[SPOILERS] Numa série como esta onde acompanhamos os primeiros tempos do crescimento de um bebé e de como o pais lidam com essa situação, é normal abordarem tramas já vistas noutras séries. Isso não significa que a série seja pior ou melhor, apenas que na tentativa de se estabelecer percorre um caminho seguro e que lhe permita abordar os temas mais comuns. Para já é o que a série tem feito, mantém-se na sua zona de conforto sem correr grandes riscos mas também sem comprometer com a sua abordagem mais conservadora.
Ao quinto episódio acompanhamos mais uma etapa na vida do casal e percebemos que conciliar a vida profissional com tudo o resto não é tarefa fácil. Reagan (Christina Applegate) tem tido um papel mais predominante na série e volta a ter mais destaque com uma história que a faz suar muito para estar em todos os momentos da vida de Amy como de Ava. Ava (Maya Rudolph) é quase como uma segunda filha e precisa de muitos cuidados e atenção, chegando a ser egoísta quando não os tem. O que têm feito bem é que conseguem dar a Ava a percepção que por vezes exagera e esta opta por seguir o caminho correcto e emendar os seus erros. Não deixam a personagem entrar num trajecto que deixe os espectadores descontentes com as suas atitudes e fazem-na redimir-se das mesmas.
Neste episódio Reagan tem de optar qual dos caminhos seguir o que deixa Ava desesperada e com planos de “vingança”. Com Amy a começar a socializar com outras crianças, os seus pais levam-na até Bob (Michael Hitchcock) e ao seu círculo de brincadeiras. É aqui que o episódio tem a maior parte das suas cenas divertidas e que mostram o casal em dois pontos diferentes, com Chris (Will Arnett) empenhado em seguir o exemplo e Reagan a querer mostrar que é uma boa mãe a todo o custo. Estas duas visões desta nova situação dá azo a boas cenas cómicas entre os dois e também alguns conflitos com os outros intervenientes. É um daqueles passos comuns nestas séries e que aqui é bem feito com um Mr. Bob que deu mais vida ao episódio e com Reagan e Chris a terem oportunidade de mostrarem mais bons momentos entre os dois. Quem diria que um peek-a-boo tinha a uma técnica ideal para resultar na perfeição. A interacção entre eles os os novos personagens resultou bem o suficiente para criar um episódio agradável.
A questão de Ava acaba por ser resolvida com a ajuda de Reagan que está no caminho de encontrar uma forma de conciliar todas as suas tarefas. As cenas de Ava com Missy (Jennifer Hall) foram engraçadas, sem levarem a personagem à loucura extrema e com um final que segue os passos dos episódio anteriores. Esta trama já esteve muito melhor integrada no resto do episódio criando um conjunto mais sólido e que apesar de ainda haver algumas quebras de ritmo, parece que estão a ir pelo caminho certo.
O episódio não foge à regra dos anteriores e segue-os muito de perto. A estrutura é a mesma, o que ajuda a criar episódios mais consistentes, mas que também não surpreendem. Mais uma vez não são vinte minutos hilariantes mas fica aquela sensação de divertimento e parece-me que é uma série que vai querer apostar por esse tipo de humor. A precaução e a sua abordagem mais tradicional não proporcionam uma comédia de risos descontrolados o que não é propriamente um aspecto negativo, pode é levar algumas pessoas a desistir do ambiente que a série tem criado à sua volta. Gostei do episódio e tenho gostado da série, mas queria ver ainda mais porque o potencial está lá e a esperança é que com o tempo consigam soltar-se e ter episódios marcantes. Para agora já é bom ver que tem tido um crescimento linear e que apesar de lento as coisas parecem melhorar.





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Também tenho gostado bastante da série, mas também acho que tem potencial para mais. Mas mesmo assim, acabo o episódio com um sorriso nos lábios.
Sim, esta série é um bocado como “Samantha Who” também com a Christina Applegate, é engraçada, vê-se bem e entretém mas nunca consegue as tais cenas de gargalhadas descontroladas. Mesmo assim estou a gostar e vou continuar a acompanhar.