[SPOILERS] O meu desejo não se concretizou e “House” termina uma ronda de episódios fraquinhos com o mais fraco até agora. Nem a tão atrasada história para Foreman, nem a dupla House/Wilson em acção serviu para salvar o episódio.
Esta semana, o caso médico é o de um advogado que colapsa durante um julgamento. Depois da descoberta do arsenal escondido que o paciente tem em casa, levanta-se o debate se o paciente está ou não paranóico com o fim do mundo.
House: She probably also believes that Salma Hayek’s breasts are too big.
Claro que isto depois é transportado para a equipa médica. Enquanto Wilson (Robert Sean Leonard) se preocupa em provar se House (Hugh Laurie) tem ou não uma arma em casa, Park (Charlyne Yi) está preocupada com o facto de ninguém gostar dela e começa a chocar com Adams (Odette Annable), enquanto esta e Chase (Jesse Spencer) estão cada vez mais próximos.
Adams: Am I weird?
Chase: Yeah, but you’re hot so it’s easier to put up with.
Nenhuma destas histórias conseguiu ter grande interesse. A dinâmica Wilson/House costuma funcionar sempre, mas aqui falhou, e pareceu uma história forçada e excepto a cena de Wilson preso numa rede e depois a manipular House, nem conseguiu ter assim tanta piada. Quanto a Park, este episódio fez-me ficar confusa quanto à sua maneira de ser, se nos primeiros episódios não se importava com ninguém nem com nada, agora parecia obcecada em fazer com que gostassem dela.
House: Well, Clyde, we got ourselves a good ol’ fashioned cat fight.
Quanto aos desentendimentos com Adams, sinceramente não me despertaram atenção nenhuma. Ninguém nesta equipa é especialmente simpático ou tem o hábito de elogiar o outro, por isso esta questão acabou por ser um bocado ridícula e imatura.
Taub: If anarchy breaks out, I plan to do what my ancestors have done throughout the ages: run.
Quanto a Taub (Peter Jacobson), esteve ocupado em tentar arranjar uma namorada para Foreman (Omar Epps) o que não se revelaria difícil não fosse a falta de vontade de Foreman que está paranóico com o trabalho. No final, Foreman sai da sua zona de conforto e aceita ficar com uma mulher casada, o que acabou por ser o mais surpreendente. Ficamos agora a aguardar os desenvolvimentos desta relação, nesta que é a primeira história em muito tempo para Foreman.
Outra surpresa foi que quem também acaba por sair da sua zona de conforto no final é Park que convida Chase para um encontro naquela que foi a cena de elevador mais cómica dos últimos tempos.
Concluindo, acaba por ser um episódio muito fraco, que falha em criar algo que nos deixe ansiosos para o resto da temporada como deve fazer uma fall finale. Ficam no ar as questões referentes à tal espada que House tem no armário e o que ela significa: saudades do pai, medo de voltar para a prisão por possuir uma arma ou, tal como o paciente, uma vontade de estar protegido. E a arma? É dele ou também é do pai? Enfim, agora teremos de esperar pelo regresso da série para ver estas questões resolvidas, ou como é já é tradição da série, juntar ao monte de questões levantadas que acabam sem resposta.
O Melhor: As cenas da clínica foram engraçadas. Wilson na rede.
O Pior: Sem dúvida a pior e menos subtil cena de product placement que já vi, até eu fiquei com vontade de comprar um Ford como o de Adams.





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