[SPOILERS] Após uma estreia bastante positiva, é altura de a série começar a provar que não foi apenas fogo de vista e que tem argumentos para ser um drama com qualidade. Será que este segundo episódio consegue lucrar com a boa bagagem deixada pelo seu antecessor?
A minha resposta é positiva e mesmo não sendo tão bom como o piloto, são mais quarenta e poucos minutos de boa televisão. O episódio tira proveito das questões deixadas em aberto no piloto e começa a responder a algumas, fechando assim a primeira apresentação e abrindo o cofre com mais algumas dúvidas. Segue também uma estrutura semelhante que volta a resultar e dá uma boa dinâmica ao episódio e oportunidade de nos mostrar o máximo sobre estas personagens.
Voltamos a ter uma viagem, que junta as personagens que já conhecemos, mas desta vez vamos até Paris. Um voo que podia ser tranquilo não fosse haver uma surpresa, a mãe de Kate e Laura é uma das passageiras. Com ela vem a determinação de reatar o relacionamento com Laura e fazê-la ver que a vida que deixou para trás era a escolha correcta. Tudo isto envolto num grande esquema, com mentiras, o ex-noivo e os avisos da irmã para não se deixar levar na conversa da mãe.
Esta história faz com que Laura (Margot Robbie) e Kate (Kelli Garner) voltem a ser outra vez o centro do episódio e permite-nos conhecê-las melhor, com mais umas viagens ao passado e através das conversas entre elas e a mãe. Devagar vamos vislumbrando o porquê das suas escolhas e de como será o seu futuro. Mais uma vez gostei da interacção entre as duas e também os momentos onde a mãe entrava em cena. Já deu para perceber que aquela família não será exemplar e que não foi fácil crescer naquele ambiente. É sempre bom uma série dedicar-se a desenvolver os seus personagens e é mais um ponto positivo, já que não é só imagens bonitas mas também existe conteúdo.
Para Kate esta não é a única situação que precisa da sua intervenção. Voltamos ao enredo da espionagem e com mais uma missão com um final surpreendente e que nos responde a algumas questões do primeiro episódio. O encontro entre Kate e Bridget revela-nos o que aconteceu a esta última e reafirma a vontade da primeira em continuar este trabalho perigoso. Bom desfecho para a missão, gostei de terem já respondido a este primeiro capítulo sobre o desaparecimento da Bridget, isto numa cena com um bom clima e que nos apresenta as consequências que este mundo da espionagem pode vir a ter. Terá Kate o mesmo destino que Bridget? Será ela capaz de saltar fora antes que seja tarde demais? Que consequências terá tudo isto na relação com a sua irmã? São perguntas, para já, sem resposta mas que me deixam curioso com o futuro de Kate e do papel que Bridget poderá ter no desenrolar do mesmo.
À procura de Bridget (Annabelle Wallis) continua Dean (Mike Vogel) que nem em Paris desiste de tentar saber mais sobre o seu paradeiro. A ajudá-lo temos a radiante Colette (Karine Vanasse), que volta a emanar boa disposição por todo o lado e continua a ser uma personagem interessante de acompanhar. Mesmo sem ter ainda um rumo definido as cenas onde entra são sempre divertidas e a personagem consegue cativar o espectador. Esta dupla começa também a entrar no jogo de olhares e de palavras mais carinhosas adivinhando um possível romance no futuro. A cena final é bem feita e fecha o episódio da melhor maneira. Dean e as suas perguntas sobre o desaparecimento de Bridget podem vir a sair cara pois meter-se neste mundo de segredos poderá dar mau resultado.
A irreverente Maggie (Christina Ricci) aparece ainda num papel secundário numa história onde enfrenta um passageiro mais atrevido e tem de se defender. Acaba por saber a pouco e parece mais uma desculpa para ter a personagem no episódio. De qualquer das maneiras ainda tem bons momentos especialmente aquela parte final com Ted (Michael Mosley) onde volta a mostrar a sua força em lutar por si e pelas suas amigas.
Como disse, é um episódio que resulta bem ao vir a seguir ao que se passou na semana passada, já que conclui algumas partes e lança os dados para próximas aventuras. É mais pausado, com um ritmo mais baixo mas não é aborrecido, pelo contrário, tem momentos divertidos e o fim chega rápido. Para já as irmãs continuam a ser o centro da série, o que devido às suas histórias é normal e aceitável. Era bom que não abusassem muito e distribuíssem o desenvolvimento das personagens nos próximos episódios. As personagens estão a cativar-me e quero conhecê-las melhor e para isso é preciso terem o tempo de antena mais distribuído. Os cenários, guarda-roupa e caracterização continua boa e vai dando à série uma boa imagem. A vontade de saber mais continua e por isso eu cá continuarem a voar com estas personagens.
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Estou a gostar muito desta série. A reconstituição histórica está impecável, e gosto muito das personagens. Vamos lá a ver se conseguem continuar este bom ritmo.
Subscrevo
Isto sim pode continuar e em força, já a Playboy ainda bem que foi cancelada.