[SPOILERS] Com cinco episódios exibidos, a série já mostrou que grande parte do seu foco centra-se nas duas irmãs. Têm sido sempre impulsionadoras de novas histórias e para já são as personagens que têm tido mais tempo à frente das câmaras. O grande trunfo da série é que tem consigo conjugar toda esta atenção nas irmãs com a exploração de outras personagens e assim episódio a episódio vamos tendo tempo para conhecer o resto do elenco.
Na semana passada foi um dos pilotos, desta vez cabe a Dean (Mike Vogel) o nosso capitão nas viagens a que temos assistido. Já se torna uma marca da série ir dando destaque aos personagens de forma alternada. É normal que existam umas mais interessantes que outras, mas no fim o que interessa é o cuidado em desenvolver todos os seus trunfos. Ao contrário do episódio anterior, não temos uma exploração do seu passado mas apenas o acompanhar do seu divertimento enquanto está em terra.
A sua relação fugaz com uma mulher atraente e misteriosa é a história que iremos seguir. Começam aqui alguns dos pontos negativos do episódio, por mais engraçado e light que seja esta trama não passa de mais um reutilizar de banalidades mais que usadas. Não existem momentos marcantes ou que nos façam querer ter interesse no desfecho deste namorisco. Não podemos apenas andar a reboque da boa química entre os dois para que isto seja mais interessante. Foi uma oportunidade perdida para saber mais sobre a personagem e tivemos que nos contentar com algo insípido que valeu pelo cenário e toda a caracterização.
Não seria um episódio de Pan Am sem a nossa espiã do céu e com esta viagem a Monte Carlo é-lhe dada mais uma missão. É o ponto alto do episódio, pois a personagem continua a ser cativante e as missões engraçadas e misteriosas quanto baste. Mais uma vez teve de se esforçar e usar toda a sua perspicácia e inteligência para alcançar o objectivo final. Apesar de também haver aqui já uns toques de romance, o potencial desastre relacionado com esta aproximar de Kate (Kelli Garner) a Niko (Goran Visnjic) pode vir a ser uma boa história.
A outra irmã também tem a sua história que continua relacionada com a fuga do seu casamento. Para seguir em frente quer entregar o anel de noivado ao seu ex-namorado e finalmente esquecer o passado. Se tivermos bem em conta até é algo que segue na linha da personagem e que será um passo importante na vida de Laura (Margot Robbie), mas para o espectador é mais uma trama um pouco aborrecida e que também vive muito da interacção entre ela e Ted (Michael Mosley). É tudo previsível e o desfecho sem surpresas é pálido e pouco marcante.
O episódio continua a ser um regalo para os olhos, com cenários, guarda-roupa e personagens tudo a um bom nível. O grande problema desta quinta semana é que em termos de história foi muito abaixo do esperado. Pareceu tudo muito sem sabor e sem algo que desse vida aos quarenta minutos. Sem nenhuma cena realmente forte para abalar todas esta dormência romântica, que não é o ponto forte da série, acabou por se perder na banalidade e numa altura critica não se pode dar ao luxo de entrar nesta espiral negativa.
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Este episódio foi mesmo muito fraquinho. Mas a série já nos deu coisas muito boas, vamos lá ver o que sai daqui…