[SPOILERS] Ao sexto episódio a série mostra que vem crescendo e que esta evolução tem tido resultados positivos. Este episódio é prova disso e numa mistura das suas melhores características conseguem criar vinte minutos de boa televisão.
É chegada a altura de voltar uns meses antes e observar o dia D, o dia em que a vida deles mudou para sempre, o nascimento da sua filha. Numa série de comédia é normal que a representação deste dia caía um pouco no exagero na tentativa de enfatizar a comédia e de arrancar mais umas gargalhadas. Isto é algo que a série resiste a fazer e dá-nos uma experiência mais real e menos absurda, ainda assim com bom humor e com grandes cargas de ternura.
Comédia e ternura são dois pontos que convergem e que fazem deste episódio um momento especial. A junção bem conseguida entre os dois e e bela prestação dos actores permite ao episódio fluir naturalmente. O balançar entre as duas forças é bem executado e não desequilibrar o episódio, que sabe estabilizar naquilo que necessita na altura certa. É por ser bem trabalhado e realizado que o episódio resulta tão bem.
A história não é nada mais do que o dia do nascimento de Amy e de tudo o que se passa com Chris (Will Arnett) e Reagan (Christina Applegate), com Ava (Maya Rudolph) a tentar lidar com toda esta situação. Acaba por ser um dia que nos mostra um pouco da vida antes do bebé e que desperta a nossa curiosidade por saber mais. Aquilo que nos mostraram foi só um vislumbre do que poderão fazer mais para a frente e pareceu interessante, especialmente a parte de Chris. Os momentos no hospital conseguiram ser engraçados e verdadeiros e entre o casal viu-se que continuam a entrosar-se perfeitamente.
Se no episódio anterior as partes da Ava já estavam muito mais bem integradas, neste a integração é total e assim tudo fluiu num belo ritmo. As suas cenas só provam que a sua personalidade já vem muito de há muito tempo e num momento como este volta a precisar de ajuda para ultrapassar este dia. Mesmo não sendo o centro das atenções, ela tem de virar os olhos todos para o seu sofrimento. Para lidar com isto conta com a ajuda de Missy (Jennifer Hall) e juntas fazem uma boa dupla. Tiveram algumas cenas divertidas e a interacção entre ambas resultou bem, o que mostra que é uma dupla para ir apostando em episódios futuros.
É verdade que não é um episódio hilariante, dos seis nem é o que mais me fez rir, mas no final é o que obteve um resultado mais equilibrado. A sua construção foi bem pensada, teve algumas pitadas de comédia, houve boas prestações de todos os envolvidos e os vinte minutos passaram sem quebras. Veremos se teremos mais episódio em que nos mostrem o passado das personagens, já que podia ser um ponto a explorar uma vez por outra. Como já disse em alguns dos meus textos, uma série de comédia não precisa sempre de fazer rir até às lágrimas se o souber conjugar com outros aspectos. Esta série tem sabido fazer isso e este episódio é o exemplo perfeito desta situação.





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Gostei imenso e os momentos sweet deixaram-me com um sorriso nos lábios e até uma lágrima. Will Arnett e Christina Applegate têm muito boa química.