[SPOILERS] Drama, perigo, acção, tensão e mais drama são os ingredientes principais deste oitavo episódio. Um episódio que nos traz uma situação um pouco diferente e que altera a estrutura que tinha sido aplicada até agora. Com esta ligeira mudança houve coisas boas mas também surgiram novos problemas.
Se até agora as questões técnicas sobre aviação tinham sido um pouco ignoradas da minha parte a bem das histórias e das personagens, este episódio teve demasiados erros que não me permitiram abster de fazer este pequeno apontamento. Há coisas que podemos deixar escapar, mas quando se acumulam é difícil ignorar e ver certas situações é preciso ter muito suspension of disbelief para não fazer um facepalm.
A juntar a todos estes momentos mais fantasiosos, a própria história do Haiti teve ali momentos um pouco surreais e que serviram apenas para que fosse possível contar a história que queriam. Como já mencionei anteriormente é bom quando a série aproveita o clima da época, no entanto o ideal seria tratar a situação da melhor forma possível em vez de ser apenas um adereço posto às pancadas só para meter as personagens numa situação diferente.
Agora se conseguirmos ignorar estes dois pontos o episódio até tem alturas que brilha com as cenas que nos são dadas. Tudo começa com uma aterragem não programada no Haiti devido a uma emergência médica e a partir daí as personagens vêm-se metidas numa situação desconhecida, perigosa e que os pode levar a ficar presos na pista do aeroporto. Desta vez todos os personagens são chamados à acção com Colette (Karine Vanasse), Dean (Mike Vogel) e Kate (Kelli Garner) a terem um pouco mais de destaque.
Colette vê-se a braços para conseguir obter ajuda médica, ao mesmo tempo decide ajudar uma jovem local a ter uma vida melhor. Kate serve de apoio ao passageiro doente e partilham histórias da sua vida. Já Dean tem a tarefa quase impossível de tirar o avião e os passageiros daquela pista demasiado pequena para tanto peso.
Não é nenhum segredo que gosto da Colette, já que foi uma personagem que me conquistou logo no início e que tem vindo a trazer belas cenas cada vez que aparece. Neste episódio continuou igual a si mesma e é o seu passado que a faz agir daquela maneira. Ter a coragem de embarcar uma refugiada e fazê-lo contra tudo e todos, mostra a sua força e convicção nas batalhas em que entra. Pode é argumentar-se que toda a história podia ser melhor trabalhada e que teria mais impacto num episódio mais realista e melhor construído.
Os momentos entre Kate e o passageiro doente, foram das cenas que mais gostei. Verdadeiras, com sentimento, o diálogo entre os dois foi suficiente para criar ali uma ligação forte de carinho e preocupação. Não foi preciso mais nada, apenas duas personagens num honesta conversa sobre o amor, a terminar com um fim trágico e um sacrifício pelos outros passageiros. Também aqui pode-se ficar um pouco reticente da escolha final e que esta história inserida noutro contexto poderia ser ainda mais sentida.
A parte de Dean como está associada a toda aquela “fantasia” e erros que daí advêm acabei por não gostar tanto. Não que fosse uma história má, até porque a questão da liderança e de se debater com as adversidades pode dar bons episódios. No fim até tem uma recompensa com o beijo de Colette que poderá ter mais significado num futuro próximo.
Para mim é um episódio que sofre por ser algo desequilibrado. Tem a seu favor a novidade, o ser diferente dos seus antecessores. Ainda conta com algumas cenas muito bem trabalhadas e com sentimento verdadeiro em que as personagens voltam a ser o ponto forte. O problema é que a situação criada para as meter naquele espaço e os problemas criados são pouco verdadeiros e seguem rumos algo duvidosos.
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Possivelmente é o ultimo episódio da série… ao que parece a série vai parar a produção. Além disso este foi o ultimo episódio produzido e a abc saltou o episódio 7 de produção… com alguma sorte dá em dezembro.
Gostei mesmo muito deste episódio. Concordo com as críticas, mas conseguiu cativar-me bastante. Cá está a tal sacudidela de que falava. Se vai terminar fico um pouco triste…
Gostei bastante deste episódio. A mudança de estrutura agradou-me já que se estava a tornar repetitivo