[SPOILERS] Começa a campanha política, começam os ataques e as intrigas na tentativa de desestabilizar os candidatos. Com Leslie a lançar-se nesta corrida com fortes intenções de ganhar e com perspectivas de que isso possa acontecer, é também ela o alvo de um desses ataques. É um ataque bem conhecido para quem acompanha as noticias internacionais.
A questão do local de nascimento vem à baila no momento em que Leslie (Amy Poehler) lança o seu livro sobre a sua terra querida, Pawnee. As dúvidas sobre se ela nasceu mesmo em Pawnee surgem no já famoso programa de Joan e espalham-se que nem um vírus. É aqui que o episódio tem uma forte ligação com a realidade e com tudo o que se passou com Obama, os seus opositores e especialmente Donald Trump. Poderia ser perigoso colar-se tanto neste assunto ainda por mais uma situação que já tem algum tempo. Há sempre aquela sensação de que já conhecemos os desfecho ou que as piadas são forçadas e derivadas da história real.
Leslie: “The Time Travelers Optometrist” by Pawnee’s own Penelope Foster. A heart-warming story about a caveman eye doctor who travels to present day Cincinnati and can see everything but love. Unreadable. Then Joan slaps her sticker on it: bestseller four years in a row.
Todo este perigo pairava nos primeiros momentos do episódio, mas à medida que se foi desenvolvendo o medo dissipou-se e a série soube lidar com a situação de forma exemplar e criou mais um grande episódio. Cheio de bons momentos e muita comédia, focou-se na força dos seus personagens e com a ajuda de Joan ainda lhe deram um toque especial. Quem fica um pouco mais à parte disto é Ann, que no entanto teve uma história mais interessante e divertida comparada com a semana passada.
Ao longo do episódio são inúmeros os excelentes momentos que nos fazem rir. Toda aquela parte do programa foi bem conseguida e é bom vê-los a utilizar novamente um dos seus trunfos, Joan. Neste episódio esteve exemplar e juntá-la a Tom (Aziz Ansari) e Ben (Adam Scott) foi uma boa aposta, pois trouxe muito boa comédia.
Tom: Ben, Leslie hired my company to get her that sticker. You’re the one that told me businesses need “clients” to get “money.”
Ben: I was the first one to tell you that?Tom: At the risk bragging one of the things I’m best at is riding coattails. Behind every successful man is me smiling and taking partial credit.
A questão do certificado de nascença continuava em aberto e foi preciso ir até Eagleton para por tudo em branco. Apesar de por pouco tempo foi bom voltar a ver a cidade que tem todas as condições mas que é odiada por Leslie e os seus companheiros. Para uma missão deste calibre ela contou com a ajuda de Chris (Rob Lowe) e Andy (Chris Pratt), ou melhor dizendo Bert Macklin. Este agente do FBI proporcionou mais excelentes momentos de comédia e deixa qualquer um a rir com a sua eficácia trapalhona.
Surge então a surpresa do episódio, Leslie não nasceu em Pawnee, mas na terra que odeia, Eagleton. A expressão dela disse tudo e a sua cara incrédula e desgosto é hilariante. Claro que isto não a impede de lutar e num discurso bonito e constrangedor para um membro do programa relança a sua campanha.
Ann (Rashida Jones) e as suas conversas com Ron (Nick Offerman) e April (Aubrey Plaza) apesar de separadas do resto, foram boas e engraçadas. A maneira como ela os cativou e a reacção deles é genial. Ron e a sua precisão e destreza com a madeira criam mais um objecto, desta vez uma flauta, numa cena em que os sons que tocou encaixaram na perfeição com a sua resposta a Ann. Não sei bem qual será o plano para ela mas espero que seja melhor definido e com um objectivo em mente porque para já ainda anda à deriva.
Ron: Ann was getting a little chummy. When people get a little too chummy with me I like to call them by the wrong name to let them know I don’t really care about them.
April: That’s a really nice move.
Ron: Thank you.
April: You’re welcome Lester.
Com o excelente episódio da semana passada, havia o receio de esta semana não corresponder, algo que não se verificou. É mais um grande episódio, com boa comédia, excelentes momentos com as personagens, uma história que conseguiu soltar-se do problema que carregava. Isto tudo manteve o episódio a um bom nível e temos mais vinte minutos agradáveis de ver e que considero muito bons.





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Bert Macklin, FBI!