[SPOILERS] Normalmente, com excepção da temporada passada, nós iniciamos um novo capítulo de “Dexter” com o espírito aberto. Nunca ficam muitas pontas soltas e o sentimento é sempre o de começo fresco. Não se espera nada porque dali pode vir tudo.
E foi assim, nesta ideia, que fomos para esta sexta temporada. O capítulo anterior enterrou o luto, enterrou a companheira e no soprar de velas da criança apagou o quadro. Podíamos agora escrever nele o que quiséssemos. Pela publicidade, alguma genialmente desenhada, constatámos que o tema maior seria a religião, em Dexter (Michael C. Hall) e no vilão. Assim o é, e definida a temática podemos também aferir, depois do visionamento, que este sexto tomo é muito mais Ice Truck Killer e Trinity e muito menos Lumen e Prado. O que é bastante positivo.
Ter um nemesis, ou melhor dois nemesis bem definidos desde início, dá um enorme sentido de orientação e rumo à narrativa. É importante e neste começo isso ficou bem assente. O mestre e o seu pupilo, num crime que está já no top 5 dos mais bizarros que a série já conheceu. Tudo em nome de um Deus maior, com um cuidado e meticuloso plano. Começou, diz o mais novo para o mais velho enquanto vislumbram a água. É um par de excelentes actores que promete muito.
Tudo o resto foi contado num tom mais leve, ao som da dança. Sim, é verdade, Dexter dançou. Nunca pensei viver para ver este momento mas foi verdade. O protagonista atravessa uma fase feliz, sossegada, em paz com o seu passageiro negro. O hilariante início é prova de isso mesmo. Segue a sua caça silenciosa entrelaçando-a na sua outra vida, naquela que mostra. Vai então a uma reunião de antigos alunos do liceu para fazer justiça e matar o bichinho. Um colega que matou outra colega e saiu impune. O desfecho é aquele que já conhecemos: envolve plástico, facas e martelo.
As linhas secundárias continuam a manter o seu desinteressante estatuto: Quinn (Desmond Harrington) quer pedir Debra (Jennifer Carpenter) em casamento, Angel (David Zayas) tem uma irmã – morta muito em breve a meu ver – e Masuka (C. S. Lee) vai ter uma assistente toda jeitosa. Sempre muito ao lado de tudo, sempre pouco alinhadas com o resto, com o que importa.
Para além do tema que irá guiar esta temporada e dos vilões que a irão assombrar mais nada ficou definido. Faltou pujança a este sexto recomeçar.
O Melhor: O crime da nova dupla de vilões.
O Pior: Início leve e sem identidade.
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Também não fiquei particularmente encantado com este começo. Gostei sobretudo da preparação da morte do colega de escola, todas as cenas nas reuniões, etc. No entanto, como introdução para a temporada, soube a pouco. Foi quase um episódio stand alone. Para além de que ainda me faz alguma confusão não saber exactamente o que é que o Quinn sabe a respeito do Dexter. Pensei que iriam esclarecer melhor a questão…
Dado que não houve qualquer indicio neste episódio eu acho que ele não sabe nada e/ou os autores optaram por deixar essa ‘duvida’ de parte… o que para mim é um erro lamentável.
Eu gostei bastante, principalmente dos vilões, muito boa a morte, vamos ver as próximas.
Quando os estagiários do Masuka entram na policia e a apresentação foi brutal!! Ahah. A Debra para ele “Professor”? Parti-me a rir. E depois quando se ri da última parte, a “morgue”. Lindo!
Dexter de volta, o resto é treta.
Houve algo que me fez uma certa confusão no episódio. Fui só eu que notei que em grande parte do episódio a Jennifer Carpenter e o C. Hall têm duplos para os seus diálogos ? Quezílias de ex-casados ?
Duplos para fazer diálogos? Isso não faz qualquer sentido, eles têm de ser profissionais e actuar juntos seja lá qual for o problema externo entre eles… não me pareceu duplos coisa nenhuma. Mas dado que cada take é feito individualmente para cada actor e cada ângulo por vezes parece que quem está junto deles não é o actor em questão mesmo… mas é.
Gostei bastante e promete bastante.
concordo com tudo que disseste. mas acredito que começa de vagar para acabar em grande, gostava de um final grandioso, magestoso como o da temporada 4! (nao quero com isto dizer que gostava de ver ma personagem principal morrer!). Dexter nunca me desapontou… mas avaliava este inicio com uns bons 8.5 pontos, em grande parte devido aos novos vilões =))
Já acabavam com esta série antes que se torne ainda mais deprimente.
Eu gostei, teve uma boa mistura de tons, mais leve e mais dramático. E aposto que aquela cena da Debra no restaurante ainda vai ter consequências…
Eu gostei, principalmente da temática, e dos vilões, e da forma como foi tratada. Por exemplo o problema de Dexter em recear influenciar mal o seu filho é mostrado nos vilões, o pai (suponho eu) e o filhos fanáticos. Acredito que vai dar muito sumo se espremido bem.
Só o facto de voltar a ver um ator como o Edward James Olmos na TV já faz valer a pena ver esta 6ª temporada de Dexter.
Foi um começo muito normal, só no final houve o despertar do caso principal, não sei até que ponte os acontecimentos deste episódio são relevantes, mas fiquei a revirar os olhos com a tramoia da Laguerta e a cena parva do pedido de casamento…
De resto o episódio apenas iniciou os domínios da religião para ambientar e como deu para perceber é o argumento que irá ligar os vilões principais. Resta esperar para ver onde isto pode ir.
Admiral Adama! Respect.
Gostei dos novos vilões, e embora não esteja ainda nada definido, espero que esta temporada consiga tirar das nossas bocas o amargo que deixou a anterior.
Posto isto: adorava que a série tivesse um prazo de validade estabelecido. Mas infelizmente…