[SPOILERS] Quando séries estáveis e que apresentam episódios fortes todas as semanas se excedem e dão episódios ainda melhores é quando surpreendem. Este é um desses episódios.
Agora que já demonstrei a minha opinião convém dizer que não aconteceu nada de surpreendente. Houve um regresso, uma relação nunca antes explorada, cenas de ciúmes, o habitual comic relief, um parto que consegue escapar aos clichés, e muita, mas muita, emoção.
Mark: You don’t think I look like Captain Morgan, do you?
Começando por Sarah (Lauren Graham), esta continua na fase inicial da relação com Mark (Jason Ritter), e é aqui que aparece mais um obstáculo no ainda curto namoro, o regresso do ex-marido e pai dos filhos de Sarah, Seth (John Corbett). É sempre um prazer ver Corbett em acção, e desta vez apesar do curto tempo de antena, não foi excepção. Já na temporada passada tínhamos visto a grande química que existe entre Sarah e Seth, e apesar de não estar tão evidente desta vez, depois da cena final, tenho a certeza que ainda vamos poder revisitar esta relação e saber mais da vida de Seth. Felizmente, quem parece não ficar muito assustado com a sua presença foi Mark que mostra mais uma vez ser o homem certo para estar com Sarah. Pelo contrário Zeek (Craig T. Nelson), não reage nada bem à visita do ex-genro, o que é completamente compreensível, e ao contrário do que diz Camille (Bonnie Bedelia) não penso que deva um pedido desculpas à filha. Vai ser engraçado ver nos próximos episódios como é que Zeek, Sarah e principalmente Drew (Miles Heizer) e Amber (Mae Whitman) vão reagir ao regresso do pai e da sua “doença”.
Zeek: I’m gonna handle it. She can’t handle it. She never could! My God. A disease?!
Houve também novos desenvolvimentos na história de Julia (Erika Christensen), que se oferece para levar Zoe (Rosa Salazar) ao hospital depois de um pequeno susto. Ao aperceber-se da situação da rapariga, Julia como sempre exagera e Zoe acaba por passar a noite em sua casa e deparar-se com uma realidade completamente diferente da sua, ao ver a vida familiar saudável e feliz de Julia, Joel (Sam Jaeger) e da pequena Sidney (Savannah Paige Ray). No final, e como já era previsível, Zoe decide dar o bebé ao casal, e estão os dados lançados para, arrisco-me a dizer, o resto da temporada para Julia. Apesar de ser uma história muito batida, depois deste episódio, a minha esperança nas suas potencialidades aumentou, e estou curiosa para ver como se vai desenrolar.
Outra história muito bem conseguida foi a de Max (Max Burkholder), que seguindo os eventos do episódio passado tem de cumprir um castigo, e passar a hora de almoço sozinho enquanto escreve um pedido de desculpas para Jabbar (Tyree Brown). A pedido de Kristina (Monica Potter), a ajuda vem da pessoa mais improvável, Amber que consegue chegar ao primo de uma maneira muito engraçada e bem pensada. No final, o orgulho de Amber, mas também o nosso, que nos apercebemos de forma brutal das dificuldades de Max, é evidente e dá-nos uma das cenas mais enternecedoras da série.
Crosby: On the topic of your hipness, do you think on Friday you can go untucked, maybe drop a button or so. Just hip it up a little.
Adam: Hip it up.
Crosby: Well, you don’t want to go in there looking like a tax auditor
Como se já não bastassem as preocupações com o filho, Kristina tem também de se preocupar com o marido e o seu negócio, agora em velocidade máxima, enquanto este tem de se reinventar e parecer descontraído e cool para os clientes.
Adam (Peter Krause) foi assim o comic relief perfeito. A sua cena a andar, quase deslizar pelas ruas foi hilariante, tal como o seu despertar para a sua figura ridícula, e ainda a bizarra reunião em casa do possível cliente.
Enquanto isso, Crosby (Dax Shepard) discutia com Kristina, primeiro sobre o médico agora namorado de Jasmine (Joy Bryant) e depois sobre as omissões de Crosby, e se há coisas que “Parenthood” sempre fez bem foi cenas de discussões, e isso é uma característica chave da série. O facto de as personagens falarem umas por cima das outras e não terem medo de gritar e chorar é inovador, e não só vimos isto em discussões como já o vimos também nas cenas das refeições de família, ou nas cenas em que está o elenco todo reunido, completamente brilhante, e sempre muito bem interpretado.
Como consequência da tal discussão, chega então o momento mais esperado, Kristina dá à luz, e é ironicamente o cunhado o único elemento da família a estar presente, criando um momento muito bonito entre os dois e acabando logo com qualquer problema que havia entre eles.
Para concluir, para mim, o melhor episódio da série até à data, com as doses de humor, drama, sentimentalismo e conflito, sem nunca roçar o exagero ou o melodramatismo. É uma pena esta série não ter a atenção que merecia da parte da audiência, porque é realmente boa, quer em termos de diálogo, quer de interpretações e se às vezes não tem a atenção devida é por algum preconceito contra séries familiares que tem vindo a aparecer ultimamente. Eu, por mim estou rendida.
O Melhor: Tudo, não alterava nada.
O Pior: Será que é bom sinal o meu episódio favorito ser aquele em que não aparece a Haddie (Sarah Ramos)?






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Adorei este episodio. Teve tudo o esta serie sabe fazer bem.
Espero que esta cena da Amber com o Max a ajude a encontrar o caminho que ela procura depois do falhanço da entrada para a Faculdade na temporada passada.
Nem tinha pensado nisso, mas era um caminha interessante para a personagem que por enquanto ainda anda um bocado perdida.