[SPOILERS] Jane Espenson é um nome familiar para os apreciadores de ficção científica e fantasia televisiva dos últimos anos. De “Buffy the Vampire Slayer” a “Battlestar Galactica”, passando por “Game of Thrones”, “Dollhouse” e “Torchwood” (e “Warehouse 13”, “Angel”, “Firefly”, “Star Trek: Deep Space Nine”, “True Calling”, entre outras), Espenson é uma argumentista/produtora de referência e por uma simples razão: ela sabe o que faz (embora não seja infalível, como é óbvio). Por isso mesmo, quando li algures que ela iria estar envolvida em “Once Upon a Time” soube que ela seria certamente uma mais-valia para a série. E com este “That Still Small Voice” ela provou-me que não estava enganado, já que este foi o melhor episódio da série até ao momento.
O episódio centra-se em Jiminy Cricket/Archie Hopper (Raphael Sbarge) e a sua dificuldade em recuperar a sua consciência e fazer frente àqueles que fazem dele gato e sapato. No mundo de fantasia são os seus pais (personagens com uma dinâmica bem interessante, em muito devido à interpretação do Harry Groener, de “Buffy”, e da Carolyn Hennesy, de “Cougar Town”) que o arrastam por um mundo de trapaças e vigarices de que ele não quer fazer parte mas do qual não se consegue afastar, enquanto que no mundo real (na verdade, o mundo real para estes personagens será o de fantasia, mas vocês percebem o que quero dizer…) ele tem de se libertar da tirania da Regina (Lana Parrilla), que o ameaça constantemente para obter os resultados que pretende no que toca ao pequeno Henry (Jared Gilmore).
E, no final, consegue-o. Como Jiminy Cricket opta por se tornar num grilo não só porque para ele isso representava a liberdade, uma fuga à repressão dos pais e ao homem que se tornara, mas também por necessidade em remediar o terrível erro que cometera e que resultara em que uma criança (que no final descobrimos ser o Gepeto – Tony Amendola) tenha ficado órfã. Foi uma oportunidade de redenção de que ele simplesmente não podia abdicar. Como Archie Hopper, ele consegue finalmente fazer frente à Regina e com um sólido argumento (de que se a Emma – Jennifer Morrison – decidir lutar pela custódia do Henry em tribunal, ele pode ser peça importante para convencer o juíz).
O grande mérito de Espenson neste episódio é que consegue dar uma profundidade a um personagem que ainda não tinha tido papel de destaque na série superior a muitos daqueles que já conhecemos desde o início (especialmente a protagonista, que talvez devido a ser uma das duas que conhecemos que não tem um passado estabelecido no mundo de fantasia é aquela que mais plana se tem revelado até ao momento) e consegue balançar as diferentes linhas de argumento com relativa eficácia (ainda que parecendo um pouco deslocada de tudo o resto, a aproximação da Mary Margaret - Ginnifer Goodwin – e do John Doe - Josh Dallas – foi necessária para continuar o momentum dessa linha de argumento).
Outros pontos de interesse:
- Claro que aquele Dálmata tinha de ser o Pongo!
- Parece-me uma péssima ideia tentar dinamitar uma gruta quando estão pessoas presas no seu interior. Será que aquela gente nunca ouviu falar em desabamentos!?
- Mais uma referência ao “Lost”, esta nada dissimulada: o chocolate “Apollo”.
- Custei a perceber o que era que estava a ver na cena final mas parece que o consenso geral é que estamos perante um caixão de vidro. Será o caixão onde esteve a Branca de Neve?
- O Rumpelstiltskin/Mr. Gold (Robert Carlyle), que parece estar por detrás de tudo o que de mal acontece aos personagens no mundo de fantasia, continua a ser a melhor parte da série mesmo quando só aparece durante alguns minutos.
- Por acaso, já disse que quero um episódio dedicado à Ruby (aka Capuchinho Vermelho)?
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Concordo quando dizes ” que este foi este foi o melhor episódio da série até ao momento.”
Em relação vidro, não sei se é o do caixão onde esteve a Branca de Neve ou será de outra coisa qualquer, talvez do frasco com a poção mágica que a rainha má tinha sempre.
E não, não me apetece ver nada em relação à Capuchinho Vermelho.
Agora quero um episódio sobre o Sheriff.
Também concordo com a afirmação do ZB ” que este foi este foi o melhor episódio da série até ao momento.”
Não consegui perceber o quer seria aquilo, mas a intenção também era essa, mas para ser o frasco da poção, não será grande demais?
Também acho que este foi o melhor episódio.
Como tu, não percebi o que raio era aquilo no final
Cada vez gosto mais disto.
Sem dúvida o melhor episódio!!
Também demorei horrores para definir o seria aquilo no final, mas a primeira impressão q tive foi exatamente do caixão de vidro! ooh dúvida!!
é mto grande para ser apenas um frasco de poção.. o caco de vidro que a Regina segura é pequeno comparado ao restante qndo chega ao fundo!
série viciante ^^
Já tarda mostrar mais (e mais!) de Ruby
Também não percebi o que era aquilo no final, mas fiquei com uma ideia completamente diferente: que aquilo seria uma entrada para o mundo da fantasia (o túnel lá atras e tal). Os pedaços de vidro seriam como um porta que tivesse rebentado com a explosão…
O aspecto do que estava lá em baixo é igual ao caixão que vimos no primeiro episódio da série, só que está quebrado, são pequenas coisas que estão a surgir no mundo real fruto do tal enfraquecimento do feitiço.
Se virem em HD vão perceber perfeitamente que é o caixão da Branca de Neve, e representa aquilo que o miúdo insiste que a presença da Emma está a enfraquecer o feitiço. Assim como as bonecas no final na casa do Mr. Gold, o caixão e o facto do relógio começar a funcionar… e tudo isto se junta a já evidente paixão entre a Margaret e o John Doe… que a meu ver é o elemento principal para quebrar o feitiço. Estão assim a aparecer elementos do mundo encantado no mundo real.
A cena da explosão foi um enorme erro, ninguém dinamita uma mina que está em risco de desabamento…
A referência a Lost foi fenomenal assim como a conversa do Archie com o Henry no elevador… e qualquer cena com o Rupelstilskin é um momento alto na série…. mesmo que tenha sido só uma.
O mundo da fantasia a começar a surgir e o feitiço a enfraquecer.
Comecei a ver esta série nesta mentalidade ‘olha, bora ver no que dá, até parece ter uma história engraçada, acho que vou ver que fizeram praqui!’ e cativou-me!
Gostei do final, belo pormenor
Este episódio foi mesmo muito bom. E foi recompensador quando verdadeiramente se viu o “Grilo Falante”…
Dizeres que te pareceu o caixão de vidro até já é para mim alguma coisa pois não percebi nada do que era aquilo.
Não podia estar mais de acordo ZB:
“Por acaso, já disse que quero um episódio dedicado à Ruby (aka Capuchinho Vermelho)?”
Caramba, que ela mesmo em segundo plano e meramente sentada ou a fazer pose lá na pedreira, desvia-me as atenções do ecrã todas para ela. Ui…