[SPOILERS] Nova semana, novo episódio de “Once Upon a Time”, nova abordagem aos contos de fadas. Desta feita, calçamos os sapatos de cristal e corremos atrás da Cinderela (Jessy Schram). Mas será esta Cinderela aquela que conhecemos desde miúdos?
Não, não é. Tal como a série tem feito questão de sublinhar desde o início, estas personagens são nossas conhecidas mas as suas histórias não são propriamente aquelas a que estávamos habituados e o mote “no more happy endings” é para levar à letra.
A pobre Cinderela vê as irmãs partirem em direcção ao baile e eis que a Fada Madrinha (Catherine Lough Haggquist) lhe aparece para concretizar o seu desejo de fazer parte do mesmo mundo que elas, nem que seja por uma só noite. Tudo normal até aqui. Tudo como nós sempre soubemos ser. Mas, de um momento para o outro, a Fada explode e o Rumpelstiltskin (Robert Carlyle) entra em cena munido de artimanhas e consegue “enganar” (*) a Cinderela a entregar-lhe o seu primogénito assim que ele nascer.
(*) Foi óbvio de mais, é verdade, mas achei piada ao paralelismo do (mau) hábito que basicamente toda a gente tem de não ler as “letras pequeninas” de qualquer contrato, preferindo assinar logo de imediato para não ter o trabalho a “esforçar a vista”, estando assim a concordar às cegas com coisas que determinado dia podem lhe causar algumas chatices.
Cinderela vê o seu desejo realizado: ganha o príncipe, a fama, a riqueza, a felicidade, mas algum tempo mais tarde vê-se encurralada devido ao contrato assinado com Rumpelstiltskin. Mas como mulher guerreira que é (tal como Branca de Neve), acaba por conseguir enganá-lo e aprisioná-lo recorrendo a um passo de mágica, se bem que, por isso mesmo, acabe por sofrer as consequências e o seu príncipe desaparece misteriosamente.
Já no Maine, no reino onda a maldição dita destinos, o tormento de Cinderela continua. Continua a ser a pobre mulher das limpezas que era antes, o contrato para dar o seu filho continua válido e está cada vez mais próximo de ter de ser cumprido, e o seu príncipe está distante, preso pela intransigência do pai que não quer o rico filho envolvido com gente modesta. Até que conhece a Emma Swan (Jennifer Morrison). Ambas as personagens partilham claramente um percurso semelhante. A Jennifer Morrison dizia há pouco tempo que uma vez que a Emma é a única que não tem possibilidades de ser explorada através da criação duma backstory no mundo de fantasia, que era através da Cinderela e da semelhante experiência de vida que ambas têm que íamos conhecer melhor a Emma. Isso aconteceu, é verdade, mas estava à espera de algo mais profundo. Não foi propriamente grande episódio onde a personagem da Jennifer Morrison saísse muito reforçada em caracterização.
Já o Rumpelstiltskin, por seu lado, teve aqui o seu primeiro grande episódio de destaque na série. É engraçado que o personagem no mundo de fantasia não me fascina tanto como inicialmente eu pensaria que iria fascinar, e já o Mr. Gold conquista a minha atenção em todas as cenas em que entra. O Robert Carlyle é um actor que, quando necessário, consegue ter bastante carisma e, neste caso, esse carisma transfere-se com enorme facilidade para este personagem, dando-lhe boa profundidade (ao invés, o Rumpelstiltskin parece-me mais uma caricatura, um boneco). A sua troca de palavras com a Emma na parte final do episódio foram um dos pontos altos do mesmo.
Outros pontos a referir:
- O Sheriff (Jamie Dornan) ofereceu um emprego à Emma e deu uma ajuda para que esta ficasse em Storybrooke por mais tempo. Vou arriscar e dizer que o Sheriff gosta da Emma. Só que a Regina (Lana Parrilla) e o Sheriff estão envolvidos romanticamente… E eis que chega à série o segundo triângulo amoroso!!! (quatro episódios, dois triângulos amorosos… não está nada mau).
- E por falar no Sherriff, será ele o Caçador (da história da Branca de Neve)? Parece ser a melhor hipótese.
- E para quando a história do Capuchinho Vermelho (Meghan Ory)? Autêntica scene stealer. E visto que o médico não lhe tirava os olhos de cima no episódio anterior, posso arriscar e dizer que ele é o Lobo Mau?
