[SPOILERS] Todos nós já passámos por situações embaraçosas, aquele momento que não queremos recordar, por não termos gostado, ou por poder magoar os nossos amigos. Passada a vergonha temos duas soluções, ou fazemos como a avestruz, ou enfrentamos as consequências.
Depois dos acontecimentos no final da temporada passada em que Penny (Kaley Cuoco) e Raj (Kunal Nayyar) passam a noite juntos, esta tenta esquecer o sucedido em grande parte por se sentir culpada por magoar Leonard (Johnny Galecki), enquanto ele com a ajuda do álcool vai-se vanglorizando, para agravar a situação este fez um cometário sobre Bernadette (Melissa Rauch) que Howard (Simon Helberg) naturalmente detestou.
Como seria expectável estava historia durou pouco, serviu para Penny perceber que ainda gosta do Howard e pouco mais. A resolução foi rápida mas divertida, aliás, foi das poucas cenas com piada, já que tudo o resto andou de mãos dadas com a mediocridade, nem as cenas entre a Penny e a Amy (Mayim Bialik) se salvaram, elas que normalmente até proporcionam bons momentos estiveram desisnpiradas, mas creio que o problema é mesmo da segunda, ela que só funciona bem com muito poucos personagens e nas histórias certas.
A introdução da mãe de Leonard (Christine Baranski) foi somente um encher chouriço, ainda para mais quando só apareceu num monitor.
Enquanto todos giravam ao redor do grande acontecimento, Sheldon (Jim Parsons) como sempre vive no seu mundo completamente à parte, alheio a todos os assuntos que envolvam relacionamentos. Aqui existe uma faca de dois gumes, se normalmente a sua incapacidade para perceber os problemas dos outros é divertida, por outro torna-se cansativo se usada em excesso, hoje a situação foi divertida porque não foi em demasia.
Ele ao seu bom estilo organiza a equipa para um jogo de paintball. Claro que com tudo o que se tinha passado ninguém estava disposto a jogar, mas num diálogo divertido e surpreendente ele dá literalmente o corpo às balas em prol dos amigos garantido assim a vitória, mostrando aqui um Sheldon ligeiramente preocupado com os mais próximos, algo que quase nunca é visto e que mostra um pouco da evolução do personagem. A sua rendição e consequente “execução” em slow-motion foi sem dúvida a melhor parte do episódio, hilariante como só ele sabe proporcionar com todos os seus maneirismos.
Em suma, uma estreia satisfatória em continuação com o que vinha sendo feito nada temporada passada, com piadas gastas e com algum visível cansaço dos escritores.
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bastante aborrecido este episódio de abertura