[SPOILERS] Bailey: “I will not have another O’Malley lost under this roof.” Desde que apanhei sem querer a notícia do retorno de Debra Monk à série, soube logo que iríamos ter pela frente um episódio mais nostálgico e de facto, a esse nível “Heart Shaped Box” não decepcionou nem um pouco. O regresso da mamã O’Malley ao hospital despoletou todo um conjunto de memórias e lembranças não só no nosso trio de internos como também naqueles que acompanham a série desde o primeiro episódio.
Meredith: “Say you’re in the OR. Repairing the Vena Cava. When suddenly, everything goes to hell. So, you cut this, suture that and soon, that crappy situation is a thing of the past. Too bad you can’t meet all of life’s challenges with a surgical scalpel. I mean… you could try. But I’m pretty sure that would be considered assault.”
George O’Malley sempre foi uma personagem destinada a dividir opiniões, no entanto, independentemente das preferência de cada um, é inegável que o eterno 007 protagonizou alguns dos momentos mais marcantes da série, desde a primeira participação numa cirurgia onde ganhou o tão famoso apelido, passando pela perda do seu pai, um dos momentos mais emocionantes da terceira temporada e claro o final épico da quinta temporada a marcar igualmente a despedida do actor.
Bailey: He was my favorite, George O’Malley…
Meredith: I know, he was the good one.
Neste sentido, foi com grandes expectativas que comecei a ver este “Heart Shaped Box” e felizmente, pelo menos neste campo, as mesmas foram superadas. Tudo começa, quando depois de uma cirurgia mal sucedida num hospital rival (acho que ninguém a pode condenar por esta opção, depois de ter perdido o marido e o filho no SGMH), Louise recorre ao antigo local de trabalho do seu filho George com a esperança de encontrar uma solução. Como seria de esperar, Bailey (Chandra Wilson) assume a liderança do caso trabalhando em conjunto com Meredith (Ellen Pompeo). Desde o primeiro momento, fica bastante claro que o antagonismo entre as duas ainda está bem presente. Toda esta situação acaba por dar origem a mais um confronto entre as duas, com Meredith a expor todas as suas inseguranças pessoais mas, simultaneamente a demonstrar inteira confiança nas suas capacidades profissionais e a exigir respeito pelas mesmas, acabando por finalmente ganhar a confiança de Bailey. Contudo, foi o desabafo de Miranda que acabou por se tornar o melhor momento deste episódio. Acho que não foi surpresa para ninguém o facto de George ter sido o interno preferido de Bailey (aliás, o segundo nome do seu filho é George em homenagem precisamente a O’Malley depois deste a ter acompanhado durante o parto), ou o sentimento de frustração de Miranda ao ver os seus eternos internos a cometerem erros que podem prejudicar inevitavelmente as suas carreiras. Eles serão sempre os seus “internos”, os seus “filhos” e como tal é normal que a cada erro que eles cometam ela se sinta um pouco responsável pelos mesmos.
Quem também acabou por ser afectada (e muito) pela visita de Louise foi Callie (Sara Ramirez) – que para aqueles que já não se recordam chegou a ser Mrs. O’Malley, antes de ter “mudado de equipa” –, que ficou receosa em comunicar à antiga sogra as últimas mudanças na sua vida. No entanto, Louise demonstrou o excelente ser humano que é, ao assumir que o mais importante, é que as opções que vamos tomando ao longo da vida nos proporcionem felicidade e acho que ninguém pode negar o quão feliz está Callie actualmente. Um belo momento entre ambas.
Avery: “I’m picking Mark.”
Os “shippers” Lexie/Sloan (Eric Dane) devem estar neste momento a dar saltinhos de felicidade já que ao que tudo indica, não deverá tardar muito uma nova reconciliação para este casal. Nunca escondi que não sou apreciadora desta trama, pelo que, todo este drama me passou um pouco ao lado. Ainda assim, o paralelismo que fizeram entre Lexie (Chyler Leigh) e a personagem da sua paciente (uma escritora de renome prestes a terminar o último volume de uma saga reconhecida), foi engraçado. No entanto, foi a atitude madura de Avery (Jesse Williams) que mais sobressaiu no meio disto tudo. Fico feliz em ver, que não vão insistir mais neste triângulo e que o pelotão da plástica está de novo reunido.
Por sua vez, Derek (Patrick Dempsey) continua obcecado em dar um novo rumo à sua carreira, nem que isso implique arruinar ainda mais a sua reputação e aumentar ainda mais a taxa de mortalidade do “Seattle Grace Mercy Death Hospital”. Esta é claramente uma trama que deverá assumir um maior destaque na segunda fase da temporada e parece-me ter bastante potencial.
Fazendo justiça ao título do episódio, Cristina (Sandra Oh) passou o episódio todo de “babysitter” a um coração dentro de uma caixa. Nada de importante a realçar nesta trama a não ser o facto de Webber (James Pickens Jr.) estar a ser mais “chief” do que nunca dando os seus sábios conselhos que a Cristina quer a Avery e aquele momento nostálgico com todos a almoçarem e a relembrarem bons momentos.
Alex: “George is dead and Izzie’s gone. We’re all different”
A terminar, temos Alex (Justin Chambers), a constatar aquilo que todos nós já sabemos há algum tempo e a terminar em beleza um episódio essencialmente dedicado às boas memórias que George O’Malley nos proporcionou. Para melhorar, só mesmo aquele pequeno cliffhanger com Henry (Scott Folley) a escorrer literalmente sangue pela boca e a deixar indícios que esta semana vamos ter direito a um episódio repleto de emoções.
Meredith: “It’s a little bit horrifying just how quickly everything can fall to crap. Sometimes, it takes a huge loss to remind you of what you care about the most. Sometimes, you find yourself becoming stronger as a result. Wiser, better equipped to deal with the next disaster that comes along. Sometimes… but not always.”
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