- Se a Branca de Neve é a Kate, será a Cinderela a Claire?
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Continuo a gostar muito da série. Engraçado como quando li a sinopse e vi o trailer não dava nada por isto, acho que é a minha preferida da fall season.
Curti de novo o flashback e a história da Cinderela. Parece que nos tentam contar a história verdadeira “foi isto que se passou e não aquilo que vocês pensam, com fadas e finais felizes”. O Henry começa a ser irritante. Fica em casa puto! xD
A pergunta ainda que não se fez: quem escreveu o raio do livro?
Foi o Grimm da outra série xD Jk.
lol, provalmente
Acho que o livro já estava escrito antes de até ser escrito… epá, tive um nó mental. Eheheh!
As figuras do livro posso sim dizer que são de um ilustrador português, o excepcional João Lemos [ http://sete-estrelo.blogspot.com/ ], cujo trabalho mais conhecido será porventura “The Avengers Fairy Tales #1″.
Qual Kate e qual Claire: a Emma é mas é o pai do Locke, pois ela viveu dois anos em Tallahassee.
Citando essa grande quote do Futre: “Sócio, estou concentradíssimo!” a ver Once Upon A Time. oh yeah!!!
Concordo com o texto pois claro.
Este episódio desfez um conceito que supunha ser o que eles iriam seguir: um conto de fadas reformulado por temporada… Nada disso afinal, pois desta vez tivemos em simultâneo com a versão da Branca de Neve, uma nova abordagem um pouco mais realista da história da Cinderella (ou Gata Borralheira?). Faltou no episodio apenas um ar da parte que envolve a meia-noite e a célebre situação do sapato e tal… mas OK.
Acrescento que, deveria ter mais conhecimentos das histórias dos muitos contos de fadas, o que acaba por me poderem passar certos pormenores. O Rumpelstiltskin (este nome obriga-me sempre a verificar ou ao copy-paste…), não tenho viva memória dele e recebo-o desta série com muita curiosidade.
Achei realmente curioso o detalhe de a versão nos tempos modernos da Cinderella, ter ficado acidentada e na berma da estrada a poucos metros da placa do fim da vila. As personagens dos antigos contos de fadas não podem mesmo sair de lá!
Continuo super satisfeito com a série e muito fã!
Obs: Não percebi bem a pergunta, ou neste momento escapa-me: “Se a Branca de Neve é a Kate, será a Cinderela a Claire?”
Obs2: Tenho de referir o valor fashion das calças justinhas e bem vestidas da Emma (ui… my God!) e muito especialmente da crescida versão da Capuchinho Vermelho… que tem muito estilo (ai aqueles calções… espero vê-la mais vezes a pousar os pedidos na mesa… ui ui ui my God… my eyes!).
Obs3: Este é o episodio 4… são mesmo 9 episodios esta temporada, certo? Significa que eles vão ter de ir colocando as peças nas posições para o final… a não ser que seja mesmo como em Lost e… voltem com nova perspectiva sobre o assunto por temporada.
Não percebi bem a pergunta, ou neste momento escapa-me: “Se a Branca de Neve é a Kate, será a Cinderela a Claire?”
Foi uma piada em relação a uma “discussão” que se gerou no episódio anterior:
http://tvdependente.net/2011/11/once-upon-a-time-1×03-snow-falls-abc/
são mesmo 9 episodios esta temporada, certo?
Não, serão 22.
22! Oh… shit. Vão arrastar-se por tantos episodios… ao menos que imaginem acrescentar mais histórias de outros contos… que é fixe!
ZB, quando escreves Rumpelstiltskin fazes copy&paste, certo?
Esta série é, sem ser um portento, um enorme divertimento.
Partes favoritas: as pegas da Emma e da Regina. Adoro!
Partes dispensáveis: tudo o que envolve o Sheriff, que é uma mosca morta.
Rum-pel-stilt-skin.
Dividindo a palavra em quatro (ou 3) é mais simples decorá-la. ;D
No final. Quando Emma diz q já tem codinome. Henry diz “não tenho certeza se ja está pronta”. Será qe Emma é algum personagem em especial, MAS ela é filha da branca de neve…o qe será q ele quis dizer com isso?
o que ele queria chamar-lhe era “mãe”, mas pensa que ela ainda não estará pronta para isso… Suponho eu