[SPOILERS] “Laura: Berlin? Is it as beautiful as it is in the pictures?”
Nova semana, nova viagem. Desta vez a série levanta voo até Berlim num episódio cheio de entusiasmo, figuras históricas e um passado trágico. Naquele que é o melhor episódio até agora, a estrutura do mesmo segue as pegadas dos anteriores no momento introdutório para de seguida saltar um dia para a frente deixando o mistério no ar. É um artifício muito usado e aqui nem era necessário já que pouco se ganhou por ter a história contada através de flashbacks. Quiseram dar aquele suspense do que se teria passado no tempo que estiveram em Berlim, quando na realidade tudo o que aconteceu resultava perfeitamente numa linha temporal contínua. Nada de muito grave, é apenas mais um truque que tantas outras séries já usaram e não foi por isso que o episódio foi pior ou melhor.
O episódio leva-nos até Berlim na mesma altura que J. F. Kennedy visita a cidade e faz o discurso sobre o presente da Alemanha e todos os desafios que enfrenta. É também o presidente o centro das atenções de Maggie (Christina Ricci), que após ter trabalhado para a sua campanha, quer conhecê-lo nem que seja para lhe apertar a mão. Sendo a personagem que é, a sua extravagância e persistência criam alguns momentos mais divertidos. É bom vê-la em acção e ter estado mais tempo no centro do episódio foi uma boa forma de manter o espectador bem disposto e engraçar com a personagem. Apesar de algumas das suas cenas serem mais difíceis de acreditar e menos realistas, acabamos por olhar um pouco para o lado na curiosidade de ver até onde ela vai para alcançar o seu objectivo.
A nossa espia de serviço, Kate (Kelli Garner), tem mais uma missão que é comprometida logo no início. O seu contacto em Berlim é perseguida pela policia e tem de ser Kate a tomar a iniciativa no resgate desta sua companheira de trabalho. A melhor hipótese de Anke (Auden Thornton) é ser levada para os Estado Unidos, um plano ambicioso para ambas já que são apenas mensageiras neste grande jogo de espionagem. Foi uma boa história de acompanhar e que mostrou uma Kate empenhada no seu trabalho, mesmo para além dos seus compromissos. Não sendo propriamente uma história cheia de momentos dramáticos e equiparável às melhores histórias de espionagem, são sempre cenas feel-good e que não comprometem o episódio. Vão dando profundidade à personagem e nós vamos criando empatia com a personagem e ficamos interessados no seu futuro.
Os momentos mais dramáticos ficam a cargo de Colette (Karine Vanasse) que realiza a sua primeira viagem até Berlim, naquilo que será, provavelmente, a mais difícil que já teve de fazer. Ao longo dos flashbacks vamos percebendo o porquê de todo o desconforto de estar nesta cidade, especialmente neste momento marcante para a história mundial. Se até agora a tínhamos visto mais alegre e ligada a parte cómica dos episódios, neste episódio temos a prova de que nem tudo é fácil de esquecer e perdoar. Numa grande interpretação da actriz e com os momentos mais marcantes do episódio percorremos um pouco do seu passado que está ligado à opressão Nazi. A cena da música e o momento final são dois excelentes exemplos de como esta personagem continua despertar a minha atenção.
I came to Germany to forgive. But I still hate them. And I don’t know how to stop.
As outras personagens também andaram lá pelo meio de toda a excitação mas com menos destaque. Houve tempo para o normal momento de romance entre Laura (Margot Robbie) e Ted (Michael Mosley) que será para abordar em episódios futuros. Forma pequenos apontamentos, nada de muito relevante para já. Não causou danos ao episódio e por isso não há muito que escrever.
Ao terceiro episódio a série já aproveita os marcos históricos da época e por aí já é um ponto positivo. Se a série tiver futuro quem sabe se não iremos ter mais momentos com este presidente, particularmente a altura da sua morte. O contraste da excitação e divertimento de Maggie com a infelicidade e a dor de Colette, a juntar aos momentos de acção de Kate, criam uma fusão interessante que por si só já dá ao episódio mais interesse. Temos um pouco de tudo que nos entretém sem compromissos. A continuar assim a série vai no bom caminho e continua a manter o meu interesse nestas personagens.
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Gostei muito deste episódio. Acho que esta série tem futuro! Leve e engraçada, mas com doses de drama na proporção certa. E é sempre um prazer ver Christina Ricci.
Simplesmente excelente. O melhor episódio so far. Eu não estava nada para ver Pan Am, até achei meio ridículo quando vi os trailers, mas está a ser uma surpresa grande e agradável.
Houve ali uma altura que pensei que não iam mostrar Berlim, quando elas voltam ao avião já no dia depois. Assustei-me, não queria querer que o fizessem por gastos financeiros ou assim. Felizmente estava enganado e simplesmente adorei o episódio. Go Kate!
Genial esta série esta a cada episódio melhor, espero que continue assim e que não acabe e por exemplo a SIC que comprou isto, fique com meia dúzia de episódios na mão. Este episódio é mesmo do melhor que vi para TV em já algum tempo, muitos filmes atualmente não possuem esta qualidade
A cada episódio a qualidade vai aumentando, o que é bom sinal. Se tiver futuro pode vir a ser uma série que cresce com o tempo e se transforma num excelente produto televisivo.
Boa nota João!
Sinceramente não há nada nesta série que me seja impossível de não gostar.
Adoro tudo! Especialmente as musicas em cada episódio.
Mas tudo isso não seria possível se a própria série não fosse altamente interessante. É um drama que contextualiza uma época e neste episódio foram mais longe em nos dar uma versão da realidade. Foi impressionante a forma como lançaram os temas do holocausto nazi, a perseguição aos judeus, a visita de Kennedy (e a nota dele gostar de hospedeiras… eheheh!).
Continuo a adorar a série tal como ela tem surgido… mas vou muito atrasado em relação ao TVD…