[SPOILERS] À medida que vamos escalando uma montanha, subindo em altitude, a pressão atmosférica e o oxigénio começam a diminuir, o que consequentemente origina um maior esforço respiratório. A partir de determinada altitude a quantidade de oxigénio chega a ser tão reduzida, que a mesma passa a ser apelidada como “zona da morte”, onde podemos estar perfeitamente aquecidos, alimentados e hidratados mas, o nosso corpo vai-se fatalmente deteriorando até chegar a um ponto sem retorno.
Este é o mote para o (excelente) caso da semana que de uma forma inteligente serve igualmente como paralelismo à actual situação de Alicia (Julianna Margulies). Começando pelo caso, que nos trouxe a história de um alpinista milionário acusado num livro biográfico da autoria do irmão da vítima, de provocar a morte a um colega ao roubar-lhe a garrafa de oxigénio em plena “death zone”. A delicadeza inerente a este tema bem como as questões que éticas que o mesmo levanta, só por si já eram mais que suficientes para me despertar o interesse pelo mesmo (já agora para quem tiver interesse em ver até onde podem ir os limites da condição humana e da sua sobrevivência em altas altitudes aconselho vivamente a espreitarem o documentário “Touching the Void”). No entanto, a série conseguiu tornar este caso ainda mais interessante ao deslocá-lo para o sistema legal britânico e embora esta não tenha sido a primeira vez que a firma enfrentou um sistema jurídico diferente é sempre uma delícia assistir à sua adaptação.
Conforme foi referido anteriormente, outro aspecto pertinente que também resultou daqui foi o paralelismo que conseguiu criar com a actual situação pessoal de Alicia. A advogada encontra-se claramente numa trajectória ascendente: mais segura, mais confiante e principalmente mais sedutora, quer a nível profissional quer a nível pessoal. No entanto, tudo leva a crer que Peter (Chris Noth) está disposto a interromper a subida da sua ainda actual mulher, atingindo-a num dos aspectos que ela mais valoriza: o seu emprego. Podem-nos dizer as vezes que quiserem que o seu único objectivo é dirigir um departamento de forma “limpa” e organizada mas, as suas segundas intenções são claramente notórias: Peter vai tentar prejudicar de alguma forma a firma e não me parece que, quer Diane (Christine Baranski) quer Will (Josh Charles), estejam dispostos a deixar que isso aconteça, nem que para tal tenham que libertar aquele que é actualmente um dos seus melhores activos profissionais. Não tenho a mais pequena dúvida que este arco vai ser responsável por emoções muitos fortes nos próximos tempos.
E por falar em emoções fortes, como é que ainda ninguém se tinha lembrado de colocar Eli (Alan Cumming) e Kalinda (Archie Panjabi) a trabalhar em conjunto? Uma dupla fantástica que se complementa na perfeição e da qual espero muitos bons momentos.
Para terminar aqui ficam alguns pensamentos finais:
- Tudo bem que Peter se sinta traído mas, tendo em conta tudo aquilo que fez Alicia passar e principalmente que esta é a mãe dos seus filhos, parece-me que toda esta estratégia (caso a mesma se venha realmente a confirmar), é um pouco infantil para alguém cujas ambições passam por chegam a Governador;
- O mesmo para Cary (Matt Czuchry), que ao fim de dois anos ainda guarda mágoa e ressentimento coma sua antiga colega de trabalho… a sério, o que é que se passa com os homens desta série?
- Embora acredite plenamente que Will não vai deixar que o seu envolvimento com Alicia prejudique a “Lockhart & Gardner”, tenho igualmente a certeza que toda esta situação ainda vai gerar alguns momentos de tensão com Diane. E por falar em Diane , é impossível ficar indiferente à sua “poker face”;
- Por fim, se hipoteticamente Alicia tiver que sair da firma, não me importava nada que a colocassem a trabalhar directamente com Louis Canning.
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