[SPOILERS] “Maggie: I think the most important part for a Pan Am stewardess is that she be good company for the journey and a fast friend.”
As palavras de Maggie são como as expectativas que se criam, semana após semana, para a série. Esperamos que cada episódio seja a nossa companhia nesta viagem de duração incerta. Como é óbvio temos a exigência de que seja uma boa companhia e que consiga ser um amigo que a cada semana nos transporte para um lugar diferente e cheio de magia. Esta semana as coisas voltam a melhorar e já temos mais pontos de interesse.
A sonhadora
Para quem esperava saber mais sobre Maggie (Christina Ricci) pode ficar feliz pois o episódio debruça-se sobre o seu passado e como a sua personalidade pode vir a afectar o seu futuro. Para mim a melhor parte do episódio e também aquela que me fez ter mais interesse na personagem. Já sabíamos que era destemida e extrovertida mas com que descobrimos abrem-se novas portas para que a personagem possa a vir a ter mais destaque. O seu passado envolto em mentiras e no sonho de ter algo melhor choca com a sua situação actual em que pode vir a abandonar o mais alto patamar da sua vida. Aquela jogada final poderá vir a trazer dissabores e mesmo um conflito consigo mesma. Com comédia, drama e uns flashbacks bem informativos esta parte soube aproveitar bem o potencial da personagem. Gostei e espero por ver mais desta interessante personagem.
A espiã em terra
Desta vez é tempo de Kate (Kelli Garner) ficar em terra, mas não significa isso que irá ter descanso do seu trabalho secundário. Este trabalho de dedicação à CIA ocupa cada vez mais tempo da sua vida e até começa a intrometer-se na sua vida pessoal. A missão da semana passada tem repercussões para esta semana e agora é o próprio Niko que está sobre vigia, o que complica a situação para a jovem assistente de bordo. Pouco a pouco o simples trabalho de correio leva-a mais perto da transformação numa agente. Isto promete trazer mais interesse e novas histórias e quem sabe como ela irá lidar com esta pressão. Continua a bom ritmo e a personagem consegue ser cativante mesmo nos momentos mais aborrecidos. Esta nova jogada pode vir a ser uma boa aposta para mexer um pouco com este segredo que ela carrega.
Um desastre à espera de acontecer
Este desastre acaba por ter dois significados. Nas palavras de Dean (Mike Vogel) a situação dele que envolve o romance com Ginny (Erin Cummings) só pode seguir um caminho sinuoso e terminar da pior forma. Mas para mim também significa que esta história do piloto não tem sido grande coisa e parece não trazer nada de novo e que consiga seduzir o espectador. Preferia que não andassem muito tempo nisto para depois ficar tudo na mesma. Os romances e as suas combinações em formas geométricas não têm grande fama e aqui ainda não vi nada que contrarie este meu receio. Quem sabe estou enganado e consigam surpreender e aí serei o primeiro a aplaudir a série por o conseguir. Veremos como lidam com isto e se dão a volta por cima.
Ao contrário da semana passada estes quarenta minutos tiveram mais interesse, com Maggie a assumir-se como uma personagem com muito para dar e com mais uma agradável viagem, desta vez ao Rio de Janeiro. Ainda tendo os seus problemas conseguiram evitar alguns erros do seu antecessor e isso é bom sinal. Com seis episódios, a segurança e a criação de uma identidade própria é essencial e para isso são preciso bons episódios que mantenham a série a um bom nível.
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Muito bom episódio.
Tirando o anterior a série até tem conseguido ter bons episódios, mas ainda estou à espera daquele que dê o salto para um nível acima. Até lá vamos acompanhando esta viagem com bom entretenimento.