[SPOILERS] “So you can imagine what it’s like to come up from all that gray and see… You.”
Com este sétimo episódio a série volta a brilhar e demonstra o potencial que o episódio piloto prometia. É verdade que não temos nada de muito original ou revolucionário, a fórmula mantém-se, ainda existem alguns problemas mas no fim são quarenta e dois minutos muito bem passados na companhia destas personagens. O gostar ou não gostar é sempre subjectivo e este episódio é capaz de não agradar a todos, mas para mim é um dos melhores até agora. Temos um pouco de tudo que é encaixado no esquema habitual e que resulta extremamente bem.
A série tem seguido a regra de usar Kate (Kelli Garner) e o seu trabalho para a CIA, juntamente com uma história focada numa outra personagem. Aqui não se foge a esta directriz e Kate volta a ter destaque tal como a sua irmã, que para já são as duas personagens com que passamos mais tempo. É chegada a altura do choque entre a relação pessoal e profissional de Kate quando Niko (Goran Visnjic) é confrontado com a verdade e com uma escolha forçada. Foi uma história bem trabalhada até aqui e este auge resulta na perfeição, com ambos os actores a corresponderem à altura da situação e a mostrarem um boa interacção. Mais uma vez as coisas são um pouco tratadas ao de leve, mas a carga dramática e a empatia que criamos pelas personagens deixam-nos mergulhar neste Mundo de fantasia. Gostei deste desfecho e veremos que novas missões enfrentara a nossa espiã e se irá voltar a encontrar este amor passageiro.
Quanto a Laura (Margot Robbie), coube-lhe encabeçar a história que se debruça na situação em que a sociedade se encontrava na altura. Numa viagem que trazia tripulantes de um submarino da marinha, leva Laura a conhecer um homem que lhe traz sentimentos confusos. A mulher que quer conhecer o Mundo e experimentar novas aventuras vai agora ter de lidar com um situação desconfortável em que os preconceitos são a palavra do dia. Com a cabeça a dizer-lhe um coisa mas o coração outra a sua indecisão sobre Joe (Gaius Charles) vai ser o centro da sua história. Se mais uma vez pode-se argumentar que a série vem posicionando as personagens como desculpa para mostrar eventos e a situação da época, para mim não tenho problema com isto. Ainda mais gosto que a série aproveita a época para nos mostrar essas situações que são por demais conhecidas mas que não significa que não possam dar boas histórias. Tal como a história da outra irmã também esta resultou muito bem com o drama ser bem explorado e com as personagens a terem uma boa química, o que deu mais impacto à mensagem.
Um pequeno apontamento para Colette (Karine Vanasse) e o seu momento que irradia sempre boa disposição. Mesmo curto e sem grande significado para o decorrer do episódio é uma bela cena protagonizada pela personagem. Um episódio em que as peças se encaixaram e com isso o resultado é bem positivo. Com episódio destes a serie consegue captar a nossa atenção e mantém-nos empenhados nas personagens e nas suas aventuras. O futuro da série é incerto e o que vimos até agora apesar de bom também tem momentos instáveis, veremos se é agora que levanta voo.
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Gostei menos deste episódio do que do anterior. Ainda assim, gosto muito de Pan Am, mas precisa de uma sacudidela para não se tornar apenas uma coisa bonita e entediante.
Concordo. A série é bonita e tem qualidade, não se nega. Mas começa a tornar-se um tédio… Precisa de uma “sacudidela”, como dizes.
Não me parece que a série vá mexer muito até ao episódios finais. Com o futuro bem tremido é provável que não tenham tempo para grandes sacudidelas.
Gostei muito deste episódio, Pan Am está a ser uma boa surpresa, levezinha, vê-se bem mas mesmo assim consegue ter bons apontamentos dramáticos, e as personagens são deliciosas de se ver.