[SPOILERS] A verdade é que o título da série nunca enganou ninguém, “Dexter”, ele e só ele, ser singular que precisa de matar. É isso o sumo e energia dos dias, é isso de que é formado o esqueleto e é isso que mantém o barco à tona da água.
Uma vez que Dexter (Michael C. Hall) está sempre em grande o que faz então variar a qualidade das temporadas? São as bóias, as personagens flutuantes que aparecem sempre que a narrativa principal volta ao zero. Neste caso falamos de Brother Sam (Mos Def), de Travis Marshall (Colin Hanks) e de Professor James Gellar (Edward James Olmos).
E assim de repente, com pouco visto, pouco conhecido, são em tudo superiores aos convidados da época passada. O criminoso que virou padre é uma excelente personagem, bem interpretada, capaz de oferecer sempre uma dualidade necessária. Até que ponto um criminoso violento consegue mudar? Será que a fé é suficientemente forte? Para salvar e para o contrário, para criar monstros, como a dupla aflitiva de vilões que prepara de forma doentia mais um crime. Incrível a cena em que Gellar se queima para obrigar o seu pupilo a deixar de ver a irmã. Ainda falta muito, quase tudo, por explicar, e, normalmente, este lento descortinar vai envolver estranhas conexões e enormes revelações.
Desta forma, com a parte itinerante a ser o ponto máximo de interesse o que sobra, mais uma vez, não motiva nem cativa. Há uma enorme incapacidade por parte dos argumentistas em dar um rumo capaz ao forte leque de secundários permanentes. Forte porque falamos de bons actores, de personagens carismáticas, mas que simplesmente não são bem conduzidas. Vejamos o caso da promoção de Debra (Jennifer Carpenter), intriga que poderia ser complexa, com as traições e amizades em jogo, poderiam haver jogadas, surpresas. Mas não, tudo é tratado da forma mais simples e descuidada possível, como se as palavras tivessem sido atiradas para o papel sem vontade, apenas porque têm de existir. Esse sentimento de inutilidade transparece cada vez mais e isso desanima o mais fiel dos espectadores.
Posto isto, “Once Upon a Time” foi um episódio de contrastes onde um Dexter estável, foi alternado pela excelência da novidade e o aborrecimento da velha guarda.
O Melhor: Mos Def.
O Pior: As histórias daquela esquadra continuam de mal a pior.
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Concordo, o Mos Def foi mesmo muito bom e admito que tenho curiosidade em em saber mais sobre estes vilões.
Concordo, o Mos Def foi mesmo muito bom e admito que tenho curiosidade em em saber mais sobre estes vilões.
Mos Def foi realmente o melhor da temporada… aquele jogo do será ou não será um assassino foi bem conduzido, embora por momentos previsível. A dupla de vilões ainda está verde e a unica motivação parece ser o aproximar do fim do mundo, mas falta ali mais contexto para perceber aquela insanidade.
O resto do episódio foi uma seca, o pedido de casamento, bah… isto é uma série policial, poupem-nos a estas palhaçadas… ou então matem o Quinn. Como é obvio a promoção da Debra vai dar merda, porque ela é uma policia de rua e demasiado inexperiente para um cargo daqueles… vamos andar a temporada toda ás voltas com aqueles três: Laguerta, Debra e Batista…
Não está a ter um arranque muito convincente, era escusado tanto drama pessoal a série vive bem do Dexter e das consequências dele na vida dos restantes personagens.
Concordo com tudo o que disseste, Miguel. Apesar de se notar um claro esforço por parte dos argumentistas, a verdade é que depois dos erros da temporada passada é difícil acreditar que todas as histórias têm um propósito. De qualquer forma, se nos abstivermos das intrigas secundárias e nos concentrarmos na caçada do Dexter, foi um episódio muito bom. Só gostava que dedicassem mais tempo ao par de assassinos – a cena do Travis na casa da irmão foi uma das mais interessantes e agora fico à espera de conhecer mais do Professor Gellar.
Concordo com tudo o que disseste. Estou a gostar bastante da dupla de vilões, são completamente espectaculares. Espero que nos próximos episódios a série desenvolva algo mais de interessante para o elenco secundário.
Mais uma que concorda com a tua crítica: tudo o que meta o Dexter e os inimigos desta temporada tem sido excelente. O Mos Def esteve realmente muito bem, e o professor e o aprendiz, embora ainda tenham tido pouco que fazer, estão a deixar-me muito intrigada.
Já as tramas secundárias.. enfim. E já agora, repararam que as cenas entre a Debra e o Dexter já não fluem tão bem quanto antigamente? Aquela cena no quarto… quando penso nas temporadas anteriores, nas cenas entre os dois irmãos, parecia haver ali uma cumplicidade muito maior. Infelizmente parece mesmo que a vida real veio afectar o mundo ficcional. O que é uma pena, pois a relação entre os dois era das partes mais interessantes da série.