outro grupo MC muito forte (tal como na realidade existe forte rivalidade entre dois grupos MC’s na California , e não só).
    Não me parece que a história esteja rebuscada. Estaria se os russos não se tentassem vingar. Mas tentaram, e os mexicanos vieram em defesa dos SONS. E aqui sim parece-me q tudo foi rápido e exagerado demais. A explicação foi fácil e lógica, o cartel tem informadores dentro dos russos mas, para mim, foi tudo rápido demais.
    As tricas internas e as promessas feitas irão aquecer e muito. Vamos ver como se desenrola a trama. Eu estou a gostar muito destes três eps de SONS desta quarta temporada.

    Pedro

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