[SPOILERS] Depois do episódio absolutamente brilhante da semana passada, será que este episódio, à partida mais centrado no novo negócio de Crosby (Dax Shepard) e Adam (Peter Krause), conseguiu manter a fasquia bem elevada que a série tem estado a manter?
A resposta é sim, conseguiu. Não tão marcante como o episódio anterior, mesmo assim e mais uma vez, “Parenthood” apresentou um episódio sólido que combina várias histórias diferentes umas mais bem conseguidas do que outras, mas todas bem construídas.
Adam: Listen to me. Don’t worry about my family here, ever. We are business partners here and you just gotta go in there and make good music. Kick ass.
Começando pela história que dá o nome ao episódio, Crosby e Adam conseguem um cliente de alto perfil, o convidado especial Cee-Lo Green, que quer gravar no estúdio onde Janis Joplin gravou. Apesar de o sítio ainda não estar preparado, trocam-se os papéis e Crosby torna-se o irmão cauteloso e precavido enquanto que Adam quer arriscar e comprometer-se a ter tudo a postos, para não perder um cliente e a projecção que conseguiriam através dele.
Adam: Yeah, awesome. You were shreddin it, burnin like a torch.
Ironicamente apesar de ser supostamente a história central do episódio, não foi a que me despertou mais interesse. Apesar de gostar de ver os irmãos a trabalharem juntos, o episódio teve para mim o ponto alto no regresso de Seth (John Corbett).
Sarah: Who gets in a dumb bar fight anymore? You’re not 18.
É verdade, seguindo os acontecimentos do episódio passado, Sarah (Lauren Graham) toma finalmente uma posição e faz um ultimato ao ex-marido, ou vais para a reabilitação ou não vês mais os teus filhos. Simples e eficaz e talvez parecesse à partida uma história meio batida apenas para causar drama, mas a razão pela qual gostei tanto foi que este regresso acaba por dar origem a uma data de outras histórias.
Amber: What did you do, perv? Did you do something wrong?
Uma dessas histórias foi também uma das questões que me deixou mais curiosa na semana passada e infelizmente a que teve menos relevância, a reacção de Drew (Miles Heizer) e Amber (Mae Whitman) ao retorno do pai e a notícia de que este vai finalmente entrar em reabilitação. Apesar de curta foi uma cena bastante reveladora, não só pelo olhar de Amber, que sempre se mostrou mais fria em relação ao pai, mas também à aproximação suspeita e receosa de Sarah e Seth.
Isto leva à próxima história, o desconforto de Mark (Jason Ritter) em relação a Seth. Se no episódio anterior, Mark parecia aceitar bem o regresso do ex-marido da namorada, desta vez as coisas atingem outras proporções e por mais bom rapaz que ele seja é altura de dizer alguma coisa. Para já parece-me que o futuro não vai ser muito risonho para esta relação, o que é uma pena visto que gosto muito da química entre os dois, mas isto é ficção e para haver ficção tem de haver conflito e parece que a felicidade prolongada ainda não está nos planos para Sarah.
Outra das histórias que Seth trouxe consigo foi talvez a mais séria e dramática do episódio, causando o confronto entre Sarah e os pais, principalmente Zeek (Craig T. Nelson), que já viu muito na vida e usando a sua sabedoria e um pouco de cinismo, é o primeiro a achar ridícula a ideia de Sarah de dar o dinheiro a Seth para a reabilitação. Quando ouvi Seth falar que a reabilitação era cara, vi logo onde isto ia parar, mas nem por isso desgostei da história que ainda por cima deu das melhores cenas do episódio quando Zeek ainda se exalta mais ao saber que Julia (Erika Christensen) e Joel (Sam Jaeger) iam emprestar o dinheiro para a reabilitação a pedido de Sarah. Ver Joel confrontar o sogro foi espectacular. Sim, eu não concordo com este empréstimo de maneira nenhuma, mas ver Joel tantas vezes relegado para quase figurante, dar um ar da sua graça, ainda por cima frente a Zeek foi muito bom.
Zeek: You’re getting a baby from a coffee cart.
Claro que esta discussão não veio do nada, e já tínhamos podido testemunhar as reservas e desconfiança de Zeek em relação a outra decisão de uma das suas filhas, nesse caso Julia sobre a questão da adopção do bebé de Zoe. Se dessa vez Joel ficou calado, mais tarde não se conteve e ainda bem.
Para além destes pontos mais interessantes do episódio, houve ainda tempo para vermos Amber, personagem ainda um pouco à deriva e actualmente a “tapa-buracos” da série, a dar umas lições de romance a Drew, que finalmente avançou na sua relação com Amy (Skyler Day). Pela segunda semana consecutiva, Amber fica então com um papel vital na história mais enternecedora do episódio.
Por último, a história menos bem conseguida e mesmo desinteressante, Haddie (Sarah Ramos) começa a ressentir-se da falta da mãe, quando esta está demasiado ocupada para lhe dar atenção. Apesar da postura despreocupada de Haddie foi visível o seu descontentamento e sinceramente se é esse o rumo para Haddie, Kristina (Monica Potter) e a bebé, então mais vale não fazerem nada.
Concluindo, como já disse, mais um bom episódio e solidez é sem dúvida o que vai ficando desta temporada de “Parenthood”.
O Melhor: Surpreendentemente, Joel.
O Pior: A história da Haddie e da mãe não resultou bem por duas razões: Haddie continua irritante e a perspectiva de uma espécie de “Haddie tem ciúmes da irmã + Kristina sente-se culpada = drama”, não me agrada mesmo nada.





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Só agora vi os dois últimos episódios…e como tínhamos “comentado” anteriormente, parece que agora sim a temporada arrancou definitivamente e num excelente andamentos. Foram os dois melhores episódios das temporadas. O meu receio prende-se com o facto de achar que dificilmente irão conseguir fugir aos clichés nas histórias da Sarah e da Julia…mas pode ser que me surpreendam. E se a Julia tem uma história fraquinha…acho que a personagem Sarah merecia bem melhor que um regresso do ex-marido, não obstante achar que ele é uma boa personagem…é o que temos.
Melhor até agora, Amber e Adam/Crosby com a sua “Luncheonette”.
Pois, os clichés são também o que me preocupa, mas por agora parecem ter havido um esforço para serem evitados, vamos lá ver como vai ser daqui para a frente.