[SPOILERS] Esta semana, “Grey’s Anatomy” recebe um convidado muito especial, que além de ser mãe de um dos residentes é igualmente uma urologista reconhecida a nível mundial que chega ao hospital determinada a inscrever o seu nome na história da medicina ao avançar com o primeiro transplante peniano, o que desde logo despoleta mais uma acérrima competição entre os residentes para ver quem consegue um lugar nessa aventura e como bem sabemos não há nada melhor do que uma pequena competição para animar esta malta.
Meredith: “No, you had a mother. Jackson and I had surgeons who procreated. It’s just a little complicated.”
Já estamos fartos de saber através do ponto de vista de Meredith (Ellen Pompeo), que ser filha se uma cirurgiã de renome não é tarefa fácil, e Avery (Jesse Williams) vem reforçar ainda mais esse facto, principalmente quando nem hesita em “despachar” Lexie (Chyler Leigh) para outro estado apenas para a “proteger” da sua mãe que parece determinada em obter o máximo de conhecimento sobre a vida pessoal do filho. A entrada de Catherine Avery (Debbie Allen) trouxe uma boa dinâmica ao episódio, principalmente com as suas tiradas sarcásticas quer com Kepner (Sarah Drew), Sloan (Eric Dane) e até Meredith e também com a sempre interessante questão inerente à especialidade da cirurgia plástica. Contudo, a sua presença voltou a levantar uma das questões mais incómodas da série: o triângulo amoroso Avery/Lexie/Sloan. Ficou bastante claro que os sentimentos de Sloan pela mini-Grey são bem mais fortes que os de Avery, pelo que, poderemos desde já considerar como um dado adquirido que os dramas e hesitações amorosas da série logo, logo voltarão a assumir o protagonismo da mesma.
Falando em dramas amorosos, Bailey (Chandra Wilson) e os seus dois amores infelizmente também tiveram direito a um grande destaque neste episódio. Atenção, eu adoro a Bailey aliás é uma das minhas personagens preferidas na série mas, quando a colocam neste tipo de situações, a personagem perde completamente o interesse. Não vejo a mínima necessidade de introduzir mais situações deste tipo na série, principalmente com a Bailey, que resulta bem melhor quando interage com os “seus” internos ou simplesmente quando se limita a ser a “Nazi” a quem todos veneram e respeitam.
No entanto, não foram só os dramas amorosos que mereceram destaque e Meredith e Derek (Patrick Dempsey) que o digam. Se já tínhamos tido a oportunidade de sentir a transformação maternal de Mer, neste episódio sentimos o mesmo com Derek. A sua expressão de preocupação e determinação em ficar junto à “filha” foi tocante e Dempsey trabalhou esse aspecto muito bem. É engraçado ver esta espécie de troca de papeis entre as personagens: de repente Mer passou a ser a optimista, a que acredita que tudo vai correr pelo melhor e Derek, o “dark and twisty”.
Cristina: “How small are your balls?”
Alex: “Meredith didn’t talk to me for weeks for messing up her life. The balls are pretty small”
Aqui, também tivemos a oportunidade de constatar mais uma vez a forte ligação entre Alex (Justin Chambers), Cristina (Sandra Oh) e Mer. Desde o momento em que Alex abandona a competição quando se apercebe que se trata de Zola, a hesitação deste e Cristina sobre revelar ou não a verdade a Mer e principalmente a cumplicidade entre esta e Cristina, bastando apenas um olhar entre ambas para Mer saber o que tem que fazer de imediato, nem que isso implique abandonar uma importante cirurgia.
Por fim, apesar de ambos estarem realmente a tentar ultrapassar os obstáculos, é tão notório que Owen (Kevin McKidd) ainda não conseguiu ultrapassar a decisão de Cristina. Aquele olhar desolador enquanto assiste o carinho e dedicação de Cristina para com a filha de outra pessoa, independentemente de ser ou não a sua melhor amiga, não deixa ninguém indiferente e acredito que esta situação está ainda longe de ficar resolvida.
Meredith: “They say the inability to accept loss is a form of insanity, it’s probably true. But sometimes, it’s the only way to stay alive.”
Fora isto, não há muito mais a acrescentar, mesmo com alguns pormenores absolutamente desnecessários “Grey’s Anatomy” continua com uma trajectória positiva e a apostar naquilo que melhor sabe fazer: concentrar o protagonismo nas suas melhores personagens, apresentar um bom caso semanal que consegue manter o nosso interesse e trabalhar um bom equilíbrio entre os momentos de drama e comédia. Para ficar perfeito, só faltava mesmo deixarem as tramas mais novelescas de lado mas, isso provavelmente já seria pedir demais.
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“…principalmente com as suas tiradas sarcásticas quer com Kepner (Sarah Drew), Sloan (Eric Dane) e até Meredith e também com a sempre interessante questão inerente à especialidade da cirurgia plástica”
Tens razão… Adorei a Catherine Avery. As saídas dela foram sem dúvida geniais! Acho que foi o melhor do episódio, mas no geral até se viu bastante bem.
Entreteve muito bem mas, foi o que menos gostei até agora. A Catherine foi mesmo o melhor aspecto do episódio
Dra. Avery no elenco regular já!
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