[SPOILERS] Depois de uma breve paragem, “Parenthood” volta com mais aventuras dos Braverman e algumas respostas às perguntas deixadas por responder no episódio anterior. Mas será que conseguiu manter a boa ronda de episódios que vinha amealhando?
A verdade é que a apesar de ter sido um bom episódio, ficou um pouco aquém do que aquilo a que nos tem habituado. Teve discussões, teve lágrimas, teve momentos cómicos, desenvolveu a histórias e as personagens, conseguiu criar empatia mesmo em situações quase impossíveis e apresentou um bom ritmo? Sim. Então o que faltou? Também não sei. Não é que eu esteja tão farta de me repetir e estar sempre a dizer bem da série que hoje tenha resolvido embirrar, a verdade é que houve qualquer coisa que não funcionou bem, mas ainda não consigo pôr o dedo na ferida e descobrir o que foi.
Claramente a história menos bem conseguida foi a que envolveu Zeek (Craig T. Nelson) e a sua preocupação com a filha Sarah (Lauren Graham) pela reaproximação com Seth (John Corbett). Mais uma vez o patriarca da família vira-se para o filho mais velho, Adam (Peter Krause) à procura de ajuda, o que nos deu uma (sempre) boa cena entre os irmãos mais velhos do clã. Mas não funcionou, e apesar de termos visto o quão afectado Zeek ficou por esta situação de uma maneira muito mais sentimental e séria do que eu esperava, não conseguiu envolver-me o suficiente para que conseguisse simpatizar com a situação.
Seth: I know it’s going to take a long time to earn your forgiveness, but I’m going to try. Because I want this. For the first time in my life, I want this.
Por outro lado, simpatizo imenso com provavelmente a personagem mais desprezível da série, Seth. Se percebo o sofrimento e a dor que o seu vício causou a toda a família Braverman, não consigo deixar de torcer pela personagem e só gostava que Sarah se pudesse dividir em duas para não criar conflito na sua relação com Mark (Jason Ritter) que depois do final do episódio fica, pelo menos para nós espectadores, com um fim anunciado.
Sarah: She had that bizarre fear of the tooth fairy. She said, ‘Don’t let that crazy fairy steal my teeth!’
Quem serve de confidente para Sarah em toda esta confusão é Julia (Erika Christensen). Gosto imenso das cenas entre qualquer dos irmãos Braverman, cria uma maior aproximação entre a série e a realidade ao demonstrar-nos que não se esqueceram que estamos a lidar com uma família.
Sarah: It makes me a bad girlfriend.
Julia: You’re an amazing ex-wife, though.
Julia é que também tem problemas próprios, e mesmo sem contrato assinado, decide fazer valer a sua opinião junto de Zoe (Rosa Salazar), sempre de uma maneira casual, mas que acaba por parecer condescendente e cria um pequeno desentendimento entre as duas que fica rapidamente resolvido. Até agora esta parece a história de encher chouriços da série, e neste episódio roçou até o ridículo.
Por último, o negócio de Crosby (Dax Shepard) e Adam começa a andar a toda a força e enquanto Crosby está absorto nos problemas pessoais e em lidar com a difícil situação de custódia partilhada do filho e da vontade de Jasmine (Joy Bryant) em seguir com a sua vida e envolver outras pessoas na vida de Jabbar (Tyree Brown), Adam está concentradíssimo no trabalho acabando por deixar a vida familiar em segundo plano.
Kristina (Monica Potter) é quem se apercebe e ressente mais esta mudança, ao estar sempre em casa com Nora e assustada com o aproximar de mais mudanças – a partida de Haddie (Sarah Ramos) para a faculdade – decide fazer uma noite de família que como é óbvio não resulta nada bem e acaba por dar uma cena espectacular daquelas que “Parenthood” tão bem faz, com toda a gente a falar uns por cima dos outros. Não sei que rumo vão dar a Kristina no resto da temporada mas o seu desgaste parece apontar para uma temporada dura do ponto de vista psicológico.
Kristina: I’m sorry I’m psycho honey.
Haddie: It’s cool. We’re used to it.
Concluindo, o episódio vive especialmente das cenas entre Seth e Sarah que funcionam muito bem ao demonstrarem a forte ligação que há entre os dois que ainda não tinha sido explorada de forma tão intensa e extensa na série. Fico um pouco apreensiva, mas acima de tudo curiosa com o rumo destas duas personagens e se o episódio tivesse sido só com eles dois não teria sido um tempo nada mal passado.
O Melhor: Sarah e Seth.
O Pior: Um Zeek demasiado dramático. Talvez seja por ser raro, mas pareceu um pouco forçado.






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