[SPOILERS] Teddy: “You have to go back to the beginning to understand the end.” Embora estejamos já no oitavo ano da série e quinto ano de residência do trio inicial de internos, esta frase de Teddy (Kim Raver) resume na perfeição aquilo que faltava a “Grey’s Anatomy” nas últimas temporadas: a essência inicial da série mais focada na constante aprendizagem qtanto a nível profissional como pessoal, sem esquecer claro as relações humanas e as excelentes dinâmicas entre as personagens.
Meredith: “Surgeons can’t be lazy, the risks are too great. The second we stop pushing ourselves, something terrible happens. Something we never see coming.”
É certo que não estamos a ter episódios de tirar o fôlego ou fortes momentos dramáticos mas, cada vez mais chego à conclusão que são os pequenos momentos e detalhes que fazem com que seja um autêntico prazer continuar a seguir esta série ao fim de 8 temporadas.
Webber: “Get out of those ridiculous pink scrubs and get back to the work you were born to do!”
Pequenos momentos como os de Meredith (Ellen Pompeo) e Cristina (Sandra Oh). É impressionante constatar o quanto esta amizade cresceu ao longo dos anos, o quanto elas se protegem e apoiam mutuamente e vê-las a interagir, sem depressões à mistura e com um boa dose de álcool é simplesmente impagável. Não restam dúvidas que estas duas personagens são a alma da série. De realçar igualmente o quanto ambas evoluíram profissionalmente. Cristina finalmente atingiu o tão desejado reconhecimento depois das amarguras que Teddy (Kim Raver), a fez (legitimamente) passar e Meredith também conseguiu finalmente afirmar-se perante Bailey (Chandra Wilson), embora com um pequeno empurrão de Webber (James Pickens Jr.)
Bailey: “What is that?”
Meredith: “My mother’s journal.”
Bailey: “I know what it is, why do you have it?”
Meredith: “Because it’s my mother’s journal!”
Esta desavença entre as duas não é propriamente nada de novo. Ainda me lembro do preciso momento em que Miranda descobre o caso de Meredith (na altura ainda uma interna) com Derek (Patrick Dempsey) e passa a exigir o dobro do seu trabalho por forma, a evitar favoritismos. Em ambas as situações, considero a atitude de Bailey perfeitamente compreensível, embora também considere que nesta última, ela não seria tão dura se a atitude de Meredith não tivesse implicado o afastamento de Richard da chefia do hospital. Ainda assim, foi excelente ver a forma como ambas resolveram finalmente os seus conflitos e principalmente ver Meredith a enfrentar a “nazi” sem qualquer receio (ainda para mais, com Cristina deliciada a assistir a toda a cena). Contudo, o aspecto mais positivo de toda esta situação é o regresso de Meredith ao local onde, como Richard muito bem refere, ela nasceu para estar e melhor ainda a trabalhar em conjunto com Bailey.
Por sua vez, Alex (Justin Chambers) passou o episódio inteiro longe do hospital a tentar evitar a transferência de Zola para outra unidade de saúde e a tentar antecipar a audiência para a adopção recorrendo ao próprio juiz, mesmo tendo a noção do crime que estava a incorrer. É certo que um dos motivos deste conjunto de boas acções de Karev é claramente a sua necessidade de redenção depois da asneirada que cometeu com Meredith. Contudo, acredito também que a amizade entre estes dois é tão forte (afinal de contas Meredith sempre foi a “pessoa” de Karev), que mesmo que mesmo que nada tivesse acontecido, Alex teria exactamente a mesma atitude. É por isso que aquele seu sorriso no final quando Derek recebe a tão esperada notícia se torna ainda mais especial.
Quem está de regresso ao hospital é Lexie (Chyler Leigh), e consequentemente regressam também as suas dúvidas amorosas. Todos nós sabemos que a Lexie gosta do Sloan (Eric Dane) e o Sloan gosta da Lexie, por isso, Shonda Rimes & C.ª façam-nos um grande favor: não voltem a insistir em tramas novelescas que não levam a lugar algum e resolvam de uma vez por todas este assunto. Ainda assim, ponto positivo para aquela “bolada” de Lexie. Foi sem dúvida alguma, um bom momento.
No que diz respeito aos casos médicos, estes continuam a resultar bastante bem e principalmente a motivar as personagens envolvidas, neste caso Derek e Callie (Sara Ramirez) a superarem os seus próprios limites. Conseguiram passar muito bem a ideia de que um cirurgião é acima de tudo um artista e como tal nunca se pode acomodar e tem sempre que procurar novos rumos, conhecimentos e acima de tudo novos desafios.
Por fim, foi muito bom ver esta malta fora da sua zona do confronto a enfrentar o hospital rival numa partida (nada) amigável de softball que terminou numa valente derrota para o SGH mas, da qual resultaram também bastantes bons momentos como a já referida “bolada” de Lexie, o discurso de Owen (Kevin McKidd) – embora considere que Richard continua a ser o verdadeiro “chief” daquele hospital -, o momento Meredith/Cristina/Bailey/Chief e principalmente aquele delicioso convívio final, do qual destaco a expressão impagável de Karev quando tenta passar álcool a Richard.
Resumindo, um episódio leve mas, muitíssimo agradável que serviu essencialmente para “amarrar” algumas pontas soltas, abrir todo um conjunto de possibilidades para os próximos episódios e essencialmente, reforçar a ideia de que “Grey’s Anatomy” se encontra numa excelente forma.
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Demorou mas consegui chegar a este episódio. Estava com alguma antecipação para ver a equipa fora do hospital e aqueles momentos valeram a pena. Continuo a torcer pela Lexie+Sloan por isso aquela bolada foi priceless